Quais os objetivos da educação no Brasil?

Deseja-se, com essa indagação, remeter o leitor ao encontro de uma resposta, seguindo os caminhos in- dicados pelos constituintes de 1988 ao redigirem o artigo 205 de nossa Carta Magna. Nesse dispositivo da Constituição Federal, na parte nal, encontrar-se-á o que se propõe alcançar com a educação em nosso País, antecipando que “por meio dela a pessoa trans- forma-se, cria valores, quali ca-se para o trabalho e exerce e instrumentaliza sua cidadania”.

CF – Art.205: A educação, di- reito de todos e dever do Estado e da Família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando o pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da ci- dadania e sua quali cação para o trabalho”.

Então quero entender, como enten- deram os constituintes de 88, que o ensino deve contemplar não somente a qualidade, da qual estamos por demais carentes, mas também a formação pro- ssional, sendo ofertada, e até me pa- rece ocioso dizer, conforme exijam os projetos de desenvolvimento em curso.

Há uma insistente reclamação do empresariado a respeito da escassez de mão de obra técnica para as ativi- dades industriais, o que o tem levado, na busca para suprir essa demanda, à realização de cursos de curta duração na própria empresa, o que decerto não se compara, e todos hão de convir, com uma habilitação no centro escolar.
Daí a necessidade que se tem das escolas, muitas escolas, em que o en- sino médio seja ministrado em tempo integral e com destinação pro ssio- nalizante, como aliás inspira a pró- pria Constituição.

Há três anos as estatísticas gritavam serem necessários 3 trabalhadores brasileiros para produzir o mesmo que um sul-coreano; 4 brasileiros para um alemão;
e 5 brasileiros para um norte-americano

À medida que o tempo passa, e nem precisa de esforço para entender, o desempenho do trabalho vai cando mais exigente, requerendo dos que a ele se dedicam um preparo técnico da melhor quali – cação, habilitações aliás que os tempos modernos, e vindouros, totalmente voltados para a inovação e para a tecnologia estão revelando, o que inclui não só o processo criativo, mas também o manejo de máquinas e robôs que teimam em substituir a mão de obra, e dos quais a competitividade empresarial não poderá fugir.

É necessário saber-se que, na Europa, os gestores do ensino médio destinam cerca de 40% das vagas para os que desejam fazer curso técnico. No Brasil, comenta-se que não passam de 8% as vagas ofereci- das com a mesma destinação.

Registro, embora com tristeza, que há três anos as estatísticas gritavam serem necessários 3 trabalhado- res brasileiros para produzir o mesmo que um sul-co- reano; 4 brasileiros para um alemão; e 5 brasileiros para um norte-americano. (Diário de Pernambuco, edição de 20 de outubro de 2013).

Então entendemos acertada essa medida go- vernamental de reorganizar a grade de opções no ensino médio, para incluir mais oferta de vagas destinadas à formação técnica com o aumento do número de escolas de tempo integral para o atendi- mento a esse objetivo.

Sobre o Autor

Presidente da ABIM (Associação Brasileira da Imprensa Maçônica) na sede do GOIERN, em 20 de agosto de 2014, durante  Sessão Magna Pública comemorativa do DIA DO MAÇOM.

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