O processo evolutivo da vida política nacional, em regra não tem tido a participação dos homens de bem e nem das instituições que prezam a liberdade, a igualdade e a verdade.

Urge que as pessoas honradas e as instituições nobres assumam o papel que lhes cabe na sociedade, saindo do estado letárgico em que se encontram e despertando para a participação efetiva no processo evolutivo da política nacional. As instituições e os homens que as compõem, de- vem ser os porta-vozes das modificações necessárias. Sendo a política a arte de governar, hoje vemos que na prática em nosso país é a arte do desgoverno. Cumpre que esta jornada seja iniciada logo, pois que a sociedade depara-se atualmente com a miséria, a corrupção e a violência institucionalizadas.

Agora precisamos de homens de mão limpas, com retidão de caráter, honradez e competência, para liderar a nação e dar novos rumos à política nacional. Mas o problema consiste no seguinte: Onde es- tão esses homens? Eles existem? É difícil encontrá-los, pois as famílias, as escolas e as instituições seculares, já não os formam mais. Formam-se hoje “ignorantes diplomados” com caráter aviltado, valores morais e éticos in- vertidos, que desprezam as virtudes superiores. Esta situação privilegia apenas os detentores do poder e das grandes fortunas.

O ser humano, que originalmente nasce livre e puro, passa a viver consequentemente na opressão. Oprimido o homem perde o que tem de mais sagrado, a liberdade e a dignidade, vivendo na miséria que é a mãe de todos os males. Cabe a nós decidirmos se lutaremos pelo ideal ou nos omitiremos.

Vamos fazer a hora ou vamos esperar acontecer?

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