Entre o tempo e o espaço, entre um sinal e uma marcha, entre atividades coletivas há sempre um combinar de sons e silêncio pré-organizados. Isto é música! Som e silêncio. A música está presente em todos os recantos da Terra, sem preocupação de fronteiras, raças e credos. Há quem diga que a música é a verdadeira linguagem universal.

O compositor italiano, Paschoal Bona disse, certa vez, que música é “a arte de manifestar os afetos da alma, através do som”. Entre os trabalhos desenvolvidos pela Maçonaria estão os de “afetos da alma”. Trabalhar para tornar feliz a humanidade pelo amor, pelo aperfeiçoamento dos costumes, pela tolerância nos exige um estado de equilíbrio da tríade humana – corpo – espírito – alma.

Em Templo e fora dele devemos nos cercar de sons que vibrem em harmonia com a proposta de sermos exemplos de bons costumes. Pouco utilizado em nossos trabalhos, mas de grande função vibracional é o Canto Gregoriano. O canto gregoriano, a linguagem musical mais antiga da Igreja Católica, é um gênero de música vocal monofônica e monódica (uma só melodia), que nos remete ao cantochão, as cantigas da Idade Média. A base são os Salmos de Davi, pai de Salomão. A própria execução de um Canto Gregoriano vai de encontro à execução de um trabalho maçônico.

“O canto Gregoriano jamais poderá ser entendido sem o texto, o qual tem primazia sobre a melodia, e é quem dá sentido a esta. Por isso, ao interpretá-lo, os cantores devem haver compreendido bem o sentido dele. Em consequência, deve-se evitar qualquer impostação de voz de tipo operístico, em que se busca o destaque do intérprete.”

O labor maçônico jamais poderá ser entendido sem a instrução, a qual tem primazia sobre o costume, e é quem dá sentido a esta. Por isso, ao laborar, os maçons devem haver compreendido bem o sentido da instrução. Em consequência, deve-se evitar qualquer impostação de ação do tipo “cheio de graus”, em que se busca o destaque do maçom.

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