Em 6 de abril de 1830, Joseph Smith Jr., Oliver Cowdery, Hyrum Smith, Peter Whitmer Jr., Samuel H. Smith e David Whitmer estabeleceram de forma oficial, conforme registrado em ata, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

 

Seus seguidores posteriormente vieram a ser reconhecidos simplesmente como mórmons, isto aconteceu em função do Livro de Mórmon, um livro que relata a existência de povos que habitaram nas Américas por voltar de 600 A.C.

Castellani afirma que a luz “figuradamente designa ilustração, esclarecimento, o que esclarece o espírito, claridade intelectual. A luz, não a material, mas a do intelecto e da razão, é a meta máxima do iniciado maçom, que vindo das trevas do Ocidente, caminha em direção ao Oriente, onde reina o sol, havendo, aí, sem dúvida, uma influência dos mitos solares da antiguidade, principalmente o de Mitra (persa) e o de Apolo (grego). Graças a essa busca da verdade, do conhecimento, da razão é que os maçons autodenominam-se “Filhos da Luz”; e talvez não tenha sido por acaso que a Maçonaria, em sua forma atual, a dos aceitos, nasceu no Século das Luzes, o século XVIII”.

É, do oriente, que todas as manhãs, a luz jorra magnífica. O sol, luz e vida da Terra, brilha igualmente sobre todos, sem distinção de raças, de cores ou de credos.Os maçons sabem que o Oriente, fonte da luz material, é um dos símbolos da Arte Real, pois eles sabem que a Ordem contém em seu bojo a pura luz da verdade.

E, se no mundo físico, a luz do sol é a grande dádiva da natureza, vivificadora distribuição de energia e fonte de vida, também isto acontece no mundo espiritual e no mundo moral.Quando a noite intelectual, nos tempos primitivos, pairava por sobre o mundo, foi do antigo sacerdócio, que vivia no Oriente, que a grande lição sobre Deus a natureza e a humanidade foi primeiramente emanada, e dirigindo-se para o Ocidente revelou ao homem seu destino futuro e sua dependência de um poder superior.

Era a luz vivificadora do Espírito que, do Oriente, esparzia luminosidade, através dos sábios persas, gregos, árabes e judeus, modificando inteiramente a visão dos que buscavam e ainda buscam o saber, na anciã incontida de encontrar a verdade. Daí porque luz – sinónimo do conhecimento e da verdade – se contrapõe ás trevas -sinónimo da ignorância, da mentira e da falsidade.

Em todos os antigos mistérios religiosos, a luz era o que todos buscavam, tal qual hoje, na Maçonaria.

Entre os egípcios, Osíris, a principal divindade, era o nome do sol. Entre os hindus, as três manifestações de sua divindade suprema – Brama, Shiva, Vishnu – eram os símbolos do sol: Brama, o sol no nascente; Shiva, o sol no zénite; Vishnu, o sol no poente.

Além disso, “a roda solar, como arma de Vishnu, como símbolo Cakravartin e como a lei que o Buda pôs em movimento, procede por, sua vez, de um simbolismo solar antiquíssimo e muito difundido. Luiz XIV da França imitou a fórmula, chamando a si mesmo de Rei Sol. O sol, luz e vida do mundo, brilha igualmente sobre todos nós” (Henrich Zimmer, Filosofia das índias).

A significação emblemática da luz, na Maçonaria, está presente em todos os Graus e em todos os Ritos. Em todos os sistemas antigos essa reverência pela luz, como símbolo da verdade, era predominante. Nos mistérios de todas as Nações, o candidato passava, durante suas iniciações, por cenas de mais profunda escuridão e, por fim, terminava suas provas pela entrada num santuário esplendidamente iluminado, onde lhe diziam que tinha alcançado a luz pura e perfeita e onde recebiam as instruções necessárias para investi-lo do conhecimento da Verdade Divina, cuja consecução fora o objeto de todos os seus trabalhos, e cujo fornecimento constituía o desígnio da ordem em que fora iniciado.

Quando o candidato diz querer ver a luz, ele está imerso em profunda escuridão, não está implorando a luz física, mas a Luz superior, a Luz do saber, para que possa, iluminando os caminhos da sua inteligência e do seu espírito, buscar uma outra vida, através da qual ele possa transformar-se em outro homem, passando de profano a maçom.

O que ele busca realmente é aquela luminosidade que lhe dissipará a escuridão da ignorância moral e mental, colocando-lhe diante dos olhos da inteligência as verdades maravilhosas da filosofia e da ciência, cujos ensinamentos se consubstancia na grande meta da Maçonaria.

O sol, a lua, a estrela flamejante, as luzes que iluminam os altares ali com uma significação muito além daquela que lhes emprestamos no mundo material.

Se a luz material nos informa, através de nossa visão, tudo o que existe ao nosso redor, há outras formas de luz que nos proporcionam uma visão de muito maior valor para a nossa vida, o caminho da existência espiritual que haveremos de percorrer, como, por exemplo, a luz da inteligência que na Maçonaria, é representada simbolicamente pela estrela flamejante, representação do homem, de suas faculdades e sentidos. Esta é a luz que nos faz enxergar os problemas interiores e os meios para enfrentá-los e, às vezes corrigi-los ou vence-los. A luz da inteligência é aquela que ilumina o mundo interior da consciência e da razão. Podemos chamá-la de luz espiritual.

Necessário é que não desfitemos os olhos de uma terceira luz, talvez mais importante que as duas primeiras: A Luz Divina.

É preciso que o maçom lance mão de todos os seus esforços, de todos os meios que a Maçonaria lhe oferece para conseguir iluminar o seu interior. Com o trabalho e o estudo diuturnos ele alcançará aquela claridade indicadora do seu progresso intelectual e, sobretudo, moral, e estará cumprindo fielmente as metas que a Arte Real lhe traçou: através do esforço de cada maçom em busca do seu aperfeiçoamento interior, conseguir-se-á o progresso moral e espiritual da humanidade.

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