Existem fatos históricos que, quando realçados, provocam grande interesse do público, em geral de maneira promissora. Um desses casos foi a novela exibida pela Rede Globo, “Novo Mundo”, que teve média excepcional de audiência, segundo o Ibope. Entre os destaques que despertaram interesse, estavam os temas: independência, escravidão, perseguição aos índios, liberalismo, modo de vida da época e maçonaria.

Nossa reportagem decidiu buscar mais detalhes sobre a maçonaria, uma organização com tradições e informações secretas, mas não tão inacessíveis.

Já no antigo sistema colonial, a maçonaria estava presente em nossa história, com seus adeptos se destacando entre alguns revolucionários da Inconfidência Mineira e da Conjuração Baiana no final do século 18.

No período que antecedeu a Independência, a maçonaria assumiu um importante papel como centro de atividade política para difusão dos ideais do liberalismo anticolonialista.

A maçonaria expandiu sua influência durante o processo de formação do Estado Brasileiro, despontando como uma das mais importantes instituições de apoio à Independência, permanecendo atuante ao longo de todo o período monárquico no século 19, desde os primeiros movimentos de independência, remontando aos irmãos Andradas, no Primeiro Reinado, até as mais importantes lideranças do Segundo Império. Nesse processo, a história do Brasil Império é também a história da maçonaria.

Nos Estados Unidos, a Maçonaria exerceu influência na “Declaração de Independência” da nação, como se vê na nota de 1 dólar, repleta de símbolos maçônicos.

A construção da cidade de Washington D.C. possui bases maçônicas em praticamente toda sua concepção e seu projeto.

Um dos locais projetados seria o Congresso dos Estados Unidos, considerado o coração da Washington maçônica, por sua localização e sua história. Em 18 de setembro de 1793, o próprio George Washington, vestido com os trajes de “pedreiro livre”, assentou a pedra fundamental do edifício.

Segundo teorias, o prédio corresponderia à cabeça de um compasso cujas pernas se estenderiam até a Casa Branca e o Memorial de Jefferson. Em seu livro “A Cidade Secreta da Maçonaria”, o escritor David Ovason faz relatos completos sobre a relação da cidade com esta ordem.

A lista de membros da maçonaria através de sua história inclui personalidades como: Abraham Lincoln, Winston Churchill, Oscar Wilde, Wolfgang Amadeus Mozart, Neil Armstrong, Walt Disney, Napoleão Bonaparte, D. Pedro I, Rui Barboza, Marechal Deodoro da Fonseca, Pixinguinha, entre outros, segundo registros desta instituição.
No Brasil, neste atual momento, deu-se início a um importante movimento dentro do organograma histórico da Maçonaria: uma eleição que irá escolher seu novo líder no País e representante para outros países.

A Maçonaria inicia seu processo de eleição para o cargo de Grão-Mestre Geral do Grande Oriente do Brasil – GOB, que já está levando maçons de todo o país a se mobilizar, pois, a partir desse acontecimento, seu futuro pode ter profundas mudanças, repercutindo em sua expansão e sua máxima consolidação.

Nesta oportunidade, entrevistamos Benedito Marques Ballouk Filho, Grão-Mestre Estadual licenciado do Grande Oriente de São Paulo – GOSP – e candidato ao cargo de Soberano Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil – GOB.

BALLOUK, Qual sua visão sobre o momento atual e a Maçonaria?

Hoje o Brasil atravessa uma imensa crise moral. A ética se transformou em intervalo para anunciar a próxima contravenção destinada à nação.

Não houve um só momento em nossa história em que a Maçonaria se ausentou de agir em defesa de nossa nação. Somos como o vento: em alguns rostos batemos e incomodamos; em outros, refrescamos, mas somos livres na defesa do civismo e da ética nacionalista.
Em adversidades em que nossa Pátria ficou à deriva, lá estávamos nós de maneira subliminar, atuando diretamente para transformar o desafio em vitória.

Não somos de contar ou bradar nossas realizações; somos de inseri-las na história e defender os direitos de nosso povo.

Neste momento estamos mais presentes do que nunca, buscando a volta do equilíbrio desta nação, cada um de nós envolvido de corpo e alma nessa causa que nos requisita.

Queremos um Brasil justo, honesto e ético para seu povo; queremos uma nação livre da corrupção e de suas consequências maléficas.

Queremos que nossas famílias possam caminhar livremente pelas ruas com segurança; queremos que nossos jovens possam alçar seus voos e seus sonhos com fraternidade e igualdade.

Queremos ser o braço amigo que irá amparar tudo aquilo que não é cívico e democrático neste país maravilhoso e para este povo sem igual.

Queremos que nossas ações de hoje possam orgulhar as gerações futuras e aqueles que confiam em nosso trabalho como obreiros do bem e defensores incansáveis do que é justo e perfeito.

Qual o nome de sua Chapa e o que ela pode representar?

Novo Rumo é o nome de nossa Chapa, composta pelo meu nome e o de Américo Pereira Rocha, e que pretende realizar conquistas futuristas para a Federação Gobiana. Nosso plano de gestão objetiva a interação, e é permeado por um sentimento de equacionar no curto e no médio prazo possíveis demandas que se materializam na busca da excelência em nossas atividades maçônicas, tanto para os Orientes Estaduais quanto para os do Distrito Federal, para as Lojas e para os nossos Irmãos. Ele tem propostas de vanguarda, factíveis e exequíveis, dentro do mais profundo espírito fraternal, buscando ser progressista sem perder sua tradição, para que o GOB possa retomar seu caminho de desenvolvimento pleno e eficaz em setores primordiais que espargem a cultura, a educação maçônica ritualística, a liturgia, bem como o apoio para entidades para-maçônicas, otimização e ampliação de seus canais de comunicação e prestação de serviços que possam condizer com a instituição que completou 195 anos de existência, além de aprofundar a relação fraternal com Obediências, quer sejam internacionais quer sejam as Grandes Lojas e Orientes Independentes que detêm assento na COMAB.

É necessário resgatar o verdadeiro papel Federativo do GOB enquanto provedor dos Orientes Estaduais e do Distrito Federal, dando-lhe autonomia administrativa e reduzindo burocracias.

Estamos abertos para receber sugestões, e todas serão analisadas e priorizadas com ampla participação dos Irmãos. Também estaremos abertos a receber sugestões para a elaboração dos Princípios e Valores do GOB, prioritários na firmeza das ações da gestão.
Faremos uma convocação dos Irmãos representativos e interessados de todos os Estados para a elaboração do Planejamento Estratégico do GOB como ferramenta para a construção do futuro e da identidade organizacional.


Como está o projeto do maior Templo Maçônico da América do Sul ?

O Palácio Maçônico do GOSP, construído na década de 50, época em que nossa Obediência Estadual contava com 52 Lojas, não atendia mais a necessidade de hoje, quando registramos cerca de 800 Lojas Jurisdicionadas.

As instalações do antigo Palácio Maçônico eram precárias e se encontravam corroídas com o tempo, inclusive oferecendo risco aos Irmãos. Registre-se que o Palácio não tinha acessibilidade, conforme determina a legislação em vigor.

Os cerca de 500 Veneráveis Deputados Estaduais da PAEL realizavam suas Sessões Legislativas no Templo Piratininga, num espaço em que mal cabiam 270 pessoas. Na gestão passada chegou-se a alugar um espaço de um hotel para que o Legislativo pudesse desempenhar suas atividades.

Sabe-se que desde 1995 já se ventilava a possibilidade da demolição do prédio para construir um novo Palácio. A falta de coragem fez com que o tempo passasse e que fossem sendo feitos pequenos retrofits.
A Prefeitura de São Paulo passou a estabelecer multas pecuniárias contra o GOSP (inclusive uma de 2014, que teve que ser paga no dia 5 de setembro de 2017, no valor aproximado de R$ 15.000,00, em face de sucumbência de um recurso administrativo interposto pela gestão passada do GOSP).

Na campanha de 2015, a atual gestão colocou como uma de suas ações a demolição do prédio e o grande desafio de se construir um Palácio Maçônico à altura do GOSP. E essa e outras propostas foram vencedoras entre as três chapas que concorreram.

Depois de empossado, o Grão-Mestrado assumiu compromisso público na PAEL de que os custos da futura obra seriam suportados em parte pelo superávit acumulado durante alguns exercícios e de que nenhum centavo de Irmãos ou Lojas seria cobrado compulsoriamente, sendo o valor previsto para a conclusão da obra alcançado por outros recursos, advindos de doações e arrecadações com eventos, e absoluta austeridade fiscal e financeira.

Ressalte-se que tudo foi realizado dentro da mais absoluta transparência à Jurisdição, ação administrativa firme e planejada. Demolição, projetos executivos e tudo organizado e comandado por Irmãos de alta capacidade e de experiência comprovada em todas as áreas que envolvem um projeto como este.

Frise-se publicação no Boletim 2697, de 22 de fevereiro de 2016, o Ato 190-2015-2019, que fez chamamento para que Irmãos interessados em participar de comissões temáticas, especialmente criadas para executar esse projeto, pudessem não só contribuir em suas especialidades profissionais, mas também, acima de tudo, fiscalizar todas as ações. Assim, foram criadas as Comissões: Gestora Geral de Obras, Técnica de Engenharia e Arquitetura, Captação e Recursos, Atos Licitatórios, Técnico Jurídica, Movimentação e Logística, e Técnico Contábil. Todos os Irmãos que se habilitaram e demonstraram posterior interesse em participar dessas comissões foram devidamente nomeados por Ato do Grão-Mestrado.

Foi projetado um Palácio Maçônico com 7.000 metros quadrados de área construída, quatro subsolos de garagens, 12 Templos Maçônicos e um Templo Nobre para 600 lugares.

Saía então do papel e da mera vontade para de fato consolidar a coragem política de construir um novo Palácio Maçônico para o GOSP. A PAEL aprovou o projeto e o planejamento realizado pela equipe técnica, e a atual gestão passou a executar o projeto.

Uma obra desse porte não fica pronta em 30 dias, por isso a cada semana fomos vencendo as etapas com planejamento e responsabilidade, e agora demos início à construção do subsolo (diafragma). Em breve construiremos a parte estrutural com muita acuidade e a competência daqueles que dirigem tecnicamente a obra.

A realidade da construção do Palácio e o momento eleitoral que se aproxima levam ao desespero alguns que viram que seriedade, competência e probidade marcam a gestão do GOSP. Os reflexos de seus bons exemplos se espalham pela Federação pela coragem para mudanças primordiais desejadas pelos Obreiros que, da mesma forma, querem um rumo progressista, moderno e mais fraterno no Grande Oriente do Brasil–GOB.

As críticas, ainda que ferozes e ignóbeis, devem ser suportadas, pois advêm da desinformação. A fragilidade das acusações feitas contra aquilo que se está construindo é nítida.

Para a maioria esmagadora dos Maçons paulistas, deixo claro que estamos no caminho certo e que, em breve, São Paulo terá uma casa moderna e à altura do GOSP e de seus 25.000 Obreiros. Será realmente o maior Templo Maçônico da América do Sul. Um edifício alinhado com a cidade, uma referência em arquitetura, como acontece na Europa, nos Estados Unidos e na China, onde os edifícios contam com total automação, sustentabilidade, grandes vãos com pavimentos flexíveis e um excelente número de vagas.

Quais são os compromissos de sua candidatura a Grão-Mestre Geral do GOB?

É nossa pretensão reposicionar o GOB como Maçonaria de Vanguarda, trabalhando pela União dos Irmãos, pela Fraternidade e pelo resgate do orgulho de cada Irmão em pertencer a esta centenária e valorosa instituição. Visamos resgatar o papel federativo do GOB como provedor dos Grandes Orientes Estaduais, através de ações como:

· Unir esforços para o engrandecimento dos Grandes Orientes Estaduais, para que, consequentemente, possam fortalecer as Lojas sob sua jurisdição;

· Atuar, quando solicitado, como parceiro ou provedor dos Grandes Orientes Estaduais, em projetos por eles desenvolvidos, em manifesto apoio às iniciativas regionais e locais.

· Adotar diretrizes e normas, a fim de garantir plena liberdade de ação aos Grandes Orientes Estaduais sem interferência ou concorrência do Poder Central, a não ser como coadjuvante.

· Aumentar a agilidade administrativa, reduzindo a burocracia do GOB, revisando o atual sistema de “RAs” e tornando-o mais “amigável”, além de implantar um “help desk” em conjunto com atendimento telefônico gratuito, para acompanhamento mais célebre das documentações e registros em geral, criando uma comunicação imediata com os Estados, as Lojas ou os Obreiros, devendo eles ser informados, o mais rápido possível, quanto às providências dos pleitos que foram requeridos ao Poder Central.

· Fomentar a Educação, a Cultura e a Ritualística Maçônica, em parceria com os Grandes Orientes Estaduais, promovendo cursos presenciais e a distância, destinados ao aperfeiçoamento das atividades maçônicas.

· Aprofundar o relacionamento do GOB com Obediências Nacionais e Estrangeiras, restabelecendo o papel histórico e a imagem progressista do GOB na comunidade internacional, promovendo o intercâmbio com as Obediências Regulares no Mundo, ampliando a troca de experiências em projetos maçônicos de interesse social, educacional e cultural, estimulando, assim, a união em todos os níveis, para maior integração da Fraternidade Maçônica Universal.

· Resgatar o papel histórico do GOB e dos Grandes Orientes Estaduais nos cenários Políticos e Sociais do Brasil.

· Potencializar as atividades Maçônicas, Para-Maçônicas e as de caráter benemerente, social e filantrópico.

· Criar o Banco de Ofertas de Empregos para que os empregadores Maçons possam consultar currículos de Irmãos e familiares que buscam oportunidades no concorrido mercado de trabalho.

· Investir no Futuro, incentivando o desenvolvimento e o fortalecimento das Lojas Universitárias, que serão motivadas a se tornar autênticos celeiros de jovens Maçons, em especial aqueles oriundos da Ordem DeMolay, normalmente muito bem formados e ávidos para ingressarem na Maçonaria.

· Tornar o maçom de vanguarda ainda mais apaixonado pela Ordem, fazendo dela uma causa.

Quais foram as razões de sua recente ida ao Paraguai e qual o
resultado desta atividade Maçônica?

Nessa viagem ao Paraguai fui acompanhando da diretoria do Ilesp, que é composta por Irmãos da Maçonaria Paulista, tanto do Gosp como da Glesp. Fomos à fundação do Instituto de Lideranças Empresariais do Paraguai, ideia esta fomentada na nossa última visita ao país em setembro de 2016, quando estivemos com o Vice-Presidente da República de lá e seus Ministros. Na ocasião, o Presidente do Ilesp,o Irmão Mario Mariano Machado, e o Presidente do Ilepy,o Irmão Hector De Tommaso, assinaram o Acordo de Entendimento e Cooperação Mútua entre os dois institutos, para fomentar os negócios entre as empresas associadas dos dois, gerando, assim, grandes perspectivas de negócios entre as empresas brasileiras e paraguaias, devido às novas leis de incentivo criada no Paraguai para fomentar a economia daquele país, trazendo inúmeras vantagens para os empresários brasileiros investirem lá.

Temos certeza de que, com atitudes desse quilate, estamos trabalhando para o engrandecimento de iniciativas que venham a apoiar os Irmãos Maçons do nosso Estado de São Paulo.

Iniciativas com esta podem aproximar os dois países em reciprocidade de investimentos, intercâmbio de cultura, troca de tecnologia e aproximar os laços nacionalistas.

Nessa oportunidade, toda a diretoria do Ilesp esteve presente, devido à importância e à relevância desse acordo mútuo entre os dois Institutos de Lideranças Empresariais dos dois países. Abrimos portas para que os empresários paraguaios possam investir em nosso país e sejam abertos novos caminhos em reciprocidade de negócios.

Como a Maçonaria pode ajudar a restaurar a confiança na política do País?

Através de um novo posicionamento da Maçonaria na política:os Maçons apenas terão comprometimento com os nomes que representem de forma ética e cívica sua atuação como parlamentar. Temos a função de trazer uma nova luz a esse cenário decadente pelo qual passa nossa democracia. Nossa responsabilidade vai muito além do voto. Nossa batalha é e continuará sendo diária pela mobilização da retomada do protagonismo político, por uma visão diferenciada como ferramenta única de transformação social.

A Ordem Maçônica esteve presente em momentos fundamentais da nossa História, como a Independência do Brasil, a Proclamação da República, a abolição da escravatura, a redemocratização do País e outros eventos marcantes, sempre altiva e coadjuvante no progresso e na evolução de nossa gente e de nossa Pátria.

Hoje lutamos pela mudança desse cenário caótico, tornando público o ímpeto da Maçonaria de estar inserida, com outras organizações da sociedade civil, no mesmo brado por uma mudança nacional.

Os Maçons paulistas instituíram e têm ampliado sistematicamente o Grupo Estadual de Ação Política (Geap-SP). Essa iniciativa reúne associados das três Obediências Maçônicas do Estado, do Grande Oriente de São Paulo (GOSP), da Grande Loja do Estado de São Paulo (Glesp) e do Grande Oriente Paulista (GOP), e tem um objetivo único e simples: lutar para a construção de uma classe política brasileira composta por pessoas dotadas de valores éticos e comprometidas com a Pátria e o bem comum.

O Geap coordena grupos locais e incentiva as Lojas Maçônicas a estar cada vez mais próximas do processo político nesse ideário, principalmente neste ano de eleições municipais. É preciso combater a ignorância do voto nulo e o desprezo ao próprio voto. Ele é a única ferramenta capaz de realizar as mudanças tão necessárias para um País livre do jugo da corrupção e voltado para o progresso como uma das maiores nações do mundo.

Assim, os Maçons passaram a receber os candidatos eletivos, deles buscando compromissos que visam resgatar a ética e a cidadania. Mais do que isso: esse grupo político atua identificando potenciais lideranças maçônicas ou de outras esferas sociais que possam representar esses ideais da transformação da sociedade. Todos esses candidatos podem, então, solicitar o apoio da Maçonaria, sendo possível orientá-los sobre o processo de filiação aos partidos políticos antes mesmo de as coligações serem feitas, participando, assim, da formação estratégica dessas lideranças, sejam tais candidatos maçons ou não. O essencial é que eles sejam comprometidos com a ética, com a probidade administrativa e com a moralidade pública e recebam o aval de uma Loja Maçônica de uma das três Obediências que integram o programa.

O mais importante, porém, é a contrapartida exigida. Fazendo parte ou não da Maçonaria, todos os candidatos que buscam esse apoio assinam um termo de compromisso, garantindo não apenas sua conduta e suas intenções, mas se predispondo a realizar visitas periódicas depois de eleitos para a prestação de contas de suas ações enquanto representantes da população.

Esse é um exemplo de atuação da sociedade civil organizada que não apenas ajuda a identificar e apoiar nomes que possam substituir os corruptos instalados no poder público, mas também fiscaliza suas ações após o processo eleitoral. Um trabalho que deve ser realizado de forma constante e coletiva, já que nenhum de nós sozinho é tão bom quanto todos nós juntos.

Nossa função é fazer uma unificação do discurso maçônico com a prática cidadã, atuando na evolução da sociedade por meio do exercício direto da política. É uma forma de revolução pacífica, cívica e democrática, rumo à construção de um País melhor para todos e para as gerações futuras.

O Ilesp é um Projeto Maçônico? Como sua atuação beneficia a sociedade?

O Instituto de Lideranças Empresarias de São Paulo é uma iniciativa maçônica e conta com meu apoio e mentoria. Fundado em 2015, tem como uma de suas atividades principais agregar os empreendedores paulistas de forma a desenvolver a integração entre as empresas de diferentes segmentos de atuação, o que constitui fator primordial para a concretização do planejamento e do desenvolvimento de parcerias que possam ser condutoras não só de uma evolução econômica, mas também da criação de novas soluções, alicerçadas nos princípios da sustentabilidade e da responsabilidade. Ele congrega os empreendedores e empresários maçons, fomentando uma economia com percentuais exponenciais para nosso país.

Dentro desse universo paralelo, são promovidos eventos corporativos anuais, feiras, cursos, palestras, fóruns, rodadas de negócios, treinamentos de liderança e workshops, além de fomentar network, turismo de negócios na América Latina e apoio de Business Intelligence.

Essa organização fortalece a livre iniciativa do desenvolvimento econômico e social, fazendo dos Maçons elementos de transformação no desenvolvimento do Brasil. Dentro de seus projetos de expansão, pretendemos instituir ações para cuidar dos Maçons idosos, dos Maçons desempregados; institucionalizar consórcios de fidelização que possam conceder descontos aos Maçons em diversas empresas associadas e também de interesse de mercado; estabelecer convênios que possam trazer economia e agilidade nos negócios; criar site para geração de empregabilidade aos Irmãos e trazer investimentos externos para o País.

No primeiro Fórum de Segurança Urbana, tive a oportunidade de participar da entrega, em formato de doação, de 100 câmeras para a Prefeitura de São Paulo e de dois drones. Firmamos recentemente entre a Maçonaria, o Ilesp e o SENAI um importante tratado que atende interesses comuns na formação de jovens e profissionais. A soma de esforços mútuos é que concretiza a grandeza que um país precisa para gerar riquezas e dar dignidade a seu povo.

Benedito Marques Ballouk, Eminente Grão-Mestre Licenciado do Grande Oriente de São Paulo – GOSP–tem uma trajetória brilhante em seus mais de 30 anos dedicados à Ordem Maçônica. Poucos membros obtiveram tantos reconhecimentos e receberam tantas homenagens – centenas –, o que constitui um vasto acervo de reconhecimento de seu trabalho ao longo de sua atuação. Advogado formado pelas Faculdades Metropolitanas, Pós-Graduado em Direito do Trabalho pela Universidade São Francisco, Mestre em Direito do Trabalho pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Master in Diritti Umani DHC pela AZAM Università, na Itália, Professor de Direito do Trabalho na Universidade São Francisco, Professor de Direito do Trabalho em diversos cursos preparatórios para o ingresso nas carreiras jurídicas, Professor da Escola de Contas Conselheiro Eurípedes Sales no Tribunal de Contas do Município de São Paulo, Conselheiro da Associação dos Advogados Trabalhistas de São Paulo, Atual Vice-Presidente da Região Sudeste da Federação Nacional dos Advogados, está registrado no Grande Oriente do Brasil sob o CIM 134.406.

É membro ativo e regular da ARLS Retidão e Prudência, iniciado na Ordem em 1983, tendo ocupado diversos cargos. Seus títulos honoríficos nacionais e internacionais atingem marcas impressionantes, resultado de uma atuação e dedicação incansáveis nesta Ordem. Suas realizações são exponenciais ao longo das gestões de que participou, deixando um legado imensurável aos membros da Maçonaria, onde quem faz história muda o mundo e seu destino.

Americo Pereira Rocha é Empresário e Advogado – Grau 33 nos Ritos Brasileiro e REAA – Membro fundador da Loja Universitária Ciência União e Fraternidade – Membro fundador da ARLS Estrela de Camburí – Membro da ARLS Loja Praia da Costa – Membro da ARLS União e Progresso – Membro Honorário da Loja Concórdia Florianense. Deputado da AFL 2007/2008 – Condecorado pelo GOBES com a Comenda Domingos José Martins, Condecorado pelo Grande Oriente do Brasil com a Cruz da Perfeição Maçônica – Condecorado com a Comenda Fraternidade Universal Vª 1524 – Eleito Grão Mestre Estadual do GOB-ES e empossado em 02/07/2011 para o período de 2011/2015.

A Maçonaria sempre exerceu influência e fascínio na filosofia. São milhares as referências sobre ela na história do mundo e até em filmes de muito sucesso.

A relação de personalidades maçônicas é extensa e realmente impressionante, assim como a atuação delas nas mudanças políticas e sociais das nações. Do escritor Rudyard Kipling, com seu conto “O homem que queria ser Rei”, até o atual escritor Dan Brown, em seu livro “O Símbolo Perdido”. o filme “A Lenda do Tesouro Perdido” do diretor Jon Turteltaub, com o ator Nicolas Cage e demais obras, a Maçonaria vem sendo relatada como fator de larga importância na evolução da humanidade.

Embora a ordem seja constituída apenas por homens ao longo dos séculos, as mulheres dos Maçons são um braço social que fortalece a relação com a sociedade e as benemerências dentro dos territórios. No Estado de São Paulo, a FRAFREM (Fraternidade Feminina Cruzeiro do Sul), um verdadeiro exército feminino do Bem, arrecada em média 286.240 itens, e com eles atende 214.645 pessoas. Suas campanhas estão dentro das metas da ONU e passam por ações como: Outubro Rosa, Novembro Azul, Inverno da Responsabilidade Solidária, Inclusão de Idosos na Família e na Sociedade, Erradicação da Fome, apoio a atletas paraolímpicos do tênis de mesa, parcerias estratégicas com organizações como o Ilesp– Instituto de Lideranças Empresariais de São Paulo, entre outras.

Misteriosa? Sim! A Maçonaria talvez nunca deixe de estar envolvida em tão fascinantes mistérios, que a cercam ao longo de sua existência, mas secreta, nem tanto, pois numa eleição tão importante como esta para o cargo de Grão-Mestre Geral do GOB, realizações e ações como a de Ballouk surgem para a sociedade evidenciando a importância de Maçons como ele, focados de corpo e espírito em dar o melhor de si sem pensar em si, como dizem os membros do Rotary Internacional.
Nesta entrevista, uma das expressões que mais marcou foi quando Ballouk citou sua visão sobre seu oponente nesta eleição:

– “(…) dentro de uma eleição na Maçonaria, não há oponentes; não somos adversários; não é uma luta em que um é melhor e o outro é pior; não somos nós contra eles. Numa eleição como esta, vence aquele que mais se dedicou à Maçonaria e, ao servir, vence aquele que mais realizou; vence aquele que pretende continuar servindo e realizando; vence aquele que tem como compromisso deixar o mundo um lugar melhor; vence aquele que deseja perpetuar e reconhecer a importância dos Maçons; vence aquele que tem o mais moderno Plano de Gestão, como o de minha Chapa Novo Rumo. Desenvolvi todos esses predicados, sem exceção, e preparei-me a vida toda para um momento como este. Tenho certeza de que os membros que irão votar saberão reconhecer meu trabalho, minha Gestão Futurista e minha missão existencial em relação à Maçonaria e a seus integrantes. Vou manter, preservar e proteger nosso legado e conduzi-lo a um novo lugar na história Maçônica”.

É imensa a quantidade de publicações sobre a Maçonaria: artigos, livros, filmes, entre outros…um tema fascinante.
Hoje, mais do que nunca, um movimento eleitoral como este aproxima ainda mais a sociedade desta Ordem que tem importância fundamental como uma Organização transformadora para o Brasil e o mundo.

Matéria publicada na Revista Savoir Faire

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