Em unho de 2015, portanto dois anos atrás, tive a honra e a satisfa- ção de ser o entrevistado da edição de lançamento da Revista Luzes. Naquele momento, vivíamos o início de uma gestão cheia de metas, desafios e perspectivas. Na oportunidade, falei sobre algumas de minhas ideias para que o GOSP se reaproxi- masse das Lojas da Jurisdição e, consequen- temente, interagisse de maneira mais ativa com os mais de 24 mil Irmãos do estado. Outra meta era resgatar o papel de protagonismo da Maçonaria na Sociedade. Como havia dito dois anos atrás:

“É hora de os Maçons se aliarem às outras pessoas de bem. Deixando a plateia e se tornando protagonistas no processo de evolução da sociedade, por meio único e legítimo, no exercício da política. Essa é uma revolução pacífica, um movimento cívico e democrático (…). Se há muitos anos os Maçons foram operativos na construção de edifícios e plantaram as sementes da razão, hoje se dedicam à construção moral da sociedade”.

Passados dois anos, julgo que ambas as ações – embora sejam questões que requeiram contínuo aprimoramento – estejam em plena execução. Graças ao trabalho de comunicação e planejamento, hoje te- mos acesso a ferramentas que fazem a diferença na interação com os Irmãos. Em relação a essa maior participação na sociedade, tivemos exemplos positivos de nossa reinserção, como o trabalho realizado pelo Grupo Estadual de Ação Política (GEAP) e o próprio fato de o Ministério Público Federal (MPF) ter nos procurado, em setembro de 2015, para pe- dir que apoiássemos o projeto 10 Medidas Contra a Corrupção, que hoje tem mais de 2,1 milhões de assinaturas em todo o Brasil.

Outro ponto-chave de nossa gestão foi a construção de nosso novo Palácio Maçônico. A antiga Sede do GOSP, o Palácio Maçônico Benedito Machado Pinheiro Tolosa, tinha quase 70 anos de uso e fora construído quando havia 60 Lojas no GOSP. Hoje, chegamos a 800 Lojas e o Palácio Maçônico já não atendia mais às nossas necessidades. Isso sem contar o iminente risco de interdição que corríamos em relação a uma representativa reforma pela qual o edifício teria, cedo ou tarde, de passar. Precisávamos dar esse passo para a Maçonaria Paulista voltar a crescer, portanto a construção do Novo Palácio representa um novo capítulo na história do GOSP.

Em 20 de agosto de 2016, com o lançamento da Pedra Fundamental, o novo Palácio deixou de ser apenas um sonho e se tornou uma realidade. Construiremos o maior Palácio Maçônico da América Latina. Com certeza, à altura e dignidade da vanguarda do Grande Oriente de São Paulo e da qualidade individual de todos os nossos Irmãos que fazem a verdadeira força e honra do GOSP. Não credito esse projeto a uma coragem política para que ele acontecesse, até porque isso não pode existir em uma entidade fraterna como a nossa. Tivemos uma necessidade coletiva e essa é uma realidade de todos nós. Lembrem-se sempre: essa obra e esse Palácio é de todos nós!

Desde então, o Grão-Mestrado e as Secretarias responsáveis estão trabalhando com total transparência, zelo e prudência para que a obra seja planejada e executada da melhor maneira, respeitando os critérios técnicos da engenharia e os aspectos da legislação nos âmbitos municipal, estadual e federal. Inclusive, em breve iremos lançar um informativo digital com informações exclusivas sobre o andamento do projeto para que todos os Irmãos possam acompanhar e apoiar os trabalhos.

Por fim, gostaria de agradecer a todos os Irmãos da Jurisdição pela confiança e oportunidade de estar conduzindo aquela que é a maior Maçonaria da América Latina. Estamos construindo no GOSP um grande legado que ficará para todos. Entre passado, presente e futuro, o objetivo maior da Ordem sempre foi e sempre será o de ser uma escola de vida para aqueles interessados em fazer um mundo melhor.

Temos não apenas a certeza de que ainda há muito a realizar por um mundo melhor, mas também que cumpriremos essa tarefa unidos, pois nenhum de nós é tão bom quanto todos nós juntos.

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