No dia 12/11/2016 (sábado), as 15h ao Vale de São Paulo, no Espaço Nikkey de Eventos, localizado na Rua Galvão Bueno, 425, Liberdade, São Paulo, o Delegado Litúrgico do Estado de São Paulo – Poderoso Irmão Emilio San- ches Dimitroff, coordenou mais de 250 Irmãos a colarem o Grau 33 do Supremo Conselho do Brasil do Grau 33 para o Rito Escocês Antigo e Aceito – localizado no Campo de São Cristóvão- -RJ, com a direção do Sacro Colégio e sob a Pre- sidência do Soberano Grande Comendador Irmão Enyr de Jesus da Costa e Silva.

O Sob∴ Gr∴ Ministro de Estado Ir∴ Ailton Cal de Brito do Sacro Colégio do REAA – RJ fala para os Grandes 10 – Inspetores Gerais elevados ao Grau 3

Meus Irmãos Grandes Inspetores Gerais.
Chegaram en m ao término de vossa jornada? Atingiram agora a Plenitude Maçônica? Termina- ram vossa caminhada na busca de vosso aperfeiço- amento moral, intelectual e etc?
Talvez pensem assim, alguns de vocês. Lembrem-se meus IIr∴
A Maçonaria e a sociedade esperam que vocês po-
nham em prática tudo que aprenderam neste período. A sociedade sempre espera que o Maçom tenha respostas. Soluções. E os Maçons se orgulharam e
se orgulham disso. Vejam os feitos anteriores.

Nada mais justo que continuem na busca in- cessante da verdade, repassando os ensinamentos recebidos e orientando a todos que desejam galgar os degraus da Escada de Jacó, para que tenham a oportunidade de aumentar suas experiências, ad- quirir novos saber e se preparar para uma percep- ção evoluída das coisas e da sociedade, que são um patrimônio valiosíssimo na construção de um mundo melhor…

Não devem e não podem ceder ao comodismo da praxe e do hábito.
Recordam da obrigação assumida, quando dis- seram ao bater naquela porta solicitando serem ad- mitidos no seio deste Alto Corpo?
Seus porta-vozes disseram serem vocês: – de- dicados à Ordem e que prometeram, agora instruí- dos, que estão aptos e com mais e ciência espalhar os ensinamentos maçônicos entre aqueles que ja- zem nas trevas, e trabalharem com mais ardor pelo bem da humanidade.

Os senhores sabem o su ciente para iniciar com competência e segurança, as missões da Maçonaria mais signi cativas para o desenvolvimento deste país. E isto não é pouco.
Portanto, sigam em frente com con ança e co- ragem, esforçando-se com a máxima energia para cumprir os deveres inerentes desses ensinamentos.
Ao conceder a cada um dos senhores o grau 33, Grandes Inspetores Gerais, o Supremo Conselho do Brasil do Grau 33 para o REAA, manifesta a convicção de que os IIr∴ estão prontos, o su cien- te para conquistarem um lugar entre os benfeitores da humanidade, bem como servirem de exemplo e padrão aos vossos semelhantes.
Que a alegria da formatura hoje, que para sem- pre em vocês, para que a felicidade também conta- gie aqueles que vocês instruirão.
O talento, a força de vontade e a persistência trouxeram vocês até aqui.
Agora é ajudar, amar, proteger, defender e ensi- nar a todos os Irmãos que necessitem, sem procu- rar inteirar-se do seu Rito, da sua Obediência, da sua Religião ou do seu Partido Político;
É abrir para si, e permitir que outros vejam e o sigam, no Caminho do Conhecimento e da Iniciação;
Parabéns! Sejam Bem-Vindos.

O Grande Inspetor Geral da Ordem Irmão Carlos Kleber Fernandes de Paula e Silva falou em nome de todos os Grandes Inspetores Gerais da Ordem elevados nesta data

Destaco, a magnífica explanação feita pelo soberano Lugar Tenente Comendador, excepcio- nal Orador que me precedeu, contudo devo agra- decer ao GADU por ter me dado à oportunidade de ser MAÇOM e membro da ARLS Indepen- dência III n.o 1078, Oriente de Franca/SP. Loja que no último dia 18 de Outubro, completou 95 anos de existência.

Inicialmente, devo cumprir a designação de meu Delegado Litúrgico, o Poderoso Ir∴ Emílio Sanches Dimitroff e, em nome dos recém Eleva- dos, cumprimentar ao nosso Soberano Grande Comendador tecendo breves considerações, sob a perspectiva de agradecimentos, enaltecendo o trabalho de todos os nossos irmãos maçons espa- lhados por este mundo afora, a todos os maçons brasileiros, aos maçons paulistas e porque não di- zer, aos maçons pertencentes ao Consistório-37 do Acampamento de Ribeirão Preto/SP.
Devo centrar minha exposição em quatro pila- res estruturantes:

1 – Quero agradecer o Sacro Colégio de nos- so REAA e especialmente ao nosso Soberano Grande Comendador, o Ir∴ Enyr de Jesus da Costa e Silva. Devo agradecer ainda aos va- lorosos, corajosos e valentes irmãos que inte- gram o Supremo Conselho e o Sacro Colégio do REAA. Homens dotados de inteligência privilegiada e que sempre engrandecem esta grande Obra, que é a Maçonaria Universal e especialmente a Maçonaria Brasileira.

2 – Quero cumprimentar e agradecer o homérico trabalho do nosso querido Delegado Litúrgico do Estado de São Paulo, o Poderoso Ir∴ Emilio Sanches Dimitroff, um incansável maratonista, com gestão muito eficiente do REAA e da ritua- lística maçônica. O nosso muito obrigado pelo vosso empenho, tra- balho e dedicação à causa da maçonaria paulista.
É um privilégio e uma honra estarmos sob vos- sa liderança.

3 – Quero neste momento em nome de todos os aqui Elevados, dizer que sinto muito orgulho em pertencer a Ordem Maçônica, onde, pude aprimo- rar meus conhecimentos na execução do trabalho de lapidação da Pedra Bruta que sou, em prol da minha perfeição moral, ética e pro ssional; nunca me esquecendo de todos aqueles que me cercam, seja em minha vida familiar ou mesmo social. Quero agradecer do fundo do meu coração aos Mestres que me guiaram no simbolismo maçônico, e também nas Câmaras de Perfeição, Capitu- lar, Kadosch e principalmente na pessoa do Ir∴ Luiz Carlos Beduschi, Comandante Chefe do Consistório de Príncipes do Real Segredo n.o 37 – Acampamento de Ribeirão Preto/SP, que jun- tamente com outros grandes mestres, com mui- ta paciência me conduziram a alcançar o posto máximo da maçonaria escocesa: O GRAU 33. Parabenizo, também os novos Inspetores Gerais, que por sua dedicação e perseverança, chegaram a este grande momento. Devo ainda salientar os desafios que a maçonaria enfrenta na atualidade brasileira no que diz respeito á crise econômica e política, diante do desequilíbrio que “momen- tâneamente” estamos vivendo, causado por este germe destruidor que se chama CORRUPÇÃO.

4 – Quero neste momento, aqui, concitar meus pares recém Elevados, para continuarmos nas trin- cheiras de combate em defesa deste mal que per- meia todos os setores de nossa sociedade.

Nós maçons devemos, incessantemente premidos pelas necessidades de um progresso intelectual, desenvolver leis e ciências políticas e econômicas e aplicá-las, baseadas na ética moral

Estão enganados aqueles que pensam que esse mal, que assola e corrói a administração pública, seja pertinente somente aos dias atuais.
Desde remotas eras, os povos o repudiavam e combatiam a corrupção.
Na Grécia já havia punição para tal ato.
Em Roma um fragmento da Lei das XII Tábuas, cominava com a pena de morte ao corruptor.
No direito bárbaro, a corrupção era um crime ape- nado, embora se confundisse com a concussão e ou- tros delitos contra o poder e a ordem pública.
Ademais, na Idade Média, considerava-se a corrupção dos funcionários em geral e a dos juízes em particular, sob o nome de baratteria; ou seja, aqueles que aceitavam vantagens indevidas no exercício de seu cargo.

Em linhas gerais, a corrupção é um delito co- nhecido pelo ser humano, desde a antiguidade até os dias atuais e a Maçonaria, ou melhor, os irmãos maçons desde aquela época sempre pautaram, como obreiros úteis e dedicados, à causa de uma sociedade mais justa e fraterna, combatendo todos os males que vão na contra mão do equilíbrio da Justiça e da Equidade.
A sociedade brasileira vive há muito tempo con- formada com a prática da corrupção passiva no setor público, onde alguns ainda crêem na impunidade, de- terminada por um sistema maculado de velhos tem- pos, do que propriamente na Justiça.
Aqui no Brasil, terra de povo humilde, simples e alegre, a corrupção gerou o que podemos chamar de uma sub-cultura, uma etnia.
Há quem diga que o brasileiro tem um fetiche pa- tológico pela corrupção; a ponto de odiar a corrup- ção que não lhe favorece. Muito se fala na “lei de Gerson”, ou no velho e bom “jeitinho brasileiro”, no “cafezinho”, na “cerveja” e etc…
Com efeito, esse delito passou a fazer parte do dia a dia do cidadão brasileiro.

Por outro lado, a corrupção é um dos grandes proble- mas do mundo globalizado, ameaçando o bom governo e a política idônea, que desencoraja os investimentos e mitiga o desenvolvimento econômico e humano.

Dos anos oitenta e noventa até os dias atuais, apa- receram enxurradas de denúncias que desmascararam pessoas poderosas e políticos envolvidos em escân- dalos. Isso verdadeiramente agride, não somente o nosso amado Brasil, como também envergonha nossa história. Esse fenômeno é consequência da globaliza- ção e do desenvolvimento tecnológico mundial.

Tal revelação trouxe luz aos olhos do povo, de fa- tos que outrora eram tolerados e que hoje são repug- nados e vistos como violações de direito.
Desta feita, o povo passou a exigir atitudes do go- verno, a emanar opiniões, a participar do controle e a scalizar a administração pública.

Mas a nossa verdadeira intenção como homens/ maçons, é a de re etir e mensurar a extensão que tal delito abrange e afeta, bem como, buscar, também a verdade, através de uma auto-análise. Não devemos crer que a ganância e a corrupção sejam males ine- rentes ao ser humano.

Assim, neste porte, nós maçons devemos, in- cessantemente premidos pelas necessidades de um progresso intelectual, desenvolver leis e ciências po- líticas e econômicas e aplicá-las, baseadas na ética moral, cada vez mais em prol de uma humanidade cansada de tantos e desvalidos desmandos.
Portanto, meus irmãos, a grande missão do maçom, bem como, a grande missão dos Grandes Inspetores Ge- rais da Ordem é a de: LEVANTAR TEMPLOS A VIR- TUDE E CAVAR MASMORRAS AO VÍCIO.

Sendo assim, meus irmãos, novos Inspetores Ge- rais, busquemos cada vez mais novos conhecimentos maçônicos para que possamos transmitir aos novos iniciados na Sublime Ordem
“JUSTIÇA E EQUIDADE” Muito obrigado.

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