Supremo conselho filosófico do rito moderno do brasil

Dia 24/07/2015 (6ªf) às 19h no Templo Nobre da ARLS BENFEITORA E PORTADORA DA ESTRELA DA DISTINÇÃO MAÇÔNICA, ESTRELA DE SANTOS – 1156 – RITO MODERNO, localizada na Rua Almeida de Moraes, 13, ao Vale de Santos/SP, Sessão Ordinária do SUPREMO CONSELHO FILOSÓFICO DO RITO MODERNO DO BRASIL, tendo como Soberano Grande Inspetor Geral – Sérgio Ruas, RELAÇÃO DE MEMBROS FUNDADORES DO SUPREMO CONSELHO FILOSÓFICO DO RITO MODERNO DO BRASIL – SCFRMB, FUNDAÇÃO 01 DE AGOSTO DE 2013: ADEMIR CÂNDIDO DA SILVA, ADHEMAR RAMOS, ALBERTO CARNEIRO ESPÓSITO, ALBERTO LEÃO FUERTE, ALEXANDRE ARTHUR HAMPARIAN, ALFÉRIO DI GIAIMO NETO, ALFREDO FERNANDO V. POMMELLA, ANTONIO CARLOS MENDES, ANTONIO ESTEVAM GIFFONI, ARISTIDES MANOEL DE ARRUDA, ARQUIARIANO BITES LEÃO, AUGUSTO CESAR PINTO, BENEDITO MARQUES BALLOUK FILHO, CALIL BASSIT NETO, CÍCERO DE ARAÚJO FILHO, CLÁUDIO AURICHIO TURI, CLÁUDIO ROQUE BUONO FERREIRA, DARCI BONINI, DECIO TRIZI, DENIS TAFARELLO, EGISTO FRANCISCO RIGOLI, ÉRICO MANOEL DE ALMEIDA, FELIPE SPIR, FERNANDO TULLIO COLACIOPPO Sº., FRANCISCO GOMES DA SILVA, FRANKLIN DE OLIVEIRA, GERSON MAGDALENO, HELDER CYRILLO G. DA SILVA, ITIBERÊ ROCHA MACHADO, IVALDIR DUARTE, JAIR DE FRIAS, JAIR CALIXTO, JOÃO DE SOUZA MEIRELLES JR., JOSÉ FERREIRA DE ANDRADE JR., JOSÉ GONÇALVES, JOSÉ MORETZSHON DE CASTRO, JÚLIO BELMONTE DE CARVALHO, LUIZ PAULO SILVA, MARCELO MILITELLO, MARCELO GOMES FRANCISCO, MÁRCIO ANDRÉ RODRIGUES MARCOS, MARCIO BONTEMPO, MÁRIO SÉRGIO NUNES DA COSTA, MATHEUS CASADO MARTINS, MAURO CASTRO MACCORI, MIGUEL ANGELO DE SOUZA, MILTON MILANI, OCTÁVIO DE OLIVEIRA, ORENIDES PELEGRINI, ORLANDO MORGADO, PAULO RANGEL DO NASCIMENTO, PAULO SILAS CASTRO DE OLIVEIRA, PEDRO BORSETTO FILHO, PEDRO RODRIGUES BUENO JR., RENATO SOARES PRESTES, ROBERTO BATISTA DOS SANTOS, ROBERTO RODRIGUES BRAGA, RONALDO FIDALGO JUNQUEIRA, SÉRGIO RENATO MONTEIRO DE SOUZA, SÉRGIO RUAS, WALTER DE OLIVEIRA LIMA TEIXEIRA, WANDERLEY NEUSTAEDTER, WILSON AGUIAR FILHO, estando presente as autoridades maçônicas SÉRGIO RUAS – Ministro Presidente do STEM, Benilo Allegretti Grão Mestre Estadual do Mato Grosso do Sul, MÁRIO SÉRGIO NUNES DA COSTA – GME-Honra-GOSP, FERNANDO TULLIO COLACIOPPO Sº. – Secretário Geral Adj. Comunicação e informática do GOB, PAULO SILAS CASTRO DE OLIVEIRA – Pres. GCKFRMB/SP, JOSÉ ROBERTO SOUZA Dep. Federal/GOB, entre outras autoridades.

O Rito Moderno: Origem e Características

Seu nome origina-se da adoção do Ritual da “primeira” Grande Loja de Londres, conhecida como a dos “Modernos”. O Rito Moderno ou Francês foi criado em Paris no ano de 1761, instituído em 24 de dezembro de 1772 e proclamado em 09 de marco de l773, pelo Grande Oriente de França, sendo instalado solenemente em 22 de outubro de 1773. Estabelece sua Câmara de Altos Graus em 1782, visando dar ordem às centenas de Graus e de rituais então existentes no seio da Maçonaria universal. Através da Circular de 1784 cria o Grande Capítulo Geral de França. Este Grande Capítulo redige um Ritual próprio agrupando os diversos graus em 5 Ordens filosóficas, com a administração dos Capítulos que trabalham nos graus acima do terceiro ficando confiada a esta Câmara a partir de 1786. Nascido do desejo de se criar uma unidade racional na diversidade de correntes de pensamento vigentes à época, o Rito Moderno é filho e herdeiro direto do pensamento iluminista. Embora criado sob moldes racionais, pautou inicialmente suas regras na primitiva Constituição de Anderson, deísta e tolerante no aspecto religioso. Após a Revolução Francesa, em 21 de maio de 1799, GOF e GLUI redigem um tratado de união. Entretanto, em 1815, a GLUI, altera a Constituição de Anderson, tornando-a dogmática e impositiva, como se pode perceber nas conhecidas citações aos “ateus estúpidos” e aos “libertinos irreligiosos”, características que bem poderiam designar muitos dos maiores filósofos e pensadores da humanidade.

Em 1877 vem a ruptura definitiva entre as duas potências, quando o GOF extingue a obrigatoriedade da crença em Deus e na imortalidade da alma como reconhecimento de um homem como maçom. Coerente com esta linha de pensamento, e, talvez por causa disso, considerado o condutor da Maçonaria do 3º Milênio, o Rito Moderno dá ao maçom o direito de pensar com irrestrita liberdade, o dever de trabalhar para o bem-estar social e econômico do cidadão, e a capacidade de defender os direitos naturais e sociais do homem, seja de qualquer cultura ou nacionalidade. Este humanismo explícito, muitas vezes atrita-se com o status quo social, do qual a religião é um de seus pináculos básicos. O Rito Moderno não considera a Maçonaria como uma ordem mística, embora seus três primeiros graus o sejam, baseados que estão no pensamento judaico-cristão. Ainda assim, o maçom do Rito Moderno é naturalmente cientificista e, portanto, pedagogicamente mais afeito à forma do aprendizado do que ao seu conteúdo. Entende que a busca da verdade realiza-se no Grau de Aprendiz pela intuição, no Grau de Companheiro através da análise e culmina no Grau de Mestre pelo desenvolvimento da capacidade de síntese, num processo evolutivo lógico-racional baseado no pensamento científico contemporâneo. Os padrões de conduta do Rito Moderno são racionais e cartesianos, enriquecidos na contemporaneidade, por um Humanismo essencialmente democrático e plural. Características essenciais para um mundo globalizado. Em 1822, o Grande Oriente do Brasil é fundado sob a égide do Rito Moderno, visto que, em 1802, Hipólito José da Costa trouxe de Londres e de Paris a Carta-Patente regularizadora do funcionamento do Grande Oriente Lusitano na então colônia brasileira. Sendo este, como todo Oriente, praticante do Rito Francês, o GOB herda o Rito Moderno da metrópole lusa, conduzindo e irradiando sua chama iluminista, emancipadora e libertária até os dias atuais.

REFERÊNCIAS
– ANTUNES, Álcio de Alencar. O Rito Moderno no Contexto da Maçonaria Universal. In: Supremo Conselho do Rito Moderno. O Rito Francês ou Moderno: A Maçonaria do Terceiro Milênio. Londrina, PR, Ed. Maçônica A Trolha, 1994
– BAPTISTA, Antonio Samuel. Rito Moderno: Uma Interpretação. In: Supremo Conselho do Rito Moderno. O Rito Francês ou Moderno: A Maçonaria do Terceiro Milênio. Londrina, PR, Ed. Maçônica A Trolha, 1994
– CASTELLANI, José. Manual do Rito Moderno. Editora A Gazeta Maçônica, 1991.
– NETO, Antonio Onias. O Rito Moderno ou Francês. In: http://www.redecolmeia.com.br/ritos2/modernooufrances.htm Acesso em 26/02/2013.
– WIKIPÉDIA. Rito Moderno. in: http://pt.wikipedia.org/wiki/Rito_Moderno

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