“Esoterismo” designa o ensinamento reservado, no interior de um grupo, para discípulos escolhidos. Onde constam duas espécies de doutrinas assim denominadas: uma exotérica, que pode ser comunicada aos estranhos, e a outra esotérica ou secreta, que era reservada aos membros da iluminadora fraternidade, isto é, revelada aos iniciados no mistério.

Os dois adjetivos “exotérikos” e “esotérikos” que pertencem ao vocabulário filosófico da Grécia antiga; designam, e ao mesmo tempo distinguem, os aspectos exteriores e interiores de um mesmo ensinamento, proposto de acordo com o grau de adiantamento dos aprendizes.

O conhecimento intuitivo é o um discernimento claro e imediato, é a visão das coisas no seu proceder divino, é um ver luminoso que não tem necessidade de julgamento ou passagens demonstrativas. É o perceber instantâneo de um objeto cuja realidade pode ser material ou espiritual. Talvez pudéssemos melhor dizer que é uma ligação entre duas essências.

Porém, este primoroso e íntimo saber apreendido pela intuição não é transmissível pela palavra, não se faz por meio de um mediador e, portanto, não pode ser ensinado por um professor. Isso, porém, não significa que esta faculdade não esteja à inteira disposição de todos nós.

Ésta faculdade não é uma privilégio de alguns poucos iluminados, mas é uma capacidade natural e comum a todas as pessoas. Todos somos gênios em potencial. É dessa encantadora faculdade de conhecer algo sem meditação e na sua plenitude que nasce em nós a comunicação do Bem, do Belo e do Amor a Deus. É a espécie de conhecimento mais precisa de que é capaz a fragilidade humana. A Intuição conhece o sentido da vida, pertence à Ciência Sagrada.

É por esta razão que os mestres nos ensinam que as premissas só podem ser conhecidas por si mesmas, sem intermediários, através da visão direta de nossa alma.

Desta mesma forma é que nos ocorre as premonições, que experimentamos a clarividência, que intuímos o amor, o belo, o bem e as verdades primeiras, inclusive as famosas descobertas das ciências, como o átomo, os antibióticos, os múltiplos universos…

Podemos, agora, entender melhor o quão difícil é para aqueles que pretendem comunicar conhecimentos sobre a fé, sobre uma visão ou sobre um êxtase experimentado por um artista, a noção da harmonia, um axioma cientifico, os mistérios acromáticos e enfim, sobre verdades transcendentes à razão.

Nas instituições de ensinamentos reservados aos seus discípulos, um conhecimento é dito secreto não é necessariamente porque foi alguém que proibiu sua divulgação, mas porque somente será aprendido pelo olho interno do aprendiz, e este pode ainda não ter atingido o nível necessário de percepção.

O máximo que se pode fazer relativamente aos conhecimentos obtidos através da Intuição é indicar ao aprendiz quais os métodos ou caminhos que o levariam a atingir um determinado conhecimento, fornecendo-lhe um quadro de orientações e não um conjunto de definições, visto que é um conhecimento íntimo, pessoal, pois a participação isolada , de quem aprende é indispensável.

Caminhos para a intuição

Temos de ter alguns princípios em mente, para continuarmos; Nas antigas escolas de mistérios era de conhecimento esotérico que “Tempo e espaço não existem”, “Todos nós somos uma única pessoa, somos como lâmpadas, que embora separadas recebem uma só Energia (Cósmica)”.

Como “Tempo e espaço não existem” pode-se dizer que o passado, o presente e o futuro estão acontecendo agora, pois “Todos nós somos uma única pessoa” então podemos dizer que para ter uma intuição basta o individuo estar harmonizado com esta “Energia (Cósmica)” que esta dentro de si, assim obterá quaisquer resposta às suas perguntas do passado ou do futuro.

Os ensinamentos esotéricos acima só poderiam ser revelados aos verdadeiros iniciados, para que não se houve discussão do tipo “como tempo não existe?”, “como espaço não existe?”, pois não se conseguia provar, mas tinham a intuição que as premissas eram verdadeiras.

E como entrar dentro de si? Basta o individuo ser um autêntico Maçom, Rosa-Cruz, Cristão, Judeu, Muçulmano, Budista ou seguir qualquer filosofia do bem.

É por isso que a Maçonaria, que não é uma religião, é considerada por alguns, como a mãe de todas as religiões. Pois ela aceita tudo de bom em todas as religiões, e é por isso que somos livres e de bons costumes.

Portanto para termos uma boa Intuição, temos de ter uma predisposição vinda da alma, em sermos bons, devendo cavar masmorras ao vício, ter uma vida equilibrada em todos os aspectos, tanto físico como mental.

Fazer alguns exercícios mentais ajuda a aumentar e melhorar a intuição, por exemplo, procure em sua meditação matinal intuir sobre o seu dia, e na meditação noturna verifique quais das intuições deram certo no decorrer do dia, fazendo este exercício você aprenderá a entender quando a intuição é verdadeira ou não.

Considerações

Pode alguém ter uma intuição no meio do barulho?
Pode alguém ter uma intuição com o físico doente?
Pode alguém ter uma intuição com a mente perturbada?

Resposta:
– Até pode ter uma intuição, mas é muito mais difícil.

Para finalizar, é pela Intuição que chegamos à “Deus” e tudo aquilo que não conseguimos ver, entender ou até mesmo acreditar.

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