Existem centenas de livros onde poderíamos pesquisar o significado de “Alquimia”. Obviamente, são semelhantes. Uns mais abrangentes, outros mais concisos.

Segundo o “Dicionário da Francomaçonaria” de Robert Macoy, temos:

É a arte de mudar metais comuns em ouro. Entre as coisas que o homem mais ardentemente desejou, são os meios de obter conforto físico ou de luxo – ou seja, a riqueza, e livre de doenças, e longa vida.

A esperança de descobrir como obter isso, entre os segredos da natureza, ou seja, a arte de fazer ouro pela transmutação, e a obtenção de um licor mágico que assegurasse a eterna juventude, chamado o Elixir da Vida, deu nascimento à ciência chamada Alquimia. Uma classe de filósofos herméticos nasceu, os quais realizavam suas pesquisas e desenvolvimentos com ardor e seriedade.

William Fettes Douglas - The Alchemist

William Fettes Douglas – The Alchemist

Para isso, talvez alguns fossem impostores, eles eram entusiastas e ensinavam suas doutrinas através de imagens místicas e símbolos. Para a transmutação de metais eles pensavam ser necessário achar uma substância, a qual, contendo o “princípio original” de toda a matéria, possuiria o poder de dissolver todos os elementos. Este solvente geral, ou misturador universal, o qual, ao mesmo tempo, possuiria também o poder de remover todas as “sementes das doenças” para fora do corpo humano, renovando, desse modo, a vida. Era chamada de “Pedra Filosofal” e seus possuidores eram chamados de “Adeptos”.

Pesquisando a “Enciclopédia” de Nicola Aslan, nós encontramos, de modo resumido, o que segue: “Os alquimistas deixaram dentro da Maçonaria um extenso cabedal de símbolos, vocábulos e conhecimentos, completamente incompreensíveis ao maçom que não procurar adquirir algumas noções sobre Alquimia.

Na Inglaterra, a Maçonaria Especulativa recebeu insignificante influência da Alquimia. O mesmo não se pode falar da França. Na verdade, os Maçons Especulativos franceses foram buscar na Alquimia, no Hermetismo e na Cabala, que então se confundiam, os elementos necessários que formaram grande parte das doutrinas e do Simbolismo Maçônico, cuja influencia repercutiu nos Altos Graus e, muito particularmente, no R.E.A.A.

A partir desse momento, as duas maçonarias tiveram um desenvolvimento muito diferente: – enquanto a inglesa permanecia vinculada ao simbolismo operativo e bíblico, a francesa se enriquecia ao adotar, também, o simbolismo e as doutrinas filosóficas dos alquimistas, hermetistas e cabalistas, abrindo assim, caminho para o estudo da filosofia e das ciências sociais (Aslan)”.

Segundo Wirth, a Alquimia era também um sistema filosófico: era também algo mais. Era uma arte, a arte da cultura intelectual e moral do homem. O “ouro potável”, que se procurava produzir, simbolicamente, era a perfeição humana.

Sobre o Autor

ARLS Jacques de Molay n° 2778 - GOB

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