A Franco Maçonaria nasceu praticamente, na Igreja. Não tem choro nem vela, tem que aceitar a verdade e a sua influência religiosa.

A primeira associação organizada de construtores surgiu em Roma, no século VI a.C., em decorrência das grandes conquistas romanas da época, pois as legiões de Roma, ao conquistar povos e cidades, provocavam, diante da resistência encontrada, grandes destruições. Assim, foram criados os Collegia Fabrorum.

Já em plena Idade Média é que iria florescer a hoje chamada Maçonaria Operativa, para a preservação da Arte Real entre os Mestres construtores da Europa. Assim, sucedendo aos collegiati, surgiram, no século VII, as Associações Monásticas, formadas, exclusivamente, por clérigos e que, durante muito tempo, iriam dominar o segredo da arte de construir, que ficou restrita aos conventos, fato que iria ter fundamental importância na formação dos artífices posteriores e no caráter religioso dado ao trabalho da construção.

Posteriormente, pela necessidade de expansão, os frades construtores começaram a preparar e adestrar leigos, proporcionando, no século XI, a organização das Confrarias Leigas, as quais, embora formadas por Mestres leigos, sofriam, evidentemente, forte influência do clero, do qual haviam aprendido a arte de construir e o cunho religioso dado ao trabalho. Foram essas confrarias que inauguraram, para indivíduos de fora do clero, os privilégios profissionais que só a toda poderosa Igreja medieval poderia conceder, com o beneplácito das cabeças coroadas.

Quase na mesma época, surgiam associações simplesmente religiosas, as quais, a partir do século XII, começaram a formar corpos profissionais: eram as guildas, às quais se deve o uso da palavra Loja, para designar uma corporação maçônica. As guildas, divididas em dois ramos – a dos artesãos e a dos mercadores – dada a sua origem religiosa, ligavam, evidentemente, o seu trabalho à religião dominante.

No século XIII é que surgiria a associação considerada mais importante desse período operativo: os Ofícios Francos ou Francomaçonaria, formados por artesãos privilegiados, com liberdade de locomoção e isentos das obrigações e impostos reais, feudais e eclesiásticos. Na Idade Média, a palavra Franco designava não só o que era livre, como também todos os indivíduos ou todos os bens que escapavam às servidões e direitos senhoriais. Evidentemente, tais Obreiros tinham esses privilégios concedidos pela Igreja, o maior poder político da época, mentor de reis e protetor de Estados.

As antigas Catedrais, foram construídas na sua maioria pelos Maçons Operativos, que nessa época reuniam-se nas tabernas, ou nos adros da igrejas. A maçonaria nunca foi uma religião, porém sempre foi uma instituição religiosa.

A maioria dos relatos acima, foram escritos por renomados pesquisadores.

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