Jesus falou com veemência sobre a vida futura como sendo o objeto das principais preocupações do homem sobre a Terra.

Sem a vida futura, a maior parte dos seus preceitos morais não teria nenhuma razão de ser. Mas na realidade, poucos se preocupam com essa vida, perdem-se nos desejos de consumo da vida física; acreditam nos prazeres e nas conquistas da matéria e lutam para alcançar posição de destaque no mundo dos encarnados, geralmente a qualquer preço.

Esquecem-se que o dia do retorno chegará infalivelmente para todos, acreditando ou não, mas, nesse dia, estaremos prontos para seguir em direção ao Criador?

Todos nós ambicionamos a paz. Mas erroneamente sempre pensamos que os outros devem nos proporcionar a sonhada paz. Se realmente quisermos viver e usufruir da tranquilidade e do equilíbrio devemos olhar para dentro de nos mesmos, mergulhar no nosso interior e perceber quem somos na verdade; qual a nossa postura frente a vida e principalmente frente a Deus.

A resposta é de cada um de nós; somos nosso herdeiro; os anos passam e apesar de vivermos lições da vida, de repente percebemos que nada sabemos do amanhã porque vivemos distraídos o suficiente para não percebermos que a vida futura é real, e será lá que encontraremos nossas respostas, nos defrontaremos com tudo o que fizemos enquanto encarnados e a partir daí ocuparemos o lugar que merecermos.

Os homens sem fé, sem amor ao próximo, sem sentir compaixão pelo sofrimento alheio, vivem como se nunca fossem morrer e não raro morrem como se nunca tivessem existido. A maior herança que deixamos é o bem que praticamos.

Na vida futura não se usa máscara, acreditar nessa vida depois de amanhã que chegará para todos com absoluta certeza não faz de ninguém um tolo; tolo é o que mente e finge que não escuta as propostas do bem e do amor para não ter que se modificar.

Deus coloca em nosso caminho pessoas que de uma forma ou de outra nos ajudam a encontrar a direção segura; pessoas que acreditam na Liberdade, Fraternidade e Igualdade e lutam bravamente para viver dentro desse conceito.

As palavras de Jesus estão se misturando, se perdendo nas atitudes enganosas de falsos profetas; isso faz-nos crer que todos estão surdos; o egoísmo só escuta o que lhe convém; o orgulho nos cega e não nos deixa perceber que as sete maravilhas do mundo estão em nós mesmos.

Quais são elas? Alguém as definiu com sabedoria:
Ver… Ouvir… Tocar… Sentir… Rir… Se expressar… e a maior de todas…ter a capacidade de Amar com a mesma força que Jesus nos ensinou, mas, para que isso aconteça, necessário se faz querer.

Devemos falar de amor o mais que pudermos; ter muito cuidado com a palavra “depois” porque ela significa fora do tempo ou tarde demais. Preencher nossa mente com conteúdo, não cair na tendência de julgar os outros e entender que tudo podemos colorir, até nossa dor quando entendemos o significado dela. O choro manso, sem revolta ou ira nos é permitido porque ele ajuda a limpar a nossa alma e impede o homem de explodir.

Muitas vezes devemos ser o silêncio para calar a voz que atordoa o coração e nesse silêncio entender que o perdão e o esquecimento das ofensas nos tornam mais jovens apesar das marcas do tempo em nosso rosto e mais felizes mesmo sendo alvo das aflições.

Necessário se faz acordar do orgulho excessivo, do egoísmo, da preguiça, da intolerância e da imprudência antes que não tenhamos mais nada a perder, porque muitas vezes o que perdemos torna-se impossível de reaver.

Quem se prepara para esta vida, mas não para a vida eterna, é sábio por um momento, mas tolo para sempre, disse São Mateus, e Emmanuel completa que “encarnados ou desencarnados ainda estamos caminhando para o Mestre”.

João Evangelista, o apóstolo do amor disse para aqueles que o acompanhavam:

― “Ninguém pode amar sem perdoar…
Ninguém pode perdoar sem entender…
Ninguém pode entender sem analisar…
“Ninguém pode analisar com bom senso sem sentir no coração a fraternidade que se transforma para os outros em variadas modalidades do bem”.

Que o Divino Mestre ilumine nosso coração.

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