Segundo dicionário “Aurélio” o agnosticismo é a “posição metodológica pela qual só se aceita como objetivamente verdadeira uma proposição que tenha evidência lógica satisfatória”.

O “agnóstico” é, portanto, a pessoa que aceita ou representa qualquer forma de Agnosticismo, descrito acima.
Especificando, na Teologia, o agnosticismo designa a dúvida sobre a possibilidade de obter conhecimento, através de dogmas, a respeito de Deus. Não contesta a Sua existência, pois a evidência é lógica, mas não considera, principalmente, as Revelações, Dogmas, etc.

E de onde surgiu esse nome “agnóstico”?
Vamos citar um trecho do Trabalho do Mestre Frederico Guilherme Costa – do livro Questões Controvertidas da Arte Real” – Trolha.

Em uma das reuniões da Sociedade da Metafísica, em 1869, Thomas Henry Huxley, jovem biólogo e grande defensor da teoria da evolução das espécies de Darwin, instado a esclarecer sua sede filosófica, declarou:

“quando cheguei à maturidade intelectual, e comecei a perguntar-me se era ateu, teísta ou panteísta, materialista ou idealista, cristão ou livre-pensador, percebi que quanto mais aprendia e refletia menos fácil era a resposta, até que por fim cheguei à conclusão de que nada tinha a ver com nenhuma dessas definições, com exceção da última. A única coisa em que todas essas excelentes pessoas estavam de acordo era a única coisa em que eu discordava delas. Estavam bastante seguras de que tinham atingido uma certa “gnose” – haviam, com maior ou menor sucesso, resolvido o problema da existência, enquanto eu estava bastante seguro do contrário, e possuía uma convicção razoavelmente forte de que o problema era insolúvel. E, com Hume e Kant ao meu lado, não podia considerar-me presunçoso por aferrar-me a essa opinião.

Portanto, meditei e inventei o que parece ser um rótulo adequado: “AGNÓSTICO”. Pensei nele como uma antítese sugestiva dos “GNÓSTICOS” da história da Igreja, que professavam conhecer coisas em que eu era ignorante, e utilizei a primeira oportunidade de apresentá-la à nossa sociedade (…). para minha grande satisfação, o termo pegou”.
Seis anos mais tarde será a vez de Darwin, em sua Biografia, declarar-se agnóstico. “O mistério de todas as coisas é insolúvel para mim, contento-me em permanecer agnóstico”. (F.G.Costa)
Essa expressão é contemporânea da reforma de 1877, promovida pelo Grande Oriente da França, onde não pretendeu afirmar de que não há um Deus, mas que não sabe se Ele existe ou não. (F.G.Costa)

Sobre o Autor

ARLS Jacques de Molay n° 2778 - GOB

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