Ainda hoje o homem vive este dilema…
Condena -se inocentes, sabendo-se ser inocentes,
Ou quando nada, pairando dúvidas quanto a
qualquer culpa
E absolve bandidos, corruptos, ladrões, principalmente do
Dinheiro público…
Nossas cidades inertes pelo descaso
Enquanto traficantes, chefes de quadrilhas a governam…
Aumentam seus patrimônios,
À custa dos pobres, dos viciados, das prostitutas,
Das crianças mal criadas pela ignorância dos pais
E viciadas pelo descaso das autoridades…
As mesmas de sempre !…
Aquelas autoridades que preferem “lavar as mãos”,
Vendar os olhos e calar diante das tragédias humanas…
O irmão que está ao lado é deixado de lado…
Ao seu lado está Cristo ou Barrabás…
E como sempre, é o homem quem escolhe…
Escolhe a companhia, escolhe o caminho, segue sua estrada
E para trás deixa o pó da vergonha, da impunidade, a cobrir
Sua face mórbida… Melhor assim, pensa ele, pois é um desconhecido que passa…
Não percebe o homem, que aquele “mulambo”
humano que passa,
É um irmão, que também deixa rastro e faz sombra
Sob o sol ardente…
É o “verbo” que se fez carne e habita entre nós…
É o vinho da vinha que “putrefou” sem chegar à taça
A taça simbólica da vida humana que ficou perdida
Nas eternas ruas da vida…

É a vida que não vivificou, esqueleto andante e faminto
De amor, de paz, de alegria, de esperança e do
pão de cada dia
Que ainda não encontrou…
Ainda hoje o homem crucifica Jesus em cada irmão
Que é renegado!
Em cada não, ao pedinte desvalido,
Em cada não, ao drogado e cambaleante…
Em cada faminto sedento de pão, de uma palavra amiga
De consolo para suas dores, é aí que renegas à Cristo…
Mas cuidado com seus gestos de apoio
Ao ladrão, ao assassino cruel e desumano…
Cuidado… Muito cuidado com o amparo ao
crime, à corrupção
Porque o “Olho que tudo vê”,
Estará sempre atento às suas ações,
Às suas omissões ignóbeis, salutares para seu ego,
Mas daninha ao irmão que sofre…
Certamente que todas as ações, boas ou más,
estarão sendo
Seguidas de perto pelo Senhor dos Mundos…
E quando voltares ao pó
E o espírito à Deus –
O julgamento será inevitável,
Mas aí tudo estará consumado, posto que tudo
foste consumido
Pela tua própria vontade, o livre arbítrio que não
soubeste usar!…

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