Nesse Boletim, duas edições atrás, escrevi sobre a exaltação devida a quem distribui livros e me apoiei em poema do irmão maçom Castro Alves, recorrendo ao verso em que ele adjetiva de “bendito” a quem assim procede. Não tratei do livro em si. Do veículo que ele é na condução do conhecimento através dos tempos. Como não me reportei às formas de sua apresentação ou dos materiais com que tem sido produzido desde as gerações remotas às dos nossos dias. Decerto uma belíssima trajetória, que para dissertá-la ainda me faltam “engenho e arte”!

Era o “dia do livro”.E eu me valia da oportunidade, para louvar a quem se propunha a do ar livros ou produzi-los, e vendê-los até sem lucro, como é o caso da Editora Maçônica A TROLHA, do Oriente de Londrina, que, desta maneira, contribui para a formação das pequenas bibliotecas nas Lojas da Maçonaria por todo o nosso País. .

Aliás, na linha dessas louvações quero incluir e ressaltar a Maçonaria por sua preocupação e seu desempenho em favor da leitura, do livro e da biblioteca. Ensina a Ordem que quanto mais o homem for preparado, mais ele poderá auferir dos benefícios que a natureza oferece. A preparação, segundo ela, vem do saber que se adquire especialmente através dos livros, cujo hábito de ler ela fomenta e inclui nas obrigações de seus quadros.

Então eu alertava e reclamava. Alertava para o fato de que o governo federal, através da lei no 12.244, publicada no DOU de 24.05.2010, determinou que, em 10 anos, houvesse pelo menos uma biblioteca em cada escola do país e que os títulos não fossem inferiores à quantidade de alunos matriculados. E o tempo passa célere. Já se foi a metade do prazo…

Uma grande e elogiável iniciativa, desde que a biblioteca não venha a ser um depósito de livros, E sim um lugar atraente e confortável, que por isto mesmo e até por isto seja um estimulador à pesquisa e à leitura. Pode até nem ser, como devia,: um ponto moderno, mas pelo menos que já disponha de alguns instrumentos de acesso às grandes bibliotecas nacionais e internacionais que a tecnologia oferece via internet. Hoje está tudo muito simples e de fácil manuseio.
Mas também reclamava. E reclamava com tristeza, em face da notícia que me afligia naquele momento em que se comemorava o “dia do livro”. A biblioteca do principal colégio estadual era reportada como mal cuidada, impedida de visitação, e a imprensa, em nome dos usuários, reclamava disto e sem dúvida com a maior razão.
Todavia não era do que tratei até aqui, que eu desejava tratar. Meu desejo era reportar-me ao “livro dos livros”, como respeitosamente chamamos a Bíblia, cujo dia especial se comemora no 2o domingo de dezembro. Um costume que se inaugurou por iniciativa dos ingleses a partir de 1549, chegando ao Brasil 300 anos depois, mas só tornando-se oficiais essas comemorações em todo o País, a partir de 2001, com a sanção da Lei no 10.335, mediante a qual o Governo Federal instituiu o “Dia da Bíblia”.

A palavra bíblia nos veio do grego. Um plural que significa livros e ela os contém em número de 66, divididos em duas partes: o Velho Testamento com 39 livros e o Novo Testamento com 27. São 1.189 Capítulos e 31.103 Versículos. Essa divisão da Bíblia Sagrada em capítulos se deve ao teólogo Stephen Langhton, na primeira metade do sec XIII. Na oportunidade ele ocupava as funções de bispo de Canterbury na Inglaterra. Outras informações obtidas por intermédio da internet dão contas de que “a 1a Bíblia integralmente dividida em capítulos e versículos foi a Bíblia de Genebra, lançada em 1560, na Suíça”.

Pesquisa recente em que foram entrevistados cinco mil pessoas em 311 municípios de 19 Estados, revelou que o brasileiro (45% dos entrevistados) prefere a leitura da Bíblia a outras leituras.. Obedecendo à seguinte estatística na ordem decrescente: livros didáticos, romances, literatura infantil, poesia, história em quadrinhos, ciências sociais, contos e dicionários.

Fácil é ver nas Lojas maçônicas, em lugar de destaque e evidência, a Bíblia Sagrada, da qual se lê uma parte, antes da abertura de qualquer reunião, significando um pedido da proteção divina. Que tal o irmão presentear sua Loja Maçônica com o “livro dos livros” – uma Bíblia Sagrada -, a qual por si só, já é uma biblioteca?

Sobre o Autor

Presidente da ABIM (Associação Brasileira da Imprensa Maçônica) na sede do GOIERN, em 20 de agosto de 2014, durante  Sessão Magna Pública comemorativa do DIA DO MAÇOM.

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