A encíclica “Rerum Novarum” foi escrita pelo Papa Leão XIII, em 1891, para tratar das questões sucitadas pelas condições do operariado, depois da Revolução Francesa, e para refutar e condenar os erros do socialismo, defendendo o direito de propriedade particular, como sendo um direito natural. Nessa encíclica, o Papa condena ainda a separação entre economia e moral defendida pelo liberalismo econômico.

O mesmo, Papa Leão XIII, que escreveu a encíclica “Humanum Genus” condenando a Franco Maçonaria. Essa encíclica está publicada no site Montfort onde pode-se lê-la em sua totalidade. O Papa Leão XIII, nessa encíclica, mostra que na História há uma luta entre a Igreja de Deus e uma Igreja do demônio de que a Maçonaria seria uma das forças secretas mais importantes.

Abaixo segue a transcrição do primeiro ponto dessa famosa e importantíssima encíclica:

“As Duas Cidades”

1. Desde quando, pela inveja do demônio, miseravelmente se separou de Deus, a quem era devedor do seu chamado à existência e dos dons sobrenaturais, o gênero humano dividiu-se em dois campos inimigos, que não cessam de combater, um pela verdade e pela virtude, o outro por tudo o que é contrário à virtude e à verdade. O primeiro é o reino de Deus na terra, a saber, a verdadeira Igreja de Jesus Cristo, cujos embros, se lhe quiserem pertencer do fundo do coração e de maneira a operar a sua salvação, devem necessariamente servir a Deus e a seu Filho único, com toda sua alma, com toda a sua vontade. O segundo é o reino de Satanás. Sob o seu império e em seu poder se acham todos os que, seguindo os funestos exemplos do seu chefe e de nossos primeiros pais, recusam obedecer à lei divina e multiplicam seus esforços, aqui para prescindir de Deus, ali para agir diretamente contra Deus. Esses dois reinos, viu-os e descreveu-os Santo Agostinho com grande perspicácia sob a forma de duas cidades opostas uma à outra quer pelas leis que as regem, quer pelo ideal que colimam; e, com engenhoso laconismo, pôs em relevo nas palavras seguintes o princípio constitutivo de cada uma delas: Dois amores deram nascimento a duas cidades: a cidade terrestre procede do amor de si até ao desprezo de Deus; a cidade celeste procede do amor de Deus levado até ao desprezo de si (De Civit. Dei, lib. XIV, c. 17).

A Sociedade dos Maçons

2. Em toda a séria dos séculos que nos precederam, essas duas cidades não têm cessado de lutar uma contra a outra, empregando toda sorte de táticas e as armas mais diversas, posto que nem sempre com o mesmo ardor, nem com a mesma impetuosidade. Na nossa época, os fautores do mal parecem haver-se coligado num imenso esforço, sob o impulso e como auxílio de uma Sociedade difundida em grande número de lugares e fortemente organizada, a Sociedade dos mações. Estes, com efeito, já não se dão o trabalho de dissimular as suas intenções, e rivalizam entre si em audácia contra a augusta majestade de Deus. É publicamente, a céu aberto, que empreendem arruinar a Santa Igreja, a fim de, se possível fosse, chegarem a despojar completamente as nações cristãs dos benefícios de que são devedoras ao Salvador Jesus Cristo. Gemente à vista desses males, e sob o impulso da caridade, muitas vezes nos sentimos levados a clamar para Deus: Senhor, eis que os vossos inimigos fazem grande bulha. Os que vos odeiam levantaram a cabeça. Urdiram contra o vosso povo projetos cheios de malícia, e resolveram perder os vossos santos. Sem, disseram eles, vinde e expulsemo-los do concerto das nações (Sl. LXXXII, 2-4).”

Você vê, por esse começo, a importância do tema. Não deixe de ler a encíclica inteira, para inteirar-se o que é realmente a Maçonaria.

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