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> <channel><title>Revista Universo Maçônico</title> <atom:link href="http://www.revistauniversomaconico.com.br/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://www.revistauniversomaconico.com.br</link> <description>Revista Maçonica - Tudo para os maçons, com diversas matérias sobre misterios, símbologia, filosofia, historia e diversos temas. A Revista Universo Maçônico é referência em maçonaria.</description> <lastBuildDate>Mon, 09 Jan 2012 12:32:04 +0000</lastBuildDate> <language>en</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <generator>http://wordpress.org/?v=3.2.1</generator> <item><title>Cavaleiros Templários têm novo Grão-Mestre</title><link>http://www.revistauniversomaconico.com.br/destaque/cavaleiros-templarios-tem-novo-grao-mestre/</link> <comments>http://www.revistauniversomaconico.com.br/destaque/cavaleiros-templarios-tem-novo-grao-mestre/#comments</comments> <pubDate>Mon, 09 Jan 2012 12:14:48 +0000</pubDate> <dc:creator>admin</dc:creator> <category><![CDATA[Destaque]]></category> <category><![CDATA[edição 18]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.revistauniversomaconico.com.br/?p=6374</guid> <description><![CDATA[No último dia 5 de novembro, às 10 horas da manhã, ocorreu a Reunião Magna de Instalação e Posse do novo Grão-Mestre do Grande Priorado do Brasil, das Ordens Unidas, Religiosas, Militares e Maçônicas do Templo de São João de Jerusalém, Palestina, Rodes e Malta, o Cavaleiro Grã-Cruz do Templo Wagner Veneziani Costa. Ele recebeu [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>No último dia 5 de novembro, às 10 horas da manhã, ocorreu a Reunião Magna de Instalação e Posse do novo Grão-Mestre do Grande Priorado do Brasil, das Ordens Unidas, Religiosas, Militares e Maçônicas do Templo de São João de Jerusalém, Palestina, Rodes e Malta, o Cavaleiro Grã-Cruz do Templo Wagner Veneziani Costa.</p><p><a
href="http://www.revistauniversomaconico.com.br/wp-content/uploads/2012/01/wagner-veneziani-e-marcos-jose-mario-sergio.jpg" target="_blank"><img
src="http://www.revistauniversomaconico.com.br/wp-content/uploads/2012/01/wagner-veneziani-e-marcos-jose-mario-sergio-300x188.jpg" alt="" title="Ao centro o Eminentíssimo e Supremo Grão-Mestre do Grande Priorado do Brasil, Wagner Veneziani Costa, ladeado pelos Past Grão-Mestres E. e S. Marcos José da Silva e E. e S. Mario Sergio Nunes da Costa. " width="300" height="188"  /></a></p><p>Ele recebeu o manto de seu antecessor, o Eminentíssimo e Supremo Grão-Mestre Passado Mário Sérgio Nunes da Costa. A Sessão se deu no Palácio Maçônico, Templo Piratininga, em São Paulo/SP. Estiveram presentes várias autoridades, do Brasil e do Exterior, entre elas:</p><p> <strong>Pelo Grande Priorado do Brasil – Ordens de Cavalaria:</strong><br
/> - Gran Prior de Malta – A. e D. Gerson Magdaleno;<br
/> - Gran Prior do Templo – E. Fernando Cavalcante Gomes.</p><p> <strong>Past Grão-Mestres do Grande Priorado do Brasil:</strong><br
/> - E. e S. Mario Sergio Nunes da Costa;<br
/> - E. e S. Marcos José da Silva;<br
/> - E. e S. Santiago Ansaldo de Aróstegui de Lerin y de Contreras;<br
/> - E. e S. Manoel de Oliveira Leite;<br
/> - E. e S. Claudio Roque Buono Ferreira;<br
/> - E. e S. Tullio Colacioppo.</p><p> <strong>Grandes Inspetores:</strong><br
/> - Grande Inspetor da Ordem – Eminente Dalmo Wilson   Louzada – Grão-Mestre do GOB-PR;<br
/> - Grande Inspetor da Ordem – Eminente Luiz Adive Palmeira – Grão-Mestre Adjunto do GOB-MS;<br
/> - Grande Inspetor da Ordem – Eminente Cid Ney Filardi Ramos;<br
/> - Grande Inspetor da Ordem – Eminente Antonio Carlos Premoli; <br
/> - Grande Inspetor da Ordem – Eminente Emilio Dimitroff.</p><p> <strong>Autoridades Internacionais:</strong><br
/> - Gão-Prior da Província da América do Sul do Grande Priorado da Inglaterra – D. e E. John Collakis<br
/> - Past Aid-Champ do Grande Priorado da Inglaterra – D. e E. Malcolm Leo Curtis</p><p> <strong>Pelos Graus Simbólicos:</strong><br
/> - Grão-Mestre do GOB – Soberano Marcos José da Silva;<br
/> - Grão-Mestre Adjunto do GOB – Sapientíssimo Cláudio Roque Buono Ferreira;<br
/> - Grão-Mestre do GOSP – Eminente Mario Sergio Nunes da Costa;<br
/> - Grão-Mestre do GOB-PR – Eminente Dalmo Wilson Louzada;<br
/> - Grão-Mestre Adjunto do GOB-MS – Eminente Luiz Adive Palmeira;<br
/> - Secretário Geral de Educação e Cultura do GOB – Eminente Wagner Veneziani Costa;<br
/> - Secretário Geral de Relações Exteriores do GOB – Eminente Tullio Colacioppo;<br
/> - Secretário Estadual de Orientação Ritualística do GOB – Poderoso Riccardo Trecco;<br
/> - Grande Lugar Tenente do Supremo Conselho do Brasil do Grau 33 para o REAA – Comendador Cid Ney Filardi Ramos;<br
/> - Grande Secretário de Administração do Supremo Conselho do Brasil do Grau 33 para o REAA – Eminente Antonio Carlos Premoli;<br
/> - Gão-Prior da Província da América do Sul do Grande Priorado da Inglaterra – John Collakis;<br
/> - Past Aid-Champ do Grande Priorado da Inglaterra – Malcolm Leo Curtis;<br
/> - Garante de Amizade – Eminente Manoel de Oliveira Leite;<br
/> - Garante de Amizade – Eminente Santiago Ansaldo de Aróstegui de Lerin y de Contreras;<br
/> - Garante de Amizade – Eminente Gerson Magdaleno;<br
/> - Garante de Amizade – Eminente Fernando Cavalcante Gomes;<br
/> - Garante de Amizade – Eminente Saulo Ortega Trevisan;<br
/> - Garante de Amizade – Eminente José Rosa de Souza Neto.</p><p>Essa festa foi marcada pelos muitos momentos de emoção por todos os participantes que lá estiveram, pois a figura do nosso Irmão Wagner Veneziani Costa é marcada por muitos desafios; desde 2006, ele vem batalhado pelas Ordens de Aperfeiçoamento Maçônico em nosso país. Quando pensamos em exemplos a serem seguidos, logo nos vem à mente a imagem de figuras notáveis da História. Mas na Maçonaria vemos Irmãos que têm escrito uma bela história de vida, que vale à pena ser contada, pois pode servir de fonte de inspiração, especialmente para a juventude, e trazer satisfação para os mais experientes, que veem as diretrizes semeadas pela Tradição sendo cultivadas no decorrer dos tempos.</p><p>Ao vermos o sucesso de alguém, logo pensamos que a “estrela brilhou” para aquela pessoa, mas, na maioria das vezes, ela percorreu o “caminho das pedras”. A diferença é que soube utilizar essas pedras brutas para construir o seu alicerce e obter uma estrutura sólida que lhe sirva de base para a conquista de seus objetivos.</p><p>É o que podemos ver, por exemplo, na trajetória de vida do E. e S. Grão-Mestre Wagner Veneziani Costa, pessoa que acompanho desde 2004. Posso afiançar que este Ato vem coroar o trabalho abnegado desse homem que, em muitos momentos, sacrificou sua vida pessoal, familiar e profissional, dedicando-se à Maçonaria e, principalmente, às Ordens de Aperfeiçoamento Maçônico. E, agora, certamente dará o melhor de si no trabalho à frente do Grande Priorado do Brasil.</p><p><a
href="http://www.revistauniversomaconico.com.br/wp-content/uploads/2012/01/wagner-veneziani.jpg" target="_blank"><img
src="http://www.revistauniversomaconico.com.br/wp-content/uploads/2012/01/wagner-veneziani-197x300.jpg" alt="" title="E. e S. Wagner Veneziani Costa." width="197" height="300" class="alignleft size-medium wp-image-6384" /></a></p><p>Temos ainda que parabenizar o Mui Alto e Digno Eminente Ricardo Trecco, que nesse dia tomou posse para o cargo de Grande Senescal do Grande Priorado do Brasil. Trata-se de outro baluarte da Maçonaria brasileira, que muito vem contribuindo para o desenvolvimento das Ordens de Aperfeiçoamento Maçônico no Vale do Paraíba. Esse homem, que tem um currículo maçônico impecável, vem se destacando e trabalhando para o engrandecimento da Ordem.</p><p>Nesse Ato, foi assinado o tratado de reconhecimento entre o Grande Priorado do Brasil e o Grande Priorado dos Cavaleiros Bem Feitores da Cidade Santa, que vai auxiliar no mútuo trabalho entre os dois Priorados e, principalmente, unir os Cavaleiros em um bem maior, fomentando e fazendo com que a Ordem cresça em qualidade.</p><p>Aguardem, em breve teremos notícias maravilhosas sobre essa Ordem Templária, que logo virá!</p><p>Para terminar, segue a palavra do nosso Eminentíssimo e Supremo Grão- Mestre Wagner Veneziani Costa:</p><p>“Espiritualidade, ética, moral deveria ser nosso prumo. Existem muitos Irmãos com esse espírito, com essa intenção e educação&#8230; Mas precisamos trabalhar muito na lapidação de muitos outros; para dizer a verdade, da grande maioria. As três precisavam andar sempre juntas. As principais características de uma pessoa espiritualizada devem ser: valores éticos, intuição, criatividade, religião, fé, visão holística, respeito com o meio ambiente, responsabilidade social, compaixão e justiça”.</p><p><img
src="http://www.revistauniversomaconico.com.br/wp-content/uploads/2012/01/revista-universo-maconico-fotos-1.jpg" alt="" title="revista-universo-maconico-fotos-1" width="700" height="884" class="alignleft size-full wp-image-6390" /></p><p><img
src="http://www.revistauniversomaconico.com.br/wp-content/uploads/2012/01/revista-universo-maconico-fotos-2.jpg" alt="" title="revista-universo-maconico-fotos-2" width="700" height="970" class="alignleft size-full wp-image-6391" /></p><p><img
src="http://www.revistauniversomaconico.com.br/wp-content/uploads/2012/01/revista-universo-maconico-fotos-31.jpg" alt="" title="revista-universo-maconico-fotos-3" width="700" height="971" class="alignleft size-full wp-image-6394" /></p><p><img
src="http://www.revistauniversomaconico.com.br/wp-content/uploads/2012/01/revista-universo-maconico-fotos-41.jpg" alt="" title="revista-universo-maconico-fotos-4" width="700" height="970" class="alignleft size-full wp-image-6395" /></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.revistauniversomaconico.com.br/destaque/cavaleiros-templarios-tem-novo-grao-mestre/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Os Ensinamentos Maçônicos</title><link>http://www.revistauniversomaconico.com.br/tempo-de-estudos/os-ensinamentos-maconicos/</link> <comments>http://www.revistauniversomaconico.com.br/tempo-de-estudos/os-ensinamentos-maconicos/#comments</comments> <pubDate>Fri, 18 Nov 2011 14:06:36 +0000</pubDate> <dc:creator>admin</dc:creator> <category><![CDATA[Tempo de Estudos]]></category> <category><![CDATA[Edição 17]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.revistauniversomaconico.com.br/?p=6320</guid> <description><![CDATA[Os ensinamentos maçônicos devem ser amplamente difundidos entre todos os Maçons e sua metodologia deve ser explicada previamente aos que pretendem ingressar na Ordem Maçônica. Os Mestres deverão estar preparados para a missão devendo expô-la quando da visita de avaliação prévia do pretendente. Esta informação possibilitará ao pretendente saber antecipadamente o que a Ordem poderá [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img
src="http://www.revistauniversomaconico.com.br/wp-content/uploads/2011/11/maconaria.jpg" alt="" title="maconaria" width="233" height="368" class="alignleft size-full wp-image-6322" /></p><p>Os ensinamentos maçônicos devem ser amplamente difundidos entre todos os Maçons e sua metodologia deve ser explicada previamente aos que pretendem ingressar na Ordem Maçônica. Os Mestres deverão estar preparados para a missão devendo expô-la quando da visita de avaliação prévia do pretendente. Esta informação possibilitará ao pretendente saber antecipadamente o que a Ordem poderá lhe oferecer, possibilitando-lhe analisar se realmente a metodologia e o direcionamento dos ensinamentos maçônicos são os que buscam para a sua evolução pessoal. O pretendente ao ingresso na Ordem deve estar convicto de que vai participar de uma sociedade voltada ao aprimoramento individual e que os demais participantes tem a mesma preocupação, o que não os inibe, ao contrário, prepara-os às atividades coletivas.  O desconhecimento desse fundamental objetivo dos ensinamentos maçônicos poderá levar o pretendente, após o seu ingresso, ao defrontar-se com posturas pessoais discordantes das suas ou desiludir-se com o que pensou ser a Ordem, desligar-se intempestivamente.</p><p>Os ensinamentos maçônicos devem ser transmitidos com a constância e repetições necessárias para o seu perfeito entendimento. <br
/> Características dos ensinamentos maçônicos:</p><ol><li> – Exclusivamente individual; </li><li> – Repetitivo e paulatino; mostra o caminho, mas não exige a caminhada.</li><li> &#8211; O maçom é um voluntário;</li></ol><p>Os ensinamentos maçônicos devem ser constantes, paulatinos e repetitivos para que sejam sempre oferecidos aos recém-admitidos.  Os maçons de antigamente não eram letrados e os procedimentos litúrgicos eram memorizados. As funções dos administradores e dos auxiliares eram sempre repetidas no inicio de cada reunião para conhecimento de todos e para a sua preservação. Com o advento dos rituais escritos, este procedimento passou a fazer parte integrante das reuniões, o que perdura até os dias de hoje.</p><p>Os ensinamentos maçônicos também estão fundamentados nas práticas cristãs, mas não tem a mesma metodologia de ensino adotado pelas associações cristãs de evangelização. Os ensinamentos maçônicos são voltados ao indivíduo, oferecendo a cada um a oportunidade de evolução pessoal. As associações religiosas evangelizadoras procuram maximizar as suas atividades, priorizando a divulgação dos seus ensinamentos através das pregações em massa. São metodologias de características diferentes e, se não entendidas cada uma no seu contexto, podem tornar-se conflitantes no íntimo de cada estudioso, mesmo ambas tendo o mesmo objetivo: a felicidade do homem.</p><p>Evangelização é a pregação do Cristão (a mensagem cristã) e, por extensão, qualquer forma de pregação e  proselitismo, com fins de adquirir adeptos, produzir conversão ou mudanças de hábitos, crenças e valores. No cristianismo, a evangelização é o sistema, baseado em princípios e métodos apresentados no  Novo Testamento, pelo qual se comunica o  Evangelho (Boa Nova) Cristo a (todo) pecador sob a liderança e poder Espírito Santo.  Afirma o apóstolo Paulo: “Como crerão em Jesus se ninguém lhes anuncia?” (Rom. 10,14). Está em Atos dos Apóstolos, capítulo 14 14:21: “Depois de pregar a Boa Nova ali, e de fazer muitos discípulos, eles voltaram a&#8230;”</p><p>O processo de evangelização cristã sempre teve como foco  “o outro”. Os costumes, a moral e os valores sociais da sociedade ocidental atual são decorrentes dessa forma de pregação. No ocidente, quase a totalidade dos jovens tiveram a sua formação com base na metodologia evangélica das pregações nas escolas paroquiais levando-os a analisar todos os acontecimentos dentro dessa metodologia, onde se avalia o que pode ser corrigido na atitude dos outros antes de avaliar o que pode ser corrigido em si.</p><p>Assim formados desde a infância, não raro passam a avaliar mais como os outros estão agindo do que a suas próprias ações. Na análise de suas convicções e interesses, surgem julgamentos e conselhos para corrigir as atitudes dos outros, conselhos que nem sempre são seguidos por quem aconselha. Na máxima cristã “Ama o próximo como a ti mesmo” não está implícito  que o “próximo”  tenha que ser  “como ti” para ser amado. A fraternidade, o principal ensinamento do Mestre Jesus, resumida na máxima: “Amai-vos uns aos outros”, nem sempre é priorizada nas atitudes. Por formação filosófica, a sociedade ocidental é mais preocupada em oferecer aos outros a oportunidade de corrigir-se do que em corrigir a si própria.</p><p>A evangelização e os ensinamentos maçônicos não são conflitantes. A metodologia dos ensinamentos maçônicos é voltada ao aperfeiçoamento do indivíduo, trazendo a tona as suas qualidades latentes e aumentando a sua autoestima, tornando-o consciente da sua capacidade de amar o “próximo” como o “próximo é” e de, pela evangelização, levar-lhe a crença cristã.</p><p>O conteúdo dos ensinamentos maçônicos permite-nos afirmar que a Maçonaria é uma escola de aperfeiçoamento exclusivamente individual. Este é o principal fundamento dos ensinamentos maçônicos.</p><p>No Grau de Aprendiz, que é o primeiro contato da Ordem com o recém-admitido, é apresentada toda a essência dos ensinamentos maçônicos.</p><p>  </p><p>Todos os autores maçônicos referem-se ao simbolismo da “pedra bruta” que deve ser desbastada e preparada para sua utilização na construção de uma sociedade mais justa, mais igualitária e mais fraterna. É comum ouvir do Maçom a expressão: “Estou trabalhando a minha “pedra bruta”, quando se refere aos seus estudos e práticas maçônicas. Dito dessa forma poderá dar margem ao entendimento de tratar-se de dois personagens distintos; o Aprendiz e a “pedra bruta”. Este entendimento é divergente do ensinamento maçônico, pois o Aprendiz é a “pedra bruta”. O Aprendiz é o objeto a ser desbastado.</p><p>A direção que se deve dar ao cinzel é a si.</p><p>Em nenhum momento, nos rituais maçônicos, há indicação que o cinzel deva ser voltado aos outros. Em si as pancadas no cinzel são dadas de acordo a sua sensibilidade; se nos outros, o agente não colocará no maço o mesmo peso que coloca quando desbasta a si mesmo, certamente seria mais pesado. Não é atitude maçônica direcionar o cinzel para corrigir imperfeições alheias.</p><div
class="cut"><p>Para a Maçonaria são escolhidos os “bons” nas mais diversas atividades humanas oferecendo-lhes a oportunidade de tornarem-se “melhores”</p></div><p>Há diferença entre o aprendiz de pedreiro (maçom) operativo (que trabalhava nas atividades de construção) e o Aprendiz Maçom. Este não tem necessariamente atividade nas construções. A representação do aprendiz de pedreiro operativo é um jovem trabalhando para desbastar uma pedra bruta. Já, as esculturas e os desenhos clássicos representando um aprendiz das escolas de mistérios sempre mostram a figura de um homem esculpindo a si mesmo.</p><p>O Aprendiz Maçom, para esculpir a escultura do homem que deseja ser, terá que utilizar a matéria prima que recebeu por desígnio da Providência, potencializar os recursos disponíveis na Natureza e trabalhar com a Vontade representada pelo “maço e o cinzel” utilizados para aparar a arestas que escondem no interior de seu ser o homem perfeito ali contido.</p><p>Na Maçonaria, esta confusão entre o aprendiz operativo e o aprendiz admitido por processo de Iniciação pode ser observada em trechos das cerimônias de recepção do candidato. Em alguns rituais maçônicos, o Iniciando à Ordem, ao ser levado para executar a sua primeira lição no desbaste da “pedra bruta”, é orientado para dirigir corte do cinzel à pedra disforme que faz parte da decoração templo, em vez de direcioná-lo a si.</p><p>Este procedimento poderá induzi-lo, desde o seu primeiro aprendizado, a intuir que seu trabalho é desbastar o que vê a sua frente (o outro) e não o que está em si. Tendo a pedra bruta do templo como uma representação simbólica de seu estado naquele momento, o Iniciando deveria direcionar o cinzel sobre si e então trabalhar com o maço.  A pedra bruta que se encontra na decoração do templo, bem como a pedra polida e prancheta, são as joias fixas que devem estar presentes para o funcionamento da Loja.</p><p>Um Maçom é um Obreiro da Arte Real que está concluindo a Obra projetada pelo Grande Arquiteto do Universo, que é Deus. Essa obra é “ele”. Trata-se de uma transformação individual, resultado do seu esforço e da sua vontade pessoal. Esta obra só estará concluída quando ele transformar-se de “pedra bruta” em “pedra polida” e como tal for reconhecido pelos “outros” (os Irmãos, a sociedade, etc..). Não é ele que se avalia como pronto. São os outros que como tal o avaliam. As ferramentas simbólicas maçônicas são instrumentos de uso específico para o desenvolvimento pessoal. Dependendo de como cada Obreiro preparou-se e de acordo com o seu ajuste às necessidades dos projetos da comunidade, será reconhecido pelos outros como adequado àquele projeto. São os outros que avaliarão se a “pedra” poderá ser utilizada ou não nas obras a serem realizadas.</p><p>A “pedra” só estará pronta quando não houver necessidade do mínimo ajuste nas pedras vizinhas para o seu perfeito ajuste.</p><p>Se houver necessidade de interferir no polimento e características das outras contíguas para o seu ajuste, ela não está pronta. Permanecerá ao lado até que o trabalho de escultura seja refeito de modo que se ajuste às outras pedras, sem que estas precisem de reparos.  Se o desbaste está incompleto, é apenas uma pedra no meio do caminho dos que precisarão fazer manobras para evitar que as suas asperezas e seus desajustes possam ameaçar o resultado da obra desejada. A “pedra” ainda bruta certamente ficara em um canto qualquer da sociedade, causando-lhe instabilidade e desarmonia.</p><p>O maçom não propõe que os outros mudem para que ele seja feliz, procura mudar o possível em si para que todos sejam felizes. Esta é a essência do ensinamento maçônico.</p><p> </p><p>Está subentendido nos ensinamentos maçônicos a máxima: “O que eu devo mudar em mim para que ele (o próximo) seja feliz”, independente de se o outro é bom ou mau; réu ou julgador. Ser viciado ou virtuoso é uma escolha pessoal de cada um, que ao Maçom não compete julgar ou tomar atitudes para obrigá-lo a proceder de acordo com os valores, sempre pessoais, que crê serem os corretos. Pela lei da “causa e efeito” cada um é responsável por suas ações e pensamentos.</p><p>Maçonicamente cada um é responsável pessoal e único pela sua evolução. Os ensinamentos maçônicos oferecerão a oportunidade de correção. Quando concluída será reconhecida como tal pelos outros. Nesta ideia está embutido o conceito de amor universal. O amor fraterno dará aos seus Irmãos maçons a tolerância para aceitarem as tentativas de uma “pedra” ainda bruta para ajustar-se à obra, orientando-a se assim ela desejar, para o seu perfeito desbaste e ajuste. Se as imperfeições permanecerem, a “pedra” não será utilizada, mas sempre lhe será fraternalmente oferecida nova oportunidade de reajuste.</p><p>A não ser quando em cumprimento de atividade e funções especificamente instituídas na legislação da Ordem ou da comunidade que pertence, o Maçom não julga e não critica posturas pessoais de outrem. Se solicitado, fará ponderações sobre o solicitante, jamais sobre terceiros. Não é uma atitude maçônica interferir na postura pessoal dos outros, achando que estes devem ou não fazer isto ou aquilo. A cada um cabe reconhecer os que estão em condições de compartilhar projetos comuns e convidá-los.</p><p>O Maçom deve formar-se para depois colocar-se ao serviço da comunidade. Aprender e praticar. O desconhecimento dos ensinamentos maçônicos dificulta o relacionamento dos maçons entre si e dos maçons com a Ordem. Quanto menor é o preparo individual, maior será a dificuldade na participação das atividades da Ordem e mesmo fora dela.</p><p>Cada Maçom tem a sua individualidade respeitada: sua cultura, seus pontos de vista políticos, suas convicções religiosas e suas características psíquicas. Todo maçom é um homem livre, ciente da capacidade de realizações, um cidadão bem sucedido e respeitado por suas atividades profissionais e sociais que o levam a ser convidado a ingressar na Ordem.</p><p>O maçom é um voluntário.</p><p>Não é obrigado a fazer qualquer coisa que seja. Ingressou na Ordem por livre vontade e com isso assumiu uma responsabilidade financeira como em qualquer organização, sendo livre para sair a qualquer momento; até que caracterize abandono, frequenta a Loja com a assiduidade que deseja; estuda se quiser; atinge os graus mais elevados se assim o desejar; ocupa cargos que aceitou por que quis: é eleito por que se candidatou; pode mudar de Loja se assim julgar conveniente; nem as contribuições para benemerência são obrigatórias se não aprovadas em assembleias de que participa.</p><p>Centralizados no aperfeiçoamento individual, os ensinamentos maçônicos preparam o estudante para o convívio entre diferentes num conjunto harmônico; prepara para a tolerância com os contrários; para o respeito pelas convicções individuais e para a convivência entre atitudes divergentes.</p><p>Desbastado de suas imperfeições, o Maçom está pronto para servir à sua comunidade, oferecendo-se quando solicitado ou apresentando sugestões para as mudanças que julgar necessárias para o bem estar e a harmonia da Ordem e ou da comunidade.  Como sugestões são opiniões pessoais devem ser tratadas como tal. Se traduzirem as aspirações dos envolvidos, a concretização terá o consenso espontâneo da maioria dos indivíduos e aquele que a propôs certamente será convocado para liderar a sua implantação. </p><p>Não é fácil o comando onde os comandados são voluntários e não há recompensa financeira pelo trabalho realizado. O sucesso da empreitada está associado à capacidade de conseguir motivar a maioria para acompanhá-lo. Para a administração de uma sociedade constituída por voluntários há necessidade de lideranças que aglutinem as ansiedades e administrem as diversidades individuais, dirigindo suas energias ao trabalho comum.  </p><p>A principal característica do líder de voluntários é fazer o que o grupo quer.</p><p> </p><p>Nas sociedades constituídas por voluntários, são os operosos que a fazem atingir os seus objetivos. São raros os casos das organizações que conseguem uma participação efetiva da maioria de seus membros. Geralmente os resultados obtidos são decorrentes de atividades isoladas de membros dedicados. São sempre os mesmos que participam de quase todas as atividades. A comunidade está habituada a conviver e a reconhecer a dedicação daqueles que sempre participam.</p><p>É próprio da tradição maçônica o reconhecimento pelos Irmãos. Este é o salário do Obreiro da Arte Real: o reconhecimento. Não há outro salário na Maçonaria. Para o Maçom é gratificante a satisfação da missão cumprida e de ser reconhecido por isso.</p><p>Cada um dos Membros reconhece o novo integrante que ingressa na ordem. A Ordem reconhece o trabalho do Maçom que por isso, quando chega a Mestre, recebe um diploma e uma medalha. Não foi sem méritos. O novo Mestre pode não ter tido uma brilhante história, mas atingiu o que desejava. Todos os Maçons sabem quais os que se dedicam e frequentemente os elogiam. É o reconhecimento dos membros de suas Lojas ou de outras a que serviu.  Esta é a recompensa que o Obreiro leva de retorno ao seu lar, com uma alegria nem sempre entendida e participada pelos seus familiares. </p><p>Quando o trabalho do Maçom extrapola os limites da sua Loja é reconhecido pelos Grandes Orientes com a concessão de diploma ou medalha, como se, na entrega, em nome de todos seus membros aquele Grande Oriente afirmasse: “Como um Maçom operoso os Maçons deste Grande Oriente o reconhecem”.</p><p>É próprio do ser humano desejar ser reconhecido pelos seus feitos. O clube social reconhece seu membro pelos muitos anos de apoio e trabalho com a entrega do diploma de Sócio Emérito; o Poder Municipal, em nome de todos os munícipes que o reconhecem como um cidadão participante e premia-o com a entrega do Diploma de Cidadania.  Em cada diploma, medalha ou troféu maçônicos recebidos está presente a máxima maçônica: “o reconhecimento de meus Irmãos”.</p><p>A falta de divulgação dos feitos que justificassem a homenagem pode gerar uma interpretação duvidosa sobre o seu merecimento. Não há casos da entrega de diploma e medalhas aos que nada fazem. A Maçonaria é uma sociedade justa cuja assembléia é sábia. Os maçons homenageados devem ostentar com altivez as suas medalhas para que os Aprendizes, os Companheiros e os novos Mestres o tenham como exemplo, solicitando-lhe contar a história do conjunto de suas obras, que somado as de outros Maçons “medalhados”, constituem a historia da Maçonaria. </p><p>A Maçonaria é o conjunto das ações de seus membros. É o somatório do que cada um dos seus membros é sem representá-los individualmente.</p><p>Os Maçons que receberam distinções e homenagens compreenderam o verdadeiro significado dos ensinamentos maçônicos e aplicaram-nos e por isso foram reconhecidos como tal. Há aqueles que criticam os que ostentam nas Lojas as suas muitas medalhas afirmando ironicamente: “eles andam arcados com o peso das medalhas”. Mas, vejamos: os condecorados por seu trabalho voluntário e dedicado têm como alternativa ostentar ou não as medalhas por merecido recebidas. </p><p>O pretendente a maçom é conhecido antes de ser convidado a participar da Ordem. A sua admissão é o reconhecimento pelos membros, da sua postura moral, da sua vontade de aperfeiçoamento pessoal e da sua capacidade econômica e financeira para sobreviver. Um conhecido jargão afirma: “Para a Maçonaria são escolhidos os “bons” nas mais diversas atividades humanas oferecendo-lhes a oportunidade de tornarem-se “melhores”. </p><p>Ao Companheiro Maçom, conhecedor de todas as ferramentas simbólicas, compete usá-las para construir.</p><p>Nos rituais maçônicos não há indicação de que as ferramentas simbólicas devam ser utilizadas para destruir. Se um projeto não atende aspiração pessoal de algum Membro, não quer dizer que não deva ser executado. Se há quem queira realizá-lo e que encontra quem queira auxiliá-lo, certamente o projeto atenderá aspirações de seus executantes. Neste caso, quem não concorda com o projeto, não deve atrapalhar ou impedir a sua execução, respeitando a diversidade e a individualidade das opiniões. Compete à assembleia da Loja a decisão final dos assuntos conflitantes, geralmente resolvidos com justiça, dentro da maior harmonia possível,<br
/> O Mestre é o conhecedor dos ensinamentos maçônicos e está apto a ensiná-los. O Mestre é o Companheiro que recebeu um diploma de professor, sendo-lhe transmitidas as Lendas Maçônicas que, como parábolas, serão o instrumento didático adotado para a difusão dos ensinamentos.</p><p>A máxima de São Francisco de Assis “é dando que se recebe” representa a essência da responsabilidade do Mestre. O ensinamento esotérico contido nesta máxima refere-se à Dualidade. Tudo o que entra deverá sair para abrir espaço para novas entradas. A capacidade de aprender é aumentada quando é ensinado o que se sabe. Só é “retido” o que é “doado”. O conhecimento fixa-se quando é ensinado. Tudo o que se lê nem sempre é retido na memória, mas uma vez ensinado, jamais será esquecido. Patrick Byrne, em seu livro “O Ouro dos Templários” (Editorial Estampa &#8211; Lisboa-2007-pg. 257), cita o ditado que capta a essência do conceito cabalístico: “Quando alguém se deixa penetrar pela luz, mas não a liberta, cria-se uma sombra”.</p><p>Recebendo sem distinções os intelectuais, cientistas, religiosos, livres pensadores, inventores e operários, jovens e idosos, para um convívio comum, a Maçonaria tornou-se a depositária de todo conhecimento científico e oculto produzido pelas civilizações em todos os tempos. Instituição de caráter universal, seu Quadro é composto por profissionais de todas as áreas da atividade humana, que colocam os seus conhecimentos à disposição da Humanidade. Esse conhecimento pode ser encontrado nas atividades das Lojas, seja apresentado individualmente por seus membros ou contido no simbolismo e alegorias de seus Graus e Ordens. Compete ao maçom desvendá-los e praticá-los em benefício de sua evolução pessoal e da Humanidade.</p><div
class="autor"><p>Autor: Ir∴ Edison Barsanti, 33º • M∴I∴</p></div> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.revistauniversomaconico.com.br/tempo-de-estudos/os-ensinamentos-maconicos/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>O Círculo da Loja</title><link>http://www.revistauniversomaconico.com.br/conhecimento/o-circulo-da-loja/</link> <comments>http://www.revistauniversomaconico.com.br/conhecimento/o-circulo-da-loja/#comments</comments> <pubDate>Fri, 18 Nov 2011 13:28:30 +0000</pubDate> <dc:creator>admin</dc:creator> <category><![CDATA[Conhecimento]]></category> <category><![CDATA[Edição 17]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.revistauniversomaconico.com.br/?p=6311</guid> <description><![CDATA[Introdução Esse trabalho tem o intuito de transmitir aos irmãos as nossas percepções sobre um interessante trecho 6ª sessão da Prelação do Primeiro Grau que, certamente, nos leva a uma reflexão profunda sobre seus simbolismo e significado. É ele: “Em toda Loja regular, constituída, há um ponto no interior de um circulo e que os [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<h2>Introdução</h2><p>Esse trabalho tem o intuito de transmitir aos irmãos as nossas percepções sobre um interessante trecho 6ª sessão da Prelação do Primeiro Grau que, certamente, nos leva a uma reflexão profunda sobre seus simbolismo e significado.</p><p>É ele:<em> “Em toda Loja regular, constituída, há um ponto no interior de um circulo e que os Irmãos, ali colocados não podem entrar. Esse círculo é limitado; entre Norte e Sul por duas grandes linhas paralelas, representativas de Moisés e do Rei Salomão. Na sua parte superior fica o Livro das Leis Sagradas, como base da Escada de Jacó, cujo topo alcança os Céus; e desde que sejamos versados naquele Livro Sagrado, e professemos as doutrinas nele contidas, como fizeram aquelas paralelas, ele nos conduzirá àquele que não nos falhará, bem como não nos decepcionará. Caminhando ao redor desse circulo, tocaremos necessariamente em ambas as paralelas e no Livro Sagrado; e enquanto um Maçom conseguir manter-se assim, circunscrito, não poderá jamais incidir em erro”.</em></p><p>Em primeiro lugar, expomos aqui uma breve pesquisa sobre quatro assuntos tratados neste treco: Moisés e o Rei Salomão, como as linhas paralelas, e o Livro das Leis Sagradas e a Escada de Jacó, como o ponto superior do círculo. Logo após, compartilhamos nossos entendimentos e impressões.</p><h2>As Linhas Paralelas</h2><p>As linhas paralelas, seguindo de Leste a Oeste, tangem um círculo imaginário, cujo centro de alinha ao centro da Loja.</p><p><img
src="http://www.revistauniversomaconico.com.br/wp-content/uploads/2011/11/moises.jpg" alt="" title="moises" width="140" height="169" class="alignleft size-full wp-image-6314" /><br
/><h2>Moisés</h2><p>Na época em que Moisés nasceu, algo em torno de 1592 A.C., havia um decreto do Faraó em que todos os meninos hebreus que nasciam, deveriam ser mortos. A mãe de Moisés não teve coragem de matá-lo e então o escondeu por três meses. Quando percebeu que não conseguiria mais escondê-lo fez uma cesta e a jogou no Nilo com o filho dentro, onde a filha do faraó o encontrou. E a filha do Faraó pediu, ironicamente, que a mãe biológica dela o criasse. Quando ele cresceu, foi criado na casa da filha do Faraó, que o adotou e terminou de criá-lo.</p><p>Já adulto, quando andava pelas redondezas, viu um egípcio batendo em um hebreu e não havendo ninguém por perto, matou o egípcio para defender seu próprio povo. Quando ele percebeu que havia sido descoberto fugiu daquela região. Durante essa época, morreu o rei do Egito e o povo clamou a Deus. Ele, ouvindo o clamor do povo, falou a Moisés.</p><p>Então Deus ordenou que Moisés fosse até o Egito, na terra do Faraó, e que lá libertasse o povo que estava sendo oprimido. E Moisés pensou que o povo não acreditaria que Deus havia lhe falado e portando, Deus concedeu poderes para que ele provasse ser a voz de Deus. Seu bordão, ao ser jogado no chão, se transformava em cobra, e sua mão ao tocar o peito, ficava leprosa e se restaurava. Essa deveria ser a prova para que o povo o acompanhasse e fugisse da opressão egípcia.</p><p>Após todas as demonstrações, Moisés ainda questionou sua inabilidade com a retórica, tentou se esquivar da missão que lhe havia sido outorgada e Deus se irritou e disse que ele seria sua voz e guiaria todas as suas falas.</p><p>Quando Moisés chegou ao Egito, tentou falar com o Faraó, que se irritou e aumentou o trabalho do povo hebreu, já que tinham tempo para clamar a Deus. E então Moisés chamou a Deus e disse que não sabia falar e que não conseguiria tirar o povo dali. E Deus respondeu que ele deveria falar o que Ele lhe dizia, mas que endureceria o coração do Faraó, e faria suas maravilhas no Egito.</p><p>E quando o Faraó negou-se a libertar o povo novamente, surgiu no Egito as dez pragas de Deus.  E após a décima praga, a morte dos primogênitos egípcios, o Faraó deixou que os israelitas saíssem. Porém, quando o povo estava deixando o Egito, Deus mudou o coração do Faraó para que ele impedisse a fuga do povo de Israel, e mandou os perseguir. Dando prova de seu Poder, através de Moisés, Deus abriu o mar para que seu povo passasse por ali, transformou a água salgada em água potável e por fim falou a ele no Monte Sinai, quando lhe disse os seus 10 mandamentos. Além dos 10 mandamentos, Deus ainda codificou outras leis acerca dos servos, da violência, leis civis e religiosas. Toda essa compilação foi guardada em uma arca, a Arca da Aliança, a aliança entre Deus e o povo de Israel.</p><p><img
src="http://www.revistauniversomaconico.com.br/wp-content/uploads/2011/11/rei-salomao.jpg" alt="" title="rei-salomao" width="139" height="170" class="alignleft size-full wp-image-6316" /><br
/><h2>O Rei Salomão</h2><p>Em Reis, capítulo 3 (versículos de 5 a 14), pode-se ler: “E em Gibeom apareceu o SENHOR a Salomão de noite em sonhos; e disse-lhe Deus: Pede o que queres que eu te dê. / E disse Salomão: (&#8230;) A teu servo, pois, dá um coração entendido para julgar a teu povo, para que prudentemente discirna entre o bem o mal; porque quem poderia julgar a este teu grande povo? / E esta palavra pareceu boa aos olhos do Senhor, de que Salomão pedisse isso. / E disse-lhe Deus: Porquanto pediste isso, e não pediste para ti muitos dias, nem pediste para ti riquezas, nem pediste a vida de teus inimigos; mas pediste para ti entendimento, para discernires o que é justo; / Eis que fiz segundo as tuas palavras; eis que te dei um coração tão sábio e entendido, que antes de ti igual não houve, e depois de ti igual também não de levantará. / E também até o que não pediste te deu, assim riquezas como glória; de modo que não haverá um igual entre os reis, por todos os teus dias. / E, se andares nos meus caminhos, guardando os meus estatutos, e os meus mandamentos, como andou Davi teu pai, também prolongarei os teus dias”.</p><p>Salomão, filho de Davi, era célebre por sua sabedoria – dominava todos os conhecimentos de sua época bem como no passado. Nasceu em Israel, em 1000 A.C. Reinou entre 970 e 931 A.C. e, durante esse período, protegeu as artes e o comércio, estabelecendo boas relações e alianças com os países vizinhos como Fenícia, Síria e Arábia.</p><p>Com o rei de Tiro, Hiram, criou uma frota mercante cujas expedições chegaram aos limites do mundo conhecido. Projetou grandiosas construções como o majestoso templo de Jerusalém, chamado depois de templo de Salomão, que se tornou o centro da unidade nacional dos hebreus e do cristianismo primitivo. Construiu também importantes obras hidráulicas, principalmente reservatórios e aquedutos para abastecimento e irrigação, como por exemplo, o aqueduto de Siloé, no vale de Cedron.</p><p>Foi casado com Anelise, filha do Faraó Siamon, tendo recebido como dote de casamento a cidade<br
/> Cananéia de Gezar.</p><h2>O Ponto na Parte Superior do Círculo</h2><p>Este ponto, estando na parte superior do nosso círculo imaginário, coincide com a posição do Livro das Leis Sagradas. Com os olhos de nossa mente, podemos imaginar uma escada, com sua base apoiada sobre o Livro e seu topo alcançando os céus.</p><p><img
src="http://www.revistauniversomaconico.com.br/wp-content/uploads/2011/11/livo-sagrado.jpg" alt="" title="livo-sagrado" width="139" height="183" class="alignleft size-full wp-image-6317" /><br
/><h2>O Livro das Leis Sagradas</h2><p>Na maçonaria, o Livro das Leis Sagradas representa um conjunto de doutrinas éticas, com fundamentos espiritualistas, que devem conduzir o coração de todo maçom. Ele representa as aspirações a que o espírito do irmão deseja alcançar.</p><p>Além disso, ele, aberto sobre o altar, simboliza a presença invocada do Grande Arquiteto do Universo nas sessões.</p><p>Como no Brasil a maior parte da população maçônica é formada de Cristãos, a Bíblia Sagrada figura o Altar como representante dessas Leis, mas o Livro das Leis deve ser aquele que representa a fé professada pelos irmãos. Se houver um irmão muçulmano, por exemplo, o Corão representará seu Livro da Lei, uma vez que a maçonaria não distingue religiões.</p><p><img
src="http://www.revistauniversomaconico.com.br/wp-content/uploads/2011/11/escada-de-jaco.jpg" alt="" title="escada-de-jaco" width="139" height="222" class="alignleft size-full wp-image-6318" /><br
/><h2>A Escada de Jacó</h2><p>A Escada de Jacó (ou Jacob), presente no Painel da Loja de Aprendiz é uma importante alegoria que a Maçonaria adotou como a ligação do plano material em que vivemos com o plano superior a que aspiramos.</p><p>Em Gênesis, capítulo 2 (versículos de 12 a 19), encontra-se o seguinte: “Então (Jacó) sonhou: estava posta sobre a terra uma escada, cujo topo chegava ao céu; eis que os anjos de Deus subiam e desciam por ela; por cima dela estava o Senhor, que disse: Eu sou o Senhor, o Deus de Abraão te pai, e o Deus de Isaque; esta terra em que estás deitado, e a darei a ti a à tua descendência; e a tua descendência será como o pó da terra; dilatar-te ás para o ocidente, para o oriente, para o norte e para o sul; por meio de ti e da tua descendência serão benditas toas as famílias da terra.</p><p>Eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra; pois não te deixarei até que haja cumprido aquilo de que te tenho falado. Ao acordar Jacó do seu sono, disse: Realmente o Senhor está neste lugar; e eu não sabia. E temeu, e disse: Quão terrível é este lugar! Este não é outro lugar senão a casa de Deus; e esta é a porta dos céus. Jacó levantou-se de manhã cedo, tomou a pedra que pusera debaixo da cabeça, e a pôs como coluna; e derramou-lhe azeite em cima. E chamou aquele lugar Betel; porém o nome da cidade antes era Luz”.</p><p>A escada vista por Jacó, com sua base na terra e a outra extremidade no céu, simboliza uma ligação entre os planos Material e Espiritual. Os anjos, em seus movimentos de subida e descida, representam os ciclos evolutivos e involutivos da vida, em seu perpétuo fluxo e refluxo, através de nascimentos e mortes.</p><p>Pelas tradições maçônicas, a escada possui tantos degraus quantos são virtudes necessárias ao aperfeiçoamento de cada um. As três mais importantes são a Fé, a Esperança e a Caridade, ali simbolizadas pela Cruz, a Âncora e o Cálice.</p><h2>Percepções e impressões</h2><p>A respeito das duas linhas, encarando as biografias destas duas personagens bíblicas como autenticas ou lendárias, sempre há um conteúdo a se aprender. Ambas são marcadas por virtudes, como a fé, a força de vontade, a liderança e a sabedoria; e, além disso, suas ações deixaram um grande legado para a humanidade.</p><p>O ponto, na parte superior do círculo, encontra-se o mais próximo possível do Leste, ou do Oriente. Podemos entender como o ponto de início e término em um ciclo; o ponto onde o Sol nasce para romper e dar vida ao dia. O Livro Sagrado, posto nesta posição, simboliza que seus ensinamentos devem estar presentes durante o percurso em torno do círculo.</p><p>A Escada de Jacó, apoiada sobre o mesmo Livro, nos apresenta a ideia de que a experiência absorvida no período da jornada compõe a base para se começar a galgar os seus degraus, a fim de atingir a perfeição através da lapidação intelectual, moral e espiritual.</p><div
class="autor"><p> Autores:<br
/> Ir∴ Pedro Henrique Braga Moreira • M∴M∴<br
/> Ir∴ Thiago Casseb de Souza • M∴M∴</p><p>-</p><p>Referências<br
/> Brasil Escola – Salomão<br
/> www.brasilescola.com/biografia/salomao</p><p>Simbolismo na Maçonaria<br
/> www.jaburucab.vilabol.uol.com.br/simbolismo</p><p>A Escada de Jacó na Maçonaria e o Círculo Misterioso<br
/> www.espacodomacom.blogspot.com/2008/11/escada-de-jac-na-maconaria-e-o-circulo</p><p>Bíblia Sagrada<br
/> Traduzida para o português por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil,<br
/> 2a ed. Barueri – SP: Sociedade Bíblica do Brasil. 2006.1248p.</p></div> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.revistauniversomaconico.com.br/conhecimento/o-circulo-da-loja/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>O Pentagrama</title><link>http://www.revistauniversomaconico.com.br/interpretacao/o-pentagrama/</link> <comments>http://www.revistauniversomaconico.com.br/interpretacao/o-pentagrama/#comments</comments> <pubDate>Fri, 18 Nov 2011 13:19:34 +0000</pubDate> <dc:creator>admin</dc:creator> <category><![CDATA[Interpretação]]></category> <category><![CDATA[Edição 17]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.revistauniversomaconico.com.br/?p=6304</guid> <description><![CDATA[Provavelmente a imagem do Pentagrama (ou Estrela de Cinco Pontas) é um dos símbolos esotéricos mais conhecidos e reproduzidos no imaginário místico e profano. Reconhecido como símbolo de proteção em diversos rituais imagísticos é também representação da Vontade e do Ser Humano em Perfeição sobre a Natureza, e contém um rico significado que muitas vezes [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img
src="http://www.revistauniversomaconico.com.br/wp-content/uploads/2011/11/pentagrama.jpg" alt="" title="pentagrama" width="317" height="370" class="alignleft size-full wp-image-6306" /></p><p>Provavelmente a imagem do Pentagrama (ou Estrela de Cinco Pontas) é um dos símbolos esotéricos mais conhecidos e reproduzidos no imaginário místico e profano. Reconhecido como símbolo de proteção em diversos rituais imagísticos é também representação da Vontade e do Ser Humano em Perfeição sobre a Natureza, e contém um rico significado que muitas vezes não é devidamente explorado, mesmo diante da rica, centenária (e muitas vezes contraditória) bibliografia sobre o mesmo. Goethe, em seu livro Fausto, usa o Pentagrama de Agrippa, a que chama de “pé do feiticeiro” como instrumento mágico desenhado no chão do laboratório como um poderoso emblema que evita que as forças das trevas invadam o ambiente ou que as mantêm presas no espaço mágico, dependendo da direção do vértice para a porta de entrada no recinto. Tal visão se reflete também no imaginário simplista onde o símbolo com o vértice para cima representa “o bem” e com o vértice para baixo, “o mal”, deixando de lado uma interpretação mais ampla e complexa a que o símbolo se permite. O aspecto imagístico e instrumental do Pentagrama em todas as cerimônias é muito importante, pois, segundo Eliphas Levi, representa o domínio (ou a desordem, dependendo de como é usado) do Espírito sobre os Elementos, “brilhando como uma lanterna na escuridão para as forças astrais, atraindo ou afastando energias positivas ou negativas”, e por isso tendo que ser utilizado com consciência de causa e imenso cuidado e responsabilidade nas cerimônias esotéricas.</p><p>Observemos que o uso do pentagrama é muito perigoso para os operadores que não tem completa e perfeita inteligência dele. A direção das pontas não é arbitrária, e pode mudar todo caráter da operação (&#8230;). Se perguntarem como um signo pode ter tanto poder sobre os espíritos elementais, perguntaremos, por nossa vez,: por que o mundo cristão se prosternou diante do sinal da cruz? O sinal por si mesmo nada é, e só tem força pelo dogma de que é resumo e verbo. (LEVI: 1976, pp 114/115)</p><p>Todo símbolo tem seu sentido e referência no poder de síntese que representa e que transcende o espaço do racional que o “interpreta”. Do ponto de vista esotérico, é uma parte muito maior do que a soma e o todo e é a manifestação de um saber/fazer Universal que não se esgota e que não se pode esgotar. O Pentagrama tem seu poder e significado profundo, como todos os símbolos esotéricos, que também vai além de seu caráter instrumental imagístico ou ritual (por mais fascinante que seja), ao representar o Microcosmo (que É como o Macrocosmo, “para realizar o milagre de uma única coisa”, segundo a tradição hermética):</p><p>É também pelo Pentagrama que se medem as proporções exatas do grande e único athanor necessárias à confecção da grande obra. O alambique mais perfeito que possa elaborar a quintessência é conforme esta figura e a própria quintessência é figurada pelo signo do Pentagrama. (LEVI: 1976, p 115)</p><p>É no Pentagrama, representando o próprio Homem/Mulher Universal, que se dá a aventura iniciática e o processo de transformação (transmutação) necessário ao crescimento na Senda Real. Suas proporções e simbologias numéricas fascinam desde a antiguidade, especialmente desde a tradição Pitagórica (o símbolo era sinal sagrado de reconhecimento entre seus membros) que se incorpora em tradições filosóficas e iniciáticas posteriores. Do ponto de vista filosófico, os elementos que representam a arkhé (gr., origem, fundamento, autoridade) e a composição das coisas, 4 em Anaxágoras (Terra, Água, Ar e Fogo), constantes em suas pontas inferiores e laterais, e em sua ponta superior se acrescenta o Quinto elemento aristotélico, que é o Aether (Éter), elemento ordenador e unificador que representa a inteligência (e a vontade). Lembramos também que em representações orientais, i.e. China, os elementos que compõem a Natureza e o Homem também são cinco, recordando o Pentagrama.</p><p>Em representações esotéricas modernas o Pentagrama tem incorporado vários símbolos de diversas tradições – e o símbolo tem um caráter essencialmente sincrético, importante recordar. Elementos de ordem oriental e ocidental são associados ao seu interior ou às suas pontas: símbolos religiosos; símbolos astrológicos e herméticos (também presentes nos templos maçônicos); nomes e representações divinas ou angelicais; símbolos elementos, tawtas etc, ampliando e aprofundando a possibilidade de compreensão da imagem pentagramática. Por exemplo, a Cabala Cristã insere no nome sagrado divino IEVE a letra Shin, formando foneticamente o nome IESHVE, ou YESHUDA ou JESUS na tradição cristã. É importante lembrar que para a Cabala a letra Shin representa o Fogo e passa a representar, no Pentagrama o fogo espiritual (imaterial) que vivifica e concede a imortalidade.</p><p>Para os Pitagóricos os Números eram deuses (segundo alguns comentadores) ou eram representações divinas (segundo outros) e o Pentagrama representava o número importante na construção de seu corpo doutrinário. Tudo é número e cada número tem um significado e expressão esotérica que vai além da mera representação quantitativa. Cada número, representado em símbolos possui um valor e significado ocultos os problemas matemáticos (geométricos) também são representações do caráter humano, natural e divino de tudo no universo. Para a Maçonaria, a relação do Pentagrama com o Número de Ouro ou Proporção Dourada é canônica (BOUCHER: 2010).</p><p>Sobre a importância dos números para esta Escola místico-Filosófica reproduzimos:</p><p>Os Pitagóricos chegaram à razoável conclusão, em seus estudos, de que &#8220;tudo são números&#8221;. Essa afirmação parece ter sido fortemente influenciada por uma descoberta importante da Escola Pitagórica, a explicação da harmonia musical através de frações de inteiros.</p><p>Os Pitagóricos notaram haver uma relação matemática entre as notas da escala musical e os comprimentos de uma corda vibrante. Uma corda de determinado comprimento daria uma nota. Reduzida a 3/4 do seu comprimento, daria uma nota uma quinta acima. Reduzida à metade de seu comprimento, daria uma nota uma oitava acima. Assim os números 12, 8 e 6, segundo Pitágoras, estariam em &#8220;progressão harmônica&#8221;, sendo 8 a média harmônica de 12 e 6. A média harmônica de dois números a e b é o número h dado por 1/h = (1/a + 1/b) 2.</p><p>Pitágoras dava especial atenção ao número 10, ao qual ele chamava de número divino. Dez era a base de contagem dos gregos, e dez são os vértices da estrela de Pitágoras. (COSTA: 2011)</p><p>Ainda sobre o Pentagrama: &#8220;A estrela de Pitágoras&#8221; é a estrela de cinco pontas formada pelas diagonais de um pentágono regular. O pentágono regular era de grande significação mística para os Pitagóricos e já era conhecido na antiga Babilônia. Figuras de muitos significados para a Matemática e a Filosofia da Escola Pitagórica.</p><p><img
src="http://www.revistauniversomaconico.com.br/wp-content/uploads/2011/11/pentagrama2.jpg" alt="" title="pentagrama2" width="487" height="227" class="alignleft size-full wp-image-6309" /></p><p>As diagonais do pentágono regular cortam-se em pontos de divisão áurea. O ponto de divisão áurea de um segmento AB é o ponto C desse segmento que o divide de modo que a razão entre a parte menor e a parte maior é igual à razão entre a parte maior e o todo, ou seja, AC/CB = CB/AB. Para os antigos gregos, o retângulo áureo, isto é, de lados proporcionais aos segmentos AC e CB, é o retângulo de maior beleza. (Idem: 2011)</p><p>Também sobre a relação dos Pitagóricos com o Pentagrama é importante lembrar que foi seu primeiro contato com os números irracionais, representados pelo Número de Ouro que “é um número irracional misterioso e enigmático que nos surge numa infinidade de elementos da natureza na forma de uma razão, sendo considerada por muitos como uma oferta de Deus ao mundo” (EDUC: 2011).</p><p>A história deste enigmático número perde-se na antiguidade. No Egito as pirâmides de Gizé foram construídas tendo em conta a razão áurea : A razão entre a altura de um face e metade do lado da base da grande pirâmide é igual ao número de ouro. O Papiro de Rhind (Egípcio) refere-se a uma &#8220;razão sagrada&#8221; que se crê ser o número de ouro. Esta razão ou secção áurea surge em muitas estátuas da antiguidade. Construído muitas centenas de anos depois (entre 447 e<br
/> 433 a. C.) , o Parthenon Grego , templo representativo do século de Péricles contém a razão de Ouro no retângulo que contêm a fachada (Largura / Altura), o que revela a preocupação de realizar uma obra bela e harmoniosa. O escultor e arquiteto encarregado da construção deste templo foi Fídias. A designação adaptada para o número de ouro é a inicial do nome deste arquiteto &#8211; a letra grega f (Phi maiúsculo).</p><p>Os Pitagóricos usaram também a secção de ouro na construção da estrela pentagonal.</p><p>Não conseguiram exprimir como quociente entre dois números inteiros, a razão existente entre o lado do pentágono regular estrelado (pentáculo) e o lado do pentágono regular inscritos numa circunferência. Quando chegaram a esta conclusão ficaram muito espantados, pois tudo isto era muito contrário a toda a lógica que conheciam e defendiam que lhe chamaram irracional.</p><p>Foi o primeiro número irracional de que se teve consciência que o era. Este número era o número ou secção de ouro apesar deste nome só lhe ser atribuído uns dois mil anos depois.</p><p>Posteriormente, ainda os gregos consideraram que o retângulo cujos lados apresentavam esta relação apresentava uma especial harmonia estética que lhe chamaram retângulo áureo ou retângulo de ouro, considerando esta harmonia como uma virtude excepcional.  (EDUC: 2011)</p><p>Para o Maçom, a representação e o simbolismo do Pentagrama, está presente em diversos momentos, nos diversos rituais e nos Templos, mesmo que muitos maçons não percebam sua relação pertinente, presente na simbologia de muitos ritos, do Compasso e Esquadro, da disposição das Luzes e da própria circulação em Loja, por exemplo. É de suma importância a interpretação Pitagórica do Pentagrama como símbolo de aprofundamento iniciático, diretamente essencial aos estudos de aperfeiçoamento moral e espiritual do obreiro. A tradição hermética-pitagórica, salvo a ausência de documentos da própria escola, baseia-se tanto nas informações doxográficas e nos comentários dos diversos filósofos e historiadores da matemática sobre a tradição Pitagórica.</p><p>Conta-se que Platão, séculos depois do fim da ordem, comprou à peso de ouro um manuscrito de Filolau de Crotona que divulgou os segredos da ordem. Lenda ou não, a tradição Pitagórica, mística e matemática, influenciou toda a metafísica platônica, refletindo-se em sua interpretação geométrica do universo. Os “segredos” iniciáticos da escola eram transmitidos por uma rígida disciplina e os seus estudos matemáticos faziam parte de uma ascese espiritual, lembrando a frase do pórtico da academia platônica: “não entre aqui quem não for geômetra”. Assim, Pitágoras e seus discípulos, passam a ser associados a uma tradição numerológica essencial para a senda iniciática e que se perpetua nas simbologias, referencias e proporções dos templos maçônicos, inclusive nas persistências do Pentagrama, chamado de SAÚDE pelos Pitagóricos (lembrando que para os Gregos a Saúde estava representada no Equilíbrio e na Harmonia das forças), e símbolo hermético do domínio sobre as forças caóticas do Universo através da Inteligência Sã e da Vontade.</p><p>O Pentagrama pode ser desenhado com uma única linha, representando a energia espiritual e mágica que desce desde o vértice superior e circula ao inferior esquerdo e daí ao direito, indo ao esquerdo e ao inferior direito e que novamente ascende o superior, num fluxo e refluxo energético contínuo e dinâmico. Sobre a relação do Pentagrama e o número cinco, considerado positivo e benéfico, com a obra maçônica, reproduzo o seguinte texto, sobre um tema que é rico e continua a oferecer muitos significados, cabendo também, o símbolo, como um elemento de meditação e reflexão sobre o verdadeiro LOCAL DO TEMPLO (e athanor) onde se realiza a Obra do Caminho Real.</p><p>O número cinco representa os elementos da natureza: a terra, a Água, o Ar, o Fogo e a Semente ou Germe.<br
/> PENTA, em grego, expressa o número cinco e serve de prefixo para diversas palavras, como exemplo, PENTÁGONO, PENTAGRAMA e PENTATEUCO.<br
/> Já no misticismo numérico de Saint-Martin, o quinário é o número do princípio maléfico, portanto, diferindo da interpretação maçônica.</p><p>O pentagrama é um símbolo muito mais antigo do que se pode pensar. No ocidente alguns afirmam que este símbolo nasceu com Salomão, porém, ele já era usado no Antigo Egito onde há registros em tumbas e sarcófagos.</p><p>O pentagrama sempre esteve associado com o mistério e a magia. Ele é a forma mais simples de estrela, que deve ser traçada com uma única linha, sendo consequentemente chamado de &#8220;Laço Infinito&#8221;.</p><p>Quem deu o nome de Estrela Flamejante ao pentagrama foi o teólogo e médico Enrique Cornélio Agrippa de Neteshein &#8211; natural de Kholn (Colônia), onde nasceu, no final do século XV &#8211; que também era dedicado à magia, à alquimia e à filosofia cabalística.</p><p>Em Maçonaria, a Estrela Flamejante só foi introduzida nos meados do século XVIII, na França, pelo barão de Tschoudy, também ligado ao ocultismo. Ela, na Ordem maçônica, é relacionada às escolas pitagóricas, mas não se pode esquecer que Pitágoras também era dedicado à magia, não sendo de admirar o fato de ter adotado esse que é o símbolo máximo da magia. Em resumo, o pentagrama é uma forma geométrica, utilizada por muitos povos, religiões, associações, com os mais diversos significados, não sendo um símbolo puramente maçônico.</p><p>Na magia, de acordo com a sua orientação, o pentagrama pode acompanhar operações de magia branca, ou de magia negra. Quando colocada com sua ponta isolada para cima, ela significa teurgia e conclama as influências celestiais, que, por seu poder mágico, virão em apoio ao invocador; com a ponta isolada voltada para baixo, ela significa goécia e, de acordo com as intenções do mago, atrai maléficas influências astrais. Dessa segunda forma, algumas religiões satânicas o utilizam em seus rituais. Aparece dentro desse pentagrama invertido a figura de um bode, representação do mal, o Bode de Mendes. Isso tem servido a opositores da Maçonaria como fundamento à uma prova, falsa diga-se para ficar registrado, de que nossa Ordem serviria a propósitos torpes e de adoração do mal.</p><p>A real significação no simbologismo maçônico é o próprio homem, inserido dentro do pentagrama, com cabeça e membros, daí também ser chamada de Estrela Hominal. As pernas ocultam o membro viril, revelado na Estrela de Davi, de seis pontas. Significa ainda a Paz e o Amor Fraterno. Pode também significar os cinco sentidos, um atribuído a cada uma de suas pontas.</p><p>Cabe acrescentar que esse símbolo não era conhecido dos primeiros maçons e atualmente somente alguns ritos a utilizam. O Rito York, por exemplo, adota somente a estrela de seis pontas.</p><p><b>Agradecimentos</b> ao Ir∴ Marcos Santana pela orientação sobre a importante relação do Pentagrama com a tradição pitagórica presente na maçonaria e aos Irs∴ do Grupo de Estudos em Simbolismo Maçônico pelas discussões e esclarecimentos que permitiram complementar<br
/> este trabalho).</p><div
class="autor"><p> Autor: Ir∴ Fernando Guilherme S. Ayres <br
/> ARLS Amor e Justiça N° 02</p><p>-</p><p>BIBLIOGRAFIA<br
/> - BOUCHER, Jules. A Simbólica Maçônica ou a Arte Real reeditada e corrigida de acordo com as Regras da Simbólica Esotérica e Tradicional. 13 ed. São Paulo : Pensamento, 2010.<br
/> - COSTA, Cristina. A vida de Pitágoras.   www.blogmcris.blogspot.com/2009/06/pequena-biografia-de-pitagoras. Acessado em 06/10/2011.<br
/> - EDUC. O Número de ouro. www.educ.fc.ul.pt/icm/icm99/icm17/ouro. Acessado em 06/10/2011.<br
/> - LEVI, Eliphas. Dogma e Ritual da Alta Magia. São Paulo: Pensamento, 1976.<br
/> - ______. As Origens da Cabala: O Livro dos Esplendores; O Sol Judaico; A Glória Cristã e a Estrela Flamejante – Estudo acerca das origens da Cabala com investigações sobre os mistérios da Franco-Maçonaria, seguido da Profissão de Fé e de elementos da Cabala. São Paulo: Pensamento, 1977.<br
/> - ______. História da Magia: com uma exposição clara e precisa de seus processos, de seus ritos e seus mistérios. São Paulo : Pensamento, 1979.<br
/> - Tempo de Estudo &#8211; www.polibusca.com.br/texto.aspx?idTxt=350<br
/> Acessado em 07/10/2011</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.revistauniversomaconico.com.br/interpretacao/o-pentagrama/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Lapidando minha pedra</title><link>http://www.revistauniversomaconico.com.br/conhecimento/lapidando-minha-pedra/</link> <comments>http://www.revistauniversomaconico.com.br/conhecimento/lapidando-minha-pedra/#comments</comments> <pubDate>Thu, 17 Nov 2011 17:16:35 +0000</pubDate> <dc:creator>admin</dc:creator> <category><![CDATA[Conhecimento]]></category> <category><![CDATA[Edição 17]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.revistauniversomaconico.com.br/?p=6300</guid> <description><![CDATA[Desde que me iniciei nesta Augusta Ordem, e desde que adentrei ao templo em busca da verdadeira luz, me foi sempre dito que deveria lapidar minha pedra bruta. Disseram-me também que este lapidar seria um trabalho lento e solitário, onde deveria aparar minhas arestas sem reparar nas imperfeições de outras pedras. Entretanto, a solidão na [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img
src="http://www.revistauniversomaconico.com.br/wp-content/uploads/2011/11/pedrabruta.jpg" alt="" title="pedrabruta" width="154" height="198" class="alignleft size-full wp-image-6302" /></p><p>Desde que me iniciei nesta Augusta Ordem, e desde que adentrei ao templo em busca da verdadeira luz, me foi sempre dito que deveria lapidar minha pedra bruta. Disseram-me também que este lapidar seria um trabalho lento e solitário, onde deveria aparar minhas arestas sem reparar nas imperfeições de outras pedras. Entretanto, a solidão na caminhada ao espiritual não significa viver apartado das pessoas, pois o crescimento sem a companhia dos irmãos é impossível, visto que desapareceriam os referenciais que servem de colunas de orientação.</p><p>Da mesma forma, torna-se impossível lapidar minha pedra sem reparar nas pedras a meu lado que me servem de vetor e por isso mesmo de orientação em minha lenta lapidação. É muito fácil dizer que eu não reparo na imperfeição da pedra alheia e por isso também não vou querer que reparem na imperfeição da minha.</p><p>A Maçonaria é sábia e perfeita em seus ensinamentos e nada nos é colocado sem que haja uma razão de ser. Se no primeiro grau simbólico a pedra bruta tem que ser desbastada, ela terá sempre como molde a pedra cúbica. Para que possa o Aprendiz galgar sua subida na escada de Jacó, ele sempre terá como modelo o Companheiro. Dá mesma forma, o Companheiro no polimento de sua pedra cúbica aprimorando-se em busca da perfeição maçônica, também o fará moldando-se no modelo da pedra polida, que por seu polimento reflete a sabedoria e conhecimentos do Mestre.</p><p>Daí a importância em reparar nas perfeições e porque não dizer nas imperfeições de outras pedras, pois até mesmo o errado nos é importante para que saibamos o que vem a ser o certo. A maçonaria é perfeita, mas o homem, este, está fadado à imperfeição, pois vive ainda em sua constante luta entre o espírito e a matéria.</p><p>Vemos também a necessidade de um aprendizado em conjunto nas palavras de Lev Vygotsky que particulariza o processo de ensino e aprendizagem na expressão “obuchenie” própria da língua russa, que coloca aquele que aprende e aquele que ensina numa relação interligada e diz ainda que “na ausência de outro, o homem não se constrói homem”. Pois se de uma forma devemos abrir nossos corações para o que nos ensinam, da mesma forma quem nos ensina deve saber tocar nossos corações.</p><p>A grande importância de nos reunirmos está em revigorar nossas forças para o solitário desbastar de nossas imperfeições, pois além do carinho, da fraternidade, do amor que nos une e nos fortalece, está também o exemplo que damos e que seguimos. Pois fica, assim, mais palpável para nós, tornarmos pessoas melhores, se estivermos ao lado de pessoas que consideramos e admiramos.</p><p>Jean Piaget, Emília Ferreira, Tânia Zagure, Paulo Freire, Rubens Alves, entre tantos outros pedagogos e pensadores são unânimes em reconhecer que aprendemos mais pelos exemplos que temos do que pelas palavras que nos falam, ou seja, a máxima – faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço – não funciona nem em nossa infância, quanto mais em nossa maturidade. E, sendo assim, não adianta dizer que por ser um trabalho solitário, tal trabalho não me dará responsabilidades para com as pedras a meu redor, não basta polir somente a minha pedra, tenho que também servir de exemplo para o polimento de outras a meu lado.</p><p>Todavia, inerente a tal afirmativa, o maçom está fadado a ser sempre um exemplo a ser seguido, um exemplo de moral, virtude, sabedoria, instrução, bondade, tolerância, ou seja, estará sempre sendo cobrado em sua luta eterna na construção de castelos a virtudes e masmorras ao vício. O Aprendiz vem a ser um exemplo de modelo ao profano, e terá o Companheiro como modelo, que por sua vez se espelhará nos Mestres, pois a Arte Real sabiamente dividiu os graus simbólicos em três da seguinte forma: no primeiro conheça a ti mesmo, vença suas paixões e submeta suas vontades; no segundo adquira conhecimento, através das ciências para que no terceiro já esteja pronto para ministrar os conhecimentos adquiridos e venha a formar novos Mestres.</p><p>Daí, a importância de nos reunirmos, tanto em loja, quanto fora dela em nossos momentos de ágape, para que na troca de experiências possamos nos aprimorar, e comungando, em fraternidade e harmonia, possamos revigorar nossas forças para a árdua caminhada em busca de conhecimento e sabedoria para nos tornarmos homens melhores, servindo de exemplo ao resto da humanidade.</p><div
class="autor"><p>Autor: Ir∴ Ivan Barbosa Teixeira • M∴M∴ <br
/> ARLS Vale do Itapemirim</p></div> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.revistauniversomaconico.com.br/conhecimento/lapidando-minha-pedra/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>O Simbolismo do Avental do Grau 4 e a sua Joia</title><link>http://www.revistauniversomaconico.com.br/simbologia/o-simbolismo-do-avental-do-grau-4-e-a-sua-joia/</link> <comments>http://www.revistauniversomaconico.com.br/simbologia/o-simbolismo-do-avental-do-grau-4-e-a-sua-joia/#comments</comments> <pubDate>Thu, 17 Nov 2011 15:14:10 +0000</pubDate> <dc:creator>admin</dc:creator> <category><![CDATA[Simbologia]]></category> <category><![CDATA[Edição 17]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.revistauniversomaconico.com.br/?p=6358</guid> <description><![CDATA[I. INTRODUÇÃO O presente trabalho tem por objetivo estudar e decifrar os símbolos que compõem o Avental e a Joia do Mestre Secreto, apoiando-se em quatro pilares: a história, a simbologia, a filosofia e a experiência pessoal de cada Ir∴ que constitui o grupo. Ressalte-se, que o trabalho em epígrafe, não tem o condão de [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<h2>I. INTRODUÇÃO</h2><p><img
src="http://www.revistauniversomaconico.com.br/wp-content/uploads/2011/11/avental1.jpg" alt="" title="avental" width="219" height="179" class="alignleft size-full wp-image-6362" /></p><p>O presente trabalho tem por objetivo estudar e decifrar os símbolos que compõem o Avental e a Joia do Mestre Secreto, apoiando-se em quatro pilares: a história, a simbologia, a filosofia e a experiência pessoal de cada Ir∴ que constitui o grupo.<br
/> Ressalte-se, que o trabalho em epígrafe, não tem o condão de esgotar o tema, muito pelo contrário, é uma pequena contribuição para estimular os IIr∴ a darem continuidade na marcha da busca do conhecimento.</p><p>A bem da verdade, e, muito embora o material de pesquisa referente aos temas, seja escasso, o grupo envidou os seus melhores esforços, para trazer o que de melhor poderia constituí-lo.</p><p><img
src="http://www.revistauniversomaconico.com.br/wp-content/uploads/2011/11/olho-abeta.jpg" alt="" title="olho-abeta" width="80" height="44" class="alignleft size-full wp-image-6363" /><br
/><h2>II. O OLHO NA ABETA</h2><p>Segundo o nosso ritual e o que aprendemos em nossa instrução de grau, o olho na abeta, tem por significado:</p><p>“O OLHO NA ABETA DO AVENTAL É O SIMBOLO DO SOL, O OLHO DO UNIVERSO, CONSIDERADO PELOS ANTIGOS COMO A IMAGEM DA DIVINDADE.”</p><p>Se olharmos atentamente, o formato da abeta, iremos ver que nada mais é do que o formato do Delta, ou seja, o Triângulo em posição ao contrário, dentro do triângulo temos o olho que, no conjunto, é chamado de Delta Luminoso que é localizado nas oficinas no Oriente e em cima do trono.</p><p>O Olho em seu conjunto também significa que é o olho da consciência, sendo que nada poderá permanecer oculto perante ele, pois ele tudo vê.</p><p>Comparado com o sol ele é uma fonte inesgotável de luz e energia e, é por isso que quando de nossa iniciação na ordem maçônica, quando nos é desvendado nossos olhos, nos é dada a luz.</p><p>Ele também é considerado, simbolicamente, o olho da sabedoria e da providência, que observa tudo, vê e provê, simbolizando, ainda, os atributos da Divindade, sendo que dentro de nossa ordem, temos ele como a imagem divina da suprema relevância para nossa vida.</p><p>No sentido esotérico tratar-se-ia do terceiro olho, que seria o olho espiritual e não um órgão do ser humano.</p><p>Na simbologia maçônica ele representa a existência da humanidade, a vida e o ser supremo, em sua plenitude, ou seja, ele representa o Grande Arquiteto do Universo, que é Deus, o qual tudo sabe e tudo vê e que por ele somos guiados.</p><p><img
src="http://www.revistauniversomaconico.com.br/wp-content/uploads/2011/11/azul-branco-preto.jpg" alt="" title="azul-branco-preto" width="94" height="56" class="alignleft size-full wp-image-6364" /><br
/><h2>III. AS CORES: AZUL, BRANCA E PRETA</h2><p>Na simbologia maçônica podemos encontrar um paralelo nas diversas fases graduais que o iniciado tem passar para atingir o ápice da Escada de Jacó.</p><p>No Rito Escocês essas fases são representadas pela Maçonaria azul, correspondentes às Lojas Simbólicas, a Maçonaria branca correspondente às Lojas de Perfeição e Capitulares, e a Maçonaria vermelha, que corresponde aos graus filosóficos.<br
/> Este último comporta, ainda, uma divisão em Maçonaria negra, que integra os três últimos graus da escalada de trinta e três graus previstos.</p><p> a) <b>BRANCA:</b> Simboliza uma das cores mais importantes usadas pela Maçonaria, simboliza a inocência, a candura é a cor dos Aventais de Aprendizes e Companheiros.</p><p>b) <b>AZUL:</b> Simboliza a Piedade, temperança, doçura, lealdade, sabedoria, recompensa, amizade, fidelidade, perfeição infinita de Deus.</p><p>c) <b>PRETA:</b> Tristeza, morte, circunspeção (moderação; prudência; reserva; cautela; seriedade). Os alquimistas justificavam esse simbolismo dizendo que toda semente seria inútil se permanecesse intacta na terra, sem apodrecer e ficar negra.</p><p><img
src="http://www.revistauniversomaconico.com.br/wp-content/uploads/2011/11/ramo-loureiro.jpg" alt="" title="ramo-loureiro" width="133" height="91" class="alignleft size-full wp-image-6365" /><br
/><h2>IV. O RAMO DE LOUREIRO</h2><p>A lenda Grega conta que Apolo, o mais belo deus do Olimpo, autoconfiante com seu arco de prata irritou o Cupido com sua arrogância, assim, o Cupido, por vingança, lançou duas flechas, uma de amor em Apolo e outra de chumbo na ninfa Dafne, filha do rio-deus Peneu, que afastava dela o desejo de amar.</p><p>Doente de amor, Apolo começou o assédio sobre Dafne, que recusava todos os seus pretendentes, não deixando de recusar até mesmo o belo deus.</p><p>Em certa ocasião Apolo começou uma perseguição a Dafne, que corria desesperada pela floresta, sem, no entanto, conseguir esconder-se ou evitá-lo. Ele estava cada vez mais próximo de seu objetivo quando Dafne, ao ver seu pai por entre as árvores, suplicou-lhe que fizesse parar o seu sofrimento.</p><p>Peneu então, vendo que Apolo já tocava os cabelos da filha a enfeitiçou. Assim, Dafne sentiu seu corpo adormecer, sua pele se transformou em casca, os cabelos em folhas, os braços enrijeceram e viraram galhos, os pés fincaram-se no chão e se transformaram em raízes.</p><p>Transtornado, Apolo se agarrou à árvore, em que se transformara o seu grande amor, e chorou, prometendo que os ramos do loureiro sempre o acompanhariam em forma de uma coroa verde e vistosa, participando de seus triunfos eternamente.</p><p>Dessa maneira, os ramos de loureiro ficaram associados a Apolo, tanto que nos Jogos Olímpicos ele ainda constitui parte do prêmio, significando a busca apaixonada pela conquista de um ideal.</p><p>Mitologia à parte, nos dias atuais, o louro simboliza o dever do triunfo sobre as próprias paixões, é o símbolo da glória e da consagração; por ter o loureiro as folhas sempre verdes também simbolizam a imortalidade da Natureza, filosoficamente, da vontade.<br
/> Concomitantemente, a luta pelo ideal também está sendo travada quando dizemos submeter nossas vontades, ou vencer as paixões, isso, também, objetiva uma conquista, a conquista do intelecto, é uma conquista interior, portanto, merecedora do ramo de louro; aquele no avental, que significa o triunfo sobre as próprias paixões e a conquista da paz interior. É a parte &#8220;misteriosa&#8221; da Maçonaria, reservada aos Iniciados.</p><p>O Mestre Secreto não é o dirigente do grupo ou o Presidente; cada membro do Grau 4 é constituído Mestre Secreto, porque passa a ser dirigente de si próprio iluminado pelos conhecimentos que adquire.</p><p><img
src="http://www.revistauniversomaconico.com.br/wp-content/uploads/2011/11/laurel-e-oliveira.jpg" alt="" title="laurel-e-oliveira" width="130" height="87" class="alignleft size-full wp-image-6366" /><br
/><h2>V. O LAUREL E A OLIVEIRA</h2><p>Segundo ADOUM, esta folhagem simboliza a vitória sobre si mesmo, é a paz na vida espiritual e física.</p><p>Significa, portanto, vitória e Paz, as quais se consegue pelo triunfo do espírito sobre a matéria.</p><p>Diz-se, porém, o “Manual Del Maestro Secreto” que o Laurel e a Oliveira que coroam o Mestre Secreto. “São os Emblemas da vitória, alcançada sobre si mesmo, sobrepondo aos seus ideais, vícios, erros e paixões”.</p><p>É a paz da Alma que deriva desta conquista, a Paz que sucede as tempestades interiores, a luta obscura com os instintos e tendências negativas (nindanas para os Indus) polaridade em equilíbrio, internamente desconhecida para aquele que não tenha triunfado alguma vez vitoriosamente na sua luta sobre suas tendências inferiores.</p><p>A Oliveira de Paz identifica-se Simbolicamente com o Rei Salomão o Rei Universalmente conhecido e renomado pela sua sabedoria e cujo nome significa “Igualmente Paz”.</p><p><img
src="http://www.revistauniversomaconico.com.br/wp-content/uploads/2011/11/letra-z.jpg" alt="" title="letra-z" width="51" height="61" class="alignleft size-full wp-image-6367" /><br
/><h2>VI. A LETRA Z</h2><p>A letra Z, que se encontra escrita sobre a Chave de Marfim, é a primeira letra da Palavra de Passe. Mas é, sem dúvida alguma, a letra hebraica Zaim, cuja forma é a de um Malhete ou a de um sete e que, precisamente, tem o valor numérico 7.</p><p>Segundo Magister, a letra Zaim, em sua forma hebraica, tem o significado de sua primeira letra, ou seja, dente, isto é, diz ele:<br
/> “Mostra uma curiosa analogia com o material de que se compõe a mística chave que permite o ingresso ao Santuário. E o próprio dente tem sido venerado como emblema da Sabedoria. A Espada Flamígera é a letra Zaim, inicial da palavra de passe, que indica, além do seu valor numérico 7, a necessidade de realizar filosoficamente a idade simbólica do Mestre, para que nos  seja possível acertar-nos em estado de pureza, inocência e consequüente incorruptibilidade – ao Fogo Divino que, com a regeneração, nos faz participar do seu Poder Criador”. (p.93)</p><p>E, realmente, escreve Eliphas Levi (DRAM), relacionando a letra Zain com a sétima figura do Taro, o Triunfo, ela significa para os cabalistas: “Arma, gládio, espada flamejante de querube, setenário sagrado triunfo, realeza, sacerdócio”.</p><p>Como se pode constatar por esta citação, estamos sempre nos encontrando em presença de símbolos cabalísticos, e com eles nos depararemos em todos os Graus filosóficos.</p><p>Assim, o setenário, sobre o qual Eliphas Levi escreve:<br
/> <em>“O setenário é o número sagrado em todas as teogonias e em todos os símbolos porque é composto do ternário e do quaternário. O número 7 representa o poder mágico em toda a sua força: é a alma servida pela natureza; é o sanctus regium de que falam as clavículas de Salomão, e que é representado, no Taro, por um guerreiro coroado, trazendo um triângulo em sua couraça, estando em pé em cima de um cubo, ao qual se acham atreladas duas esfinges, uma branca e outra preta, que puxam em sentido contrário e voltam a cabeça, olhando uma para a outra. Este guerreiro está armado de uma espada flamígera, e tem, na outra mão, um cetro rematado por um triângulo e uma bola. O cubo é a pedra filosofal. As esfinges as duas forças do grande agente, correspondentes a Jakin e Boaaz, que são as duas colunas do Templo, a couraça é a ciência das coisas divinas, que faz o sábio invulnerável aos golpes humanos; o cetro é a varinha mágica; a Espada Flamejante é o sinal da vitória sobre os vícios que são em número de sete, como as virtudes; as ideias dessas virtudes e desses vícios eram figuradas, pelos antigos, pelos Símbolos dos sete planetas então conhecidos”</em></p><p>E, desta forma somos naturalmente levados a um outro Símbolo, que representa o setenário e é um dos ornamentos indispensáveis do Grau: o candelabro de sete velas. Temos de considerar, porém, a letra Zaim na mesma figura cabalística do Triunfo.<br
/> Sobre este Símbolo do Taro, J. Iglesias (LCP) escreve:</p><p>No <b>Plano Espiritual</b> simboliza a ascendência do espírito sobre a Matéria, o conhecimento dos sete princípios que dirigem os atos criadores, e existência potencial das sete virtudes que dão eficácia a estes atos;</p><p>No <b>Plano Mental</b> representa o desenvolvimento da dúvida pela luz do intelecto, a eliminação dos erros pela posse gradual da verdade;</p><p>No <b>Plano Físico</b> propende a inspirar desejos e impulsos de superação, criar contrastes entre o mundo interno e externo e determinar vacilações e resoluções, as primeiras deprimentes, as segundas afortunadas;</p><p><b>Axioma Transcendente:</b> Quando a ciência entrar em teu coração, e a sabedoria for doce à tua alma, pede e te será dado.</p><p><img
src="http://www.revistauniversomaconico.com.br/wp-content/uploads/2011/11/chave-de-marfim.jpg" alt="" title="chave-de-marfim" width="63" height="89" class="alignleft size-full wp-image-6368" /><br
/><h2>VII. A CHAVE DE MARFIM</h2><p>A chave não possui uma origem conhecida, porém sempre está associada à abertura ou fechamento de alguma coisa, como se vê a seguir:</p><p> <em>“Dar-te-ei as Chaves do Reino dos Céus; o que ligares na terra terá sido ligado nos Céus; e o que desligares na terra, terá sido desligado nos Céus”. (Mateus 16:19)</p><p>“Quando o vi, caí aos seus pés como morto. Porém ele pôs sobre mim a sua mão direita, dizendo: Não temas, eu sou o Primeiro e o Último, e aquele que vive pelos séculos dos séculos, e tenho as Chaves da morte e do Inferno” (Apocalipse 1:17-18).</em></p><p>O marfim tem sido desde os mais antigos povos, já civilizados, um material precioso de adorno e provém, na maioria das vezes, dos dentes dos elefantes.</p><p>Trata-se de uma matéria óssea, muito branca e que se presta à escultura e confecção de joias. O marfim simboliza a pureza e o elefante a inteligência.</p><p>Na Maçonaria, a chave é um símbolo exclusivo dos Graus Filosóficos; quando da iniciação do Grau de Mestre Secreto é entregue ao iniciado o avental e a fita contendo a joia do grau a qual representará, para o mestre secreto, que o mesmo deve manter em segredo os ensinamentos recebidos e guardá-los em seu coração; e sempre lembrando que o marfim com sua brancura, representa a pureza e a fragilidade que deve ser cuidadosamente manipulada para se “fechar” e/ou “abrir” o “cofre” sem destruir a chave.</p><div
class="cut"><p>&#8220;A BUSCA DE UMA VIDA SENSATA, JUSTA E PIEDOSA&#8221;</p></div><h2>DA CONCLUSÃO</h2><p>Como se vê, meus queridos IIr∴, o presente trabalho é composto pelas Joias e pelo Avental do M∴ S∴, os quais estão carregados de história, de simbologia, de filosofia, todos estes aplicáveis à vida do maçom e deste, para o mundo profano.</p><p>Os Símbolos do Grau de Mestre Secreto giram em torno da consagração ao silêncio do sábio, a discrição do bom Obreiro e do sigilo que todos os maçons devem carregar consigo em sua jornada.</p><p>Todos estes símbolos, repletos de ensinamentos maçônicos, se completam entre si e, servem de bússola para o que o maçom trilhe esta senda, conhecida por todos nós como “vida”.</p><p>O maçom verdadeiramente iniciado e, porque não dizer praticante, que continuamente busca a verdade, almeja para si e, também para os outros, encontrar a paz (oliveira), aquela que habita no seu interior (espiritual), aquela que a humanidade desde a sua criação busca encontrar e implar no seio da sociedade (na vida terrena).</p><p>Entretanto, as aflições deste mundo (e aí, podemos citar os problemas de saúde, financeiros, familiares, etc.), por vezes, ao longo da nossa jornada, nos assolam e por escolha ou falta dela, assim, carregamos em silêncio (letra z), estas aflições, que acabam turbando os nossos corações e afastando de nós os louros (das vitórias e dos triunfos) desta vida.</p><p>Nestas horas de luto (preto da orla do avental) e que nos encontramos tão apequenados é que recordamos que: “Os olhos do Senhor estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons”. (Provérbios 15:3) (Os olhos na abeta).</p><p>E nesta força, nos levantamos e dispomos a seguir da nossa caminhada para buscar a vivência da justiça, da sensatez e da piedade, a começar em nós.</p><p>Esse estado de espírito começa em nós, em nossos relacionamentos, na vida da família, nas casas de oração, enfim, em toda sociedade.</p><p>Neste espírito, podemos vivenciar plenamente a máxima do G∴ do M∴ S∴ “Fidelidade ao dever que vossa consciência vos impõe”.</p><p>Também, neste espírito, é que desejamos que todos nós ao terminarmos essa vereda chamada vida e ao nos posicionarmos de pé e à ordem perante o GADU, que estejamos cingidos com o nosso avental de A∴ M∴, esse mais alvo que a neve, assim como começamos a nossa pequena estadia terrena (branco do avental e a chave de marfim).</p><div
class="autor"><p> Autores:<br
/> Ir∴ Giuseppe Dilettoso<br
/> Ir∴ Izildo Castilho Junior<br
/> Ir∴ Norival Ernesto Fiori<br
/> Ir∴ Ricardo Duregger<br
/> Ir∴ Rodrigo de Maio<br
/> Ir∴ Sérgio Luiz Gonçalves<br
/> Ir∴ Valmir André Maronato Guimarães de Oliveira</p><p>-</p><p>Bibliografia<br
/> - A Bíblia Anotada &#8211; Editora Mundo Cristão &#8211; São Paulo<br
/> - Apostilas de Instruções do Grau 4º.<br
/> - Comentários aos Graus Inefáveis do REAA – Denizart Silveira de Oliveira Filho – Editora Maçônica “A Trolha” Ltda.<br
/> - Dicionário Maçônico &#8211; Rizzardo da Camino – Madras.<br
/> - Instruções para Lojas de Perfeição – Para 4º Grau – Nicola Aslan – Editora Maçônica “A Trolha” Ltda.<br
/> - Instruções para Lojas de Perfeição – Para 5º ao 14º Grau – Nicola Aslan – Editora Maçônica “A Trolha” Ltda.<br
/> - Manual Heráldico do Rito Escocês Antigo e Aceito &#8211; Volume I &#8211; Graus 1º a 18º &#8211; José Castellani em parceria com Cláudio Roque Buono Ferreira &#8211; Editora A Gazeta Maçônica &#8211; 1995<br
/> - Nelson Luiz Campos Leite &#8211; Guia Devocional Diário No<br
/> Cenáculo -Setembro/Outubro de 2011.<br
/> - Rede Mundial das Informações &#8211; Internet<br
/> - Rito Escocês Antigo e Aceito – 1º ao 33º – Rizzardo da<br
/> Camino – Madras<br
/> - Ritual do Grau 4º.</p></div> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.revistauniversomaconico.com.br/simbologia/o-simbolismo-do-avental-do-grau-4-e-a-sua-joia/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>O tapete do Rito Schröder</title><link>http://www.revistauniversomaconico.com.br/vivencia-maconica/o-tapete-do-rito-schroder/</link> <comments>http://www.revistauniversomaconico.com.br/vivencia-maconica/o-tapete-do-rito-schroder/#comments</comments> <pubDate>Thu, 17 Nov 2011 13:09:13 +0000</pubDate> <dc:creator>admin</dc:creator> <category><![CDATA[Vivência Maçônica]]></category> <category><![CDATA[Edição 17]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.revistauniversomaconico.com.br/?p=6293</guid> <description><![CDATA[O Tapete tem sua origem no costume dos antigos maçons especulativos de traçar com giz ou carvão no chão dos locais de reunião as ferramentas do ofício de construtor. Estes desenhos eram apagados após o encerramento da Loja e refeitos antes da próxima sessão. Posteriormente, para facilitar os trabalhos, foram utilizados tecidos pintados que eram [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img
src="http://www.revistauniversomaconico.com.br/wp-content/uploads/2011/11/tapete.jpg" alt="" title="tapete" width="262" height="353" class="alignleft size-full wp-image-6298" /></p><p>O Tapete tem sua origem no costume dos antigos maçons especulativos de traçar com giz ou carvão no chão dos locais de reunião as ferramentas do ofício de construtor. Estes desenhos eram apagados após o encerramento da Loja e refeitos antes da próxima sessão. Posteriormente, para facilitar os trabalhos, foram utilizados tecidos pintados que eram estendidos no chão, tal qual um tapete. O Irmão Schröder resgatou este costume, enquanto outros Ritos o substituíram pelos Painéis dos Três Graus.</p><p>Na Alemanha, embora não esteja previsto no Ritual, o Tapete de Schröder é confeccionado em três tamanhos:<br
/> a) pequeno: 90 x 120 cm; b) médio: 120 x 180 cm; c) grande: 150 x 225 cm. Contudo, o que está previsto no Ritual é a sua forma, obrigatoriamente retangular.</p><p>É importante salientar que o Templo do Rito Schröder &#8211; representando a Oficina de Trabalho erguida ao lado do “Templo que estamos construindo” – é, por isto mesmo, despojado de símbolos, os quais ficam concentrados no Tapete. As exceções são a Bíblia, o Compasso e o Esquadro &#8211; As Três Grandes Luzes da Maçonaria &#8211; que estão sobre o Altar (mesa do V∴M∴); e as Três Pequenas Luzes: Sabedoria, Força e Beleza, representadas pela chama das três grandes velas colocadas sobre os candelabros (colunas) no Sudeste, Sudoeste e Sul do Tapete.</p><p>Para entendermos a importância do Tapete (que o Ritual define como “a planta do Templo de Salomão”), é preciso que analisemos os significados dos objetos nele representados de acordo com a ótica humanista com forte característica ética e moral, resgatadas por Schröder:</p><p> <b>Conclusão:</b></p><ul><li>O escritor e ex-Grão-Mestre, Albert Pike (1809- 1891), declarou ser um privilégio inalienável do maçom interpretar os símbolos da Maçonaria para si próprio.</li><li>No sentido amplo, símbolo é um sinal ou objeto ao qual se dá uma significação moral. Para a Psicologia, é a ideia consciente que representa e encerra a significação de uma outra ideia inconsciente.</li><li>Assim, nós devemos refletir sobre cada objeto, ferramenta ou sinal para os quais existem e podemos atribuir muitos significados. A abrangência destas interpretações depende do nosso estágio individual de conhecimento e percepção, estágio este que é simbolicamente representado pelos três Graus da Maçonaria Simbólica.</li><li>Os conhecimentos obtidos devem ser aplicados em nosso dia-a-dia, fazendo-nos crescer como seres humanos e cidadãos. Melhorar a nós mesmos e, por decorrência, a Sociedade que nos cerca, tornando-a mais justa, humanitária e fraterna, é a finalidade e Grande Obra da Maçonaria.</li><li>Comentário final: o Compasso que, para o maçom, representa os limites, não está representado no Tapete por ser a “Jóia do Grão-Mestre”, que é quem impõe os limites na Maçonaria.</li></ul><p>-</p><p><b>A. Martelo Pontiagudo (Escoda ou Martelo de Pedreiro):</b> o espírito atuando sobre a matéria com sabedoria. É uma das ferramentas de trabalho dos Aprendizes no desbaste da Pedra Bruta, removendo de seu caráter os vícios e preconceitos.</p><p><b>B. Céu:</b> limpo no Oriente, de onde veio a &#8220;Luz&#8221;, as Artes, a Ciência. Nublado no Ocidente, onde o Sol se põe e onde, simbolicamente, estão os que ainda não alcançaram o conhecimento maçônico pleno.</p><p><b>C. Colher de Pedreiro (usualmente denominada “trolha”):</b> a proteção da Obra contra más influências.</p><p><b>D. Esquadro:</b> o Dever, a Justiça, a equidade e a retidão de caráter. Lembra a igualdade de todos os maçons perante a Lei e o limite moral das nossas ações perante nossos semelhantes. É a ferramenta e a joia do Venerável Mestre, que deve ser um modelo inflexível no cumprimento do dever, na correção moral e na aplicação da Justiça.</p><p><b>E. Nível:</b> a igualdade entre os Irmãos, e o emprego correto dos conhecimentos. Lembra ao maçom que todas as coisas devem ser avaliadas com igual serenidade, imparcialidade e tolerância. É a ferramenta e a joia<br
/> do 1° Vigilante.</p><p><b>F. Muro que protege a Loja dos olhos e ouvidos dos “não-maçons”:</b> Neste muro estão os nichos que abrigam as diversas ferramentas usadas na construção (Esquadro, Nível,<br
/> Prumo, etc.).</p><p><b>G. Pedra Bruta:</b> é a imagem da alma sem instrução e em seu estado natural. Representa o Aprendiz iniciando sua caminhada maçônica, estudando para adquirir os conhecimentos do seu grau e a sua aplicação e interpretação filosófica.</p><p><b>H. Pedra Cúbica:</b> é a obra prima que o Aprendiz entregará ao Companheiro (ele mesmo, em outro estágio de evolução). O Companheiro deverá polir a Pedra em busca da perfeição espiritual e intelectual, seu Trabalho inicia no ponto em que parou como Aprendiz.</p><p><b>I. Porta do Leste:</b> V∴M∴;</p><p><b>J. Porta do Oeste:</b> 1° Vig.;</p><p><b>L. Porta do Sul- 2° Vig:</b> Representam as portas do Templo de Salomão, do qual historicamente derivam os Templos das Igrejas e da Maçonaria e também o V∴M∴ e os Vigilantes que devem, em primeiro lugar, proteger a Loja.</p><p><b>M. Prumo:</b> o sentido reto de nosso julgamento. A pesquisa (o estudo) em profundidade. É a ferramenta e a joia do<br
/> 2° Vigilante.</p><p><b>N. Régua de 24 polegadas:</b> a divisão do tempo com sabedoria, a precisão na execução, a retidão de conduta.<br
/> É uma das mais importantes ferramentas de trabalho do maçom pois, o Mestre a utiliza para a elaboração do projeto da Obra; o Companheiro para medir, concluindo o trabalho de polir a Pedra Cúbica; o Aprendiz a utiliza, em conjunto com o Alvião, para traçar e marcar a Pedra Bruta para o desbaste.</p><p><b>O. Representação gráfica do 47° Problema de Euclides, conhecido como “O Teorema de Pitágoras”:</b> cuja demonstração é em um triângulo retângulo a soma do quadrado dos catetos é igual ao quadrado da hipotenusa. É a representação da Prancheta e da Joia imóvel (ou fixa) do Mestre. É também, em muitos Ritos, a joia do ex-Venerável (Past Master ou AltStuhlMeister) e representa a perfeição e a universalidade das Leis do<br
/> G∴A∴D∴U∴, por que a Verdade Matemática que o Teorema traduz é imutável em qualquer ponto do Universo.</p><div
class="autor"><p> Enviado pelo Ir∴ Rui Jung Neto<br
/> • Ex-V∴M∴ da C∴B∴A∴R∴L∴S∴ “Concordia Et Humanitas” Nr. 56<br
/> • Membro da Gr. Comissão de Liturgia do Rito Schröder &#8211; M∴R∴G∴L∴M∴E∴R∴G∴S∴,<br
/> • Diretor do Colégio de Estudos do Rito Schröder &#8211; SC</p><p>Revisado em abril de 2011.</p><p>Bibliografia:<br
/> - M∴R∴G∴L∴M∴E∴R∴G∴S∴ Rituais dos Graus de Aprendiz e<br
/> Companheiro do Rito Schröder;<br
/> - Irm∴ Hans Adolf Ruy Sailer. Desenho e explicações sobre o Tapete;<br
/> - Irm∴ José Castellani. Dicionário de Termos Maçônicos;<br
/> - Irm∴ José Sílvio Mendes Brum. Peça de arquitetura &#8220;O Tapete&#8221;;<br
/> - Irm∴ Kurt Max Hauser. Peça de arquitetura &#8220;O Simbolismo<br
/> na Maçonaria&#8221;;<br
/> - Irm∴ Dr. Ernst Günther Geppert. Complemento ao desenho original na confecção do Tapete de 1968 da Loja “ABSALOM”,<br
/> Nr. 1 – Or. de Hamburgo, Alemanha, traduzido pelos Irmãos Antonio Gouveia Medeiros e Karl Franzke, do Colegiado Diretor do Colégio de Estudos do Rito Schröder – SC;<br
/> - Irm∴ Nicola Aslan. Grande Dicionário Enciclopédico de Maçonaria e Simbologia;<br
/> - MEC &#8211; Dicionário Escolar da Língua Portuguesa.</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.revistauniversomaconico.com.br/vivencia-maconica/o-tapete-do-rito-schroder/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>A Pedra, O Maço e O Cinzel</title><link>http://www.revistauniversomaconico.com.br/simbologia/a-pedra-o-maco-e-o-cinzel/</link> <comments>http://www.revistauniversomaconico.com.br/simbologia/a-pedra-o-maco-e-o-cinzel/#comments</comments> <pubDate>Thu, 17 Nov 2011 12:59:47 +0000</pubDate> <dc:creator>admin</dc:creator> <category><![CDATA[Simbologia]]></category> <category><![CDATA[Edição 17]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.revistauniversomaconico.com.br/?p=6288</guid> <description><![CDATA[A maçonaria ministra a sua filosofia por meio de símbolos e alegorias para, desta forma, manter seus mistérios em segredo para os prof∴, desvendando-os somente para os que ingressam na Arte Real. A maçonaria não é uma camisa de força, mas uma organização “familiar”, ou seja, onde a franqueza, a sinceridade e a confiança, são [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img
src="http://www.revistauniversomaconico.com.br/wp-content/uploads/2011/11/pedra.jpg" alt="" title="pedra" width="233" height="224" class="alignleft size-full wp-image-6290" /></p><p>A maçonaria ministra a sua filosofia por meio de símbolos e alegorias para, desta forma, manter seus mistérios em segredo para os prof∴, desvendando-os somente para os que ingressam na Arte Real. A maçonaria não é uma camisa de força, mas uma organização “familiar”, ou seja, onde a franqueza, a sinceridade e a confiança, são apanágios de valor.</p><p>Partindo-se dessa premissa podemos concluir que os simbolismos apresentam diferentes significados não só em relação ao cargo que o Ir∴ ocupa, mas também de acordo com a fase da vida em que se encontra.</p><p>A pedra bruta, tosca, plena de arestas é ornamentação obrigatória em toda loja maçônica, ao pé do Trono do Pr∴ Vig∴ a representar o neófito, que nos primeiros três golpes de Maço começa a desbastar e esquadrejá-la para dela criar uma peça indispensável á construção, o alicerce. Com seu aspecto rústico, rígido e estático pode passar desapercebida, mesmo em grandes blocos, mas é fundamental para a estabilidade e durabilidade de qualquer construção.</p><p>Para tal fim é necessário o maço, cinzel e evidentemente uma régua para marcar os locais a esquadrejar. A pedra de ornamentação deve ser, preferencialmente de granito, por ser dura, pesada e própria para a construção. A pedra figurativa deve ser um homem livre e de bons costumes para não estar, mas ser um maçom.</p><p>A pedra também representa o interior da terra, as pedras brutas dos Templos Maçônicos provém, simbolicamente, do interior da caverna, ou seja, da câmara das reflexões, essas pedras saem na forma de seres humanos, para num processo filosófico e especulativo, atingirem a forma cúbica e polida para a edificação do Templo.</p><p>Vemos nessa figura o trabalho final do Comp∴ Esquadrejada e burilada ela também pode servir de adorno, diz a história que Michelangelo, planejava esculpir a grande estátua de Davi. Escolheu uma pedra grande, ideal para sua escultura. Transportada a pedra para seu atelier, após o desenho preliminar da escultura, nas primeiras marteladas o mármore, sem forma, começa a ceder ao trabalho do artista, subitamente a pedra lasca onde não deveria. Michelangelo redesenha a estátua para poder aproveitar a mesma pedra.<br
/> Reinicia o trabalho.</p><p>Outras marteladas e a pedra vai tomando forma. Após alguns meses de trabalho, outra lasca em lugar indesejável.</p><p>Nova mudança no projeto original e novo começo do trabalho.</p><p>Outra lascada. Sem condições de corrigir sua obra, Michelangelo abandona, frustrado, aquela pedra. Diversas experiências se sucedem e fracassam como a primeira. Mas, o artista não desanima. Por fim, encontra uma pedra que parece não possuir as qualidades necessárias para aquela obra.</p><p>O trabalho vai avançando, sem sustos, de acordo com o primeiro desenho. Da pedra bruta vão surgindo as formas de Davi. Os veios da pedra colaboram com o artista.</p><p>Daquela pedra bruta surge uma das obras de arte mais belas da humanidade.</p><p>Partindo da premissa que ferramentas são os métodos, P∴B∴ os Ap∴ , artista os MM∴, atelier o ambiente, e desenho a utopia, podemos dizer que o Cinz∴, de corpo longo o suficiente para que o Obr∴ o segure com firmeza, tendo a certeza de que o mesmo, com seu gume inflexível, toca apenas o ponto que se deseja de fato arrebentar, e em ângulo tal que contenha em sua linha central toda a violência do impacto do maço, sob pena de que se perca a P∴, inutilizando o trabalho anterior, ou se quebre a mão, inutilizando a chance laboriosa do resto da vida.</p><p><img
src="http://www.revistauniversomaconico.com.br/wp-content/uploads/2011/11/maco_cinzel.jpg" alt="" title="maco_cinzel" width="268" height="439" class="alignleft size-full wp-image-6291" /></p><p>Simbolicamente, o maço representa a força de nossos espíritos, disposta de tal forma que possa ser utilizada para algum objetivo útil, percutida em uma ação decidida, como manifestação da vontade.</p><p>Já a P∴B∴, em sua inutilidade para os fins de construção, representa os nossos caracteres de pprof∴, ao ingressarmos ao serviço, ainda cheios de arestas. Do paralelo, torna-se bastante óbvio que o esquadrejamento da P∴B∴ não resultará milagres.</p><p>De tal fato, ainda que por uma imperfeição do processo (humano) de admissão, em se tendo admitido aos AAug∴MMist∴ um indivíduo com alguma deformação profunda de caráter, o processo de desbaste será longo, difícil e trabalhoso, e resultará em uma P∴C∴ pequena, tão pequena quanto tenham sido profundas as imperfeições retiradas. Isso no caso de a P∴B∴, ao ser analisada com vagar, não tenha causado a repulsa dos OObr∴ e sido jogada de volta à vida inútil. (Não se julgue aqui o erro, pois só quem pode fazê-lo a contento é o G∴A∴D∴U∴).</p><p>Sendo o Espírito o autor, e o Caráter o resultado, é o Cinz∴ a representação do trabalho de reconhecimento das imperfeições, o símbolo do pensamento lúcido, educado no L∴L∴ e nos sábios conselhos dos IIr∴ ação da energia, e de destruição, ser usado com extremo critério, quanto mais se aproxime o Obr∴ da Arte Real de sua meta, que é a P∴C∴, ou caráter puro e elevado, retirado das sendas pprof∴ e conduzido à glória do G∴A∴D∴U∴.</p><p>Não deve o mesmo ser usada para fazer de nosso caráter arma afiada ou contundente (e tem o poder para fazê-lo), sob pena de ter de prestar contas ao Arq∴ou ao Dono da Obr∴, e, sob a vergonha do mais vil perjúrio, ter seus restos hediondos lançados onde as ondas o conduzirão do sacrilégio onde se encontra às profundezas do esquecimento.</p><p>Termino este trabalho com conselhos contidos em uma mensagem anônima encontrada na igreja de Saint Paul em 1692: Vá plácido entre o barulho e a pressa e lembre-se da paz que pode haver no silêncio. Tanto quanto possível, esteja de bem com todas as pessoas.</p><p>Fale a verdade calma e claramente, e escute os outros, mesmo os estúpidos e ignorantes, eles também tem sua história.</p><p>Evite pessoas barulhentas e agressivas, elas são o tormento para o espírito.</p><p>Evite se comparar aos outros, pode se tornar vaidoso e amargo, porque sempre haverá pessoas superiores e inferiores a você. Desfrute suas conquistas assim como seus planos.</p><p>Mantenha-se interessado em sua própria carreira, ainda que humilde, é o que realmente se possui na hora incerta dos tempos. Exercite a cautela nos negócios, pois o mundo é cheio de artifícios, mas não deixe que isso o torne cego ás virtudes que existem. Seja você mesmo, principalmente não finja afeição, nem seja cínico sobre o amor porque em face de toda aridez e desencanto, ele é perene como a grama.</p><p>Cultive a força do espírito para proteger- se num infortúnio inesperado. Mas não se desgaste com temores imaginários, muitos medos nascem da fadiga e da solidão. Acima de uma benéfica disciplina seja bondoso consigo mesmo.</p><p>Você é filho do universo, não menos que as arvores e as estrelas, você tem o direito de estar aqui. E quer seja claro ou não para você, sem dúvida o universo se desenrola como deveria, portanto esteja em paz com Deus, qualquer que seja sua forma de conhecê-lo, e sejam quais forem as sua lida e aspirações, na barulhenta confusão da vida, mantenham-se em paz com sua alma.</p><p>Com todos os enganos, penas e sonhos desfeitos, este ainda é um mundo maravilhoso. Esteja atento.</p><div
class="autor"><p>Autor: Ir∴ José Aparecido dos Santos <br
/> ARBLS Justiça nº 12 &#8211; Oriente de Maringá</p></div> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.revistauniversomaconico.com.br/simbologia/a-pedra-o-maco-e-o-cinzel/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Inteligência e Sabedoria</title><link>http://www.revistauniversomaconico.com.br/conhecimento/inteligencia-e-sabedoria/</link> <comments>http://www.revistauniversomaconico.com.br/conhecimento/inteligencia-e-sabedoria/#comments</comments> <pubDate>Wed, 16 Nov 2011 12:53:39 +0000</pubDate> <dc:creator>admin</dc:creator> <category><![CDATA[Conhecimento]]></category> <category><![CDATA[Edição 17]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.revistauniversomaconico.com.br/?p=6282</guid> <description><![CDATA[Na formação da inteligência muitos fatores se misturam e se tornam decisivos, e na conquista da sabedoria o esforço, a dedicação e o propósito são fundamentais. Até há algum tempo eu costumávamos confundir essas duas palavras. Na prática usava-as sem discernir seus conceitos, embora soubesse na teoria que seus conceitos eram diferentes. Mas como era [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img
src="http://www.revistauniversomaconico.com.br/wp-content/uploads/2011/11/conhecimento_sagrado.jpg" alt="" title="conhecimento_sagrado" width="283" height="340" class="alignleft size-full wp-image-6285" /></p><div
class="cut"><p>Na formação da inteligência muitos fatores se misturam e se tornam decisivos, e na conquista da sabedoria o esforço, a dedicação e o propósito são fundamentais.</p></div><p>Até há algum tempo eu costumávamos confundir essas duas palavras. Na prática usava-as sem discernir seus conceitos, embora soubesse na teoria que seus conceitos eram diferentes. Mas como era possível?</p><p>Acho que porque dissociava teoria de prática, e aplicava as palavras no discurso do dia-a-dia, guardando certos conceitos para uma situação mais especial, ou sublime. Devia ser isso.</p><p>Eis que um dia, fui alertada para o equívoco que estava cometendo. Aliás, estava cometendo dois: julgando e utilizando termos errados no meu julgamento. A partir desse dia esses dois conceitos e as palavras que se usam para transmitir suas ideias ficaram bastante claros para mim. Mais que isso: não foi uma descoberta que abrangeu tão-somente os campos da semântica, do significado, da linguística, de um lado, e o repensar e a compreensão de novos valores e novas formas de compreensão do comportamento, das características e das atitudes do ser humano, de outro. A descoberta trouxe-me um novo questionamento e mais uma busca.</p><p>Não aprendi, apenas. Mudanças começaram a ocorrer, paulatinamente, na minha forma de viver, de agir, de ver e de enxergar. [Bem, paulatinamente é um pleonasmo e uma ênfase, porque desconheço mudanças no ser humano que ocorram, eficazmente, de forma que não seja gradual. Talvez existam drásticas e raras exceções. Mas a prova de que mudanças são gradativas, no meu entender, é o fato de que a pessoa que mudou geralmente só percebe que de fato mudou muito tempo depois. Para os que com ela convivem é mais visível, e acredito que vão percebendo o processo; mas quem se permitiu mudanças frequentemente só percebe ao olhar para trás e ver uma pessoa bem diferente do que é e do que está vivendo].</p><p>Mas, afinal, o que mudou tanto, ou o que pode mudar tanto, quando descobrimos alguns conceitos e suas diferenças? Muita coisa ou praticamente nada. Contudo, ao se falar desses dois conceitos, inteligência e sabedoria, uma vez que nem tudo está perfeitamente claro, e muitos de nós confundem um conceito com outro, poderá haver, sim mudanças. Se houver uma preocupação com esses conceitos, se nos detivermos para analisar o que pensávamos e o que descobrimos, com certeza existe uma predisposição e um desejo de compreensão, discernimento e mudança. Muitas vezes, uma grande mudança.</p><p>A partir do momento mesmo em que inteligência e sabedoria se revelaram para mim como características distintas, revelou-se também uma nova busca – a da compreensão de seus significados e dos processos que levam a um e a outro, como também a da conquista ou dos passos necessários para que se adquira a sabedoria.</p><p>Quando me refiro à sabedoria, não falo de Sábios. Sábios agem com sabedoria todo o tempo. Sua vida é pautada em sabedoria. Sábios são a sabedoria. Não sei se me equivoco, mas faço distinção entre uma pessoa sábia e um Sábio. Pode ser sutil, mas vejo diferença entre os dois.</p><p>Agir com sabedoria várias vezes, ou muitas vezes, ou sempre que for necessário, esta é a busca. E como agir com sabedoria? O que seria a sabedoria? O que me levou, no passado, a confundi-la com inteligência ou, por outra, julgar que a inteligência poderia trazer paz e felicidade – estados de espírito que a inteligência, por si só, dificilmente trará?</p><p>Costumava dizer, por exemplo, que não entendia por que uma pessoa tão inteligente poderia fazer isto ou aquilo. Não sabia a diferença entre uma atitude inteligente e uma atitude sábia. E não sei, ainda hoje, como realmente é o processo da inteligência ou do desenvolvimento da inteligência. E continuo em meu desejo de saber muitas coisas sobre o caminho que leva à sabedoria e, uma vez que esta seja alcançada, sobre o caminho que é a própria sabedoria.</p><p>Na formação da inteligência muitos fatores se misturam e se tornam decisivos, e na conquista da sabedoria o esforço, a dedicação e o propósito são fundamentais. Note bem os diferentes termos que usei para uma e para outra – formação [e desenvolvimento] e conquista.</p><p>A inteligência, no meu entender, é construída a partir de um componente de hereditariedade e vai-se desenvolvendo com o apoio de todo um conjunto de fatores, dentre os quais penso que as contribuições afetivo-emocionais, sociais e nutricionais sejam as decisivas. Não se trata de uma busca, pura e simplesmente. Temos um potencial, grande ou não, e contamos, pelo menos inicialmente, com os estímulos que nos são proporcionados à medida que crescemos. Têm importância fundamental a família, a convivência, o alimento que recebemos, as oportunidades que nos serão oferecidas. Quanto maior a quantidade e melhor a qualidade dessas oportunidades e estímulos, maior a probabilidade de desenvolvermos nossa inteligência [que também não é de um único tipo, o que já se comprovou exaustivamente].</p><p>Por outro lado, não será com alimentos os mais proteicos e vitamínicos que se possa imaginar, nem com um convívio familiar e/ou social de excelente nível cultural, nem com uma enorme gama de oportunidades e estímulos socioculturais que se produzirá uma pessoa sábia ou com atitudes sábias.</p><p>Quando deixei de confundir atitudes inteligentes com atitudes sábias, ou, mais precisamente, pessoas inteligentes com pessoas sábias, descobri, ao mesmo tempo, o significado da sabedoria e sua importância para a nossa vida. Mas descobri também o quanto é difícil agir com sabedoria.</p><p>Acredito que também nos ajuda, e muito, em nossa busca individual e pessoal pela sabedoria, o berço que tivemos. Se nascermos e principalmente crescermos no seio de uma família e de uma comunidade cujos princípios norteadores são a bondade, a honestidade, a caridade, a pureza, o desprendimento e a harmonia, a busca pela sabedoria e sua conquista serão grandemente facilitadas, e o esforço envidado será menor. As feridas causadas pelos espinhos serão mais rapidamente tratadas e cicatrizadas, e os tombos e tropeções que inevitavelmente ocorrerão devido às pedras que existirão em nosso caminho serão motivos a mais para repensarmos e nos reerguermos com vitalidade e vontade renovadas. Tanto espinhos como pedras serão instrumentos para mudanças, aprendizados e renovação.</p><p>Um aspecto que nunca passara pela minha cabeça sobre os conceitos de inteligência e sabedoria foi explicada por um amigo, dia desses, de uma forma bastante simples e através de pouquíssimas palavras: a inteligência não é boa nem ruim, e tanto pode ser usada para o bem como para o mal, ao passo que a sabedoria está sempre ligada ao bem.</p><p>Eu estava meio perdido num labirinto de explicações mais complicadas, como algumas que apresentei acima, abarcando hereditariedade, nutrição, ambiente, cultura, e meu amigo disse a coisa mais importante, afinal. Acho que ele disse a verdade. Afinal, quem conseguiria, se não fosse dotado de uma inteligência acima da média, inventar vírus poderosíssimos para infectar computadores? E quem, se não fosse inteligente, conseguiria inventar planos, estratégias e táticas para tantas coisas ruins, como guerras, grandes e bem-sucedidos assaltos e manipulação de pessoas? Qual a possibilidade de uma pessoa sábia dedicar seu tempo e energia para construir coisas que destruirão? E aí ficou totalmente clara a distinção: uma pessoa inteligente não é necessariamente uma pessoa sábia, pelos exemplos que citei. Da mesma forma, uma pessoa sábia não será necessariamente inteligente.</p><p>Todavia, é claro que sempre estamos à espera do melhor. Assim, se uma pessoa inteligente conquistar a sabedoria, terá subido degraus e degraus de uma escada muitas vezes íngreme, terá avançado muito em seu caminho muitas vezes cheio de obstáculos, e terá começado a contribuir grandemente para a evolução da humanidade. E se sua inteligência era apenas mais uma força para essa evolução, quando acompanhada da sabedoria fará toda a diferença.</p><p>Não desprezo a inteligência. Muito pelo contrário, adoro conviver e trocar idéias com pessoas brilhantes. Não descarto a erudição e a cultura, pois tudo faz de nós seres humanos com maiores capacidades e possibilidades. Coloco, porém, a sabedoria acima de todos esses atributos, porque a sabedoria, sozinha, conduzirá ao caminho dos caminhos, que se chama paz.</p><div
class="autor"><p> Autor: Ir∴ Gabriel Campos de Oliveira</p></div> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.revistauniversomaconico.com.br/conhecimento/inteligencia-e-sabedoria/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>A Aclamação R∴E∴A∴A∴</title><link>http://www.revistauniversomaconico.com.br/colaboracao-dos-iir/a-aclamacao-reaa/</link> <comments>http://www.revistauniversomaconico.com.br/colaboracao-dos-iir/a-aclamacao-reaa/#comments</comments> <pubDate>Tue, 15 Nov 2011 17:45:53 +0000</pubDate> <dc:creator>admin</dc:creator> <category><![CDATA[Colaboração dos IIr]]></category> <category><![CDATA[Edição 17]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://www.revistauniversomaconico.com.br/?p=6276</guid> <description><![CDATA[Desde os tempos mais antigos era comum entre egípcios, hebreus e outros povos, o uso de sons vocálicos, que têm a finalidade de despertar e estimular os vários centros psíquicos do nosso corpo. Atualmente, no mundo profano, esses encontros vocálicos continuam sendo usados despercebidamente e de várias formas: na comemoração de um gol! No recebimento [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img
src="http://www.revistauniversomaconico.com.br/wp-content/uploads/2011/11/reaa.jpg" alt="" title="reaa" width="269" height="520" class="alignleft size-full wp-image-6280" /></p><p>Desde os tempos mais antigos era comum entre egípcios, hebreus e outros povos, o uso de sons vocálicos, que têm a finalidade de despertar e estimular os vários centros psíquicos do nosso corpo.</p><p>Atualmente, no mundo profano, esses encontros vocálicos continuam sendo usados despercebidamente e de várias formas: na comemoração de um gol! No recebimento de uma má notícia. Em momentos de autoestima e motivação (vai&#8230; vai&#8230; vai&#8230;).</p><p>Já no mundo maçônico o uso desses encontros vocálicos é chamado pelos irmãos de “ACLAMAÇÃO”.</p><p>Cada rito possui uma aclamação em particular. No Rito Moderno ou Francês é Liberdade! Igualdade! Fraternidade! No Rito Adonhiramita é Vivat! Vivat! Vivat! No Rito Brasileiro é Glória! Glória! Glória! Nos Ritos York e Schroeder não existe a aclamação.</p><p>Já no Rito Escocês Antigo e Aceito é Huzzé! Huzzé! Huzzé!</p><p>Existe uma corrente defendida por Rizzardo de Camino, a que aclamação HUZZÉ é de origem hebraica, e significa: ciência, justiça e trabalho.</p><p>Outra corrente diz que, originalmente, foi usada pelos árabes sob o fonema HUZZA, nome dado a uma espécie de acácia, que era símbolo da imortalidade, que representava fora e vigor.</p><p>Essa mesma corrente afirma que os ingleses incorporaram a palavra HUZZA, de origem árabe, como a aclamação de seus ritos.</p><p>Acontece que em inglês, a vogal “A” tem som “Ê” e, quando a aclamação foi incorporada pelos ingleses, continuou sendo gravada como HUZZA, mas sendo pronunciada UZÊ.</p><p>Já no final século XVII, os maçons que tiveram que fugir da Inglaterra, devido às perseguições políticas e religiosas e se refugiaram na França, criaram o REAA, e adotaram a mencionada aclamação, com a modificação da grafia para HUZZÉ, a fim de manter a tradição fonética herdada da língua inglesa, vez que em francês o “É” tem som fechado.</p><p>No Brasil, quando os primeiros rituais foram transmitidos pelos maçons franceses, não foram adotados os devidos cuidados com a escrita da aclamação, sendo adotando a palavra HUZZÉ, sem que fosse considerada a tradição fonética inglesa.</p><p>Isso quer dizer que a aclamação vem sendo usada erradamente, vez que, como já é sabido, em Francês o “É” tem som fechado e em português tem som aberto.</p><p>Desta forma, a diligência mais correta para os brasileiros adotarem seria mudar a grafia para HUZZÊ, visando a manutenção da tradição fonética, como os franceses fizeram anteriormente.</p><p>Existem várias teses sobre a origem da aclamação HUZZÉ. Sendo assim, diante dessa múltipla variedade de possibilidades, escolheu-se quatro das possibilidades mais heterogenias, que são elas: <br/></p><ul><li>origem árabe da época das cruzadas</li><li>origem bíblica</li><li>origem espanhola</li><li>origem dos mantras.</li></ul><div
class="cut"> Cada rito possui uma aclamação em particular. No Rito Moderno ou Francês é Liberdade! Igualdade! Fraternidade! No Rito Adonhiramita é Vivat! Vivat! Vivat! No Rito Brasileiro é Glória! Glória! Glória! Nos Ritos York e Schroeder não existe a aclamação.</div><h2>ORIGEM DA ACLAMAÇÃO HUZZÉ</h2><p><b>ORIGEM ÁRABE</b><br
/> De acordo com a origem árabe, a mencionada aclamação é grafada como HUZZA, que é o nome de uma espécie de acácia, árvore consagrada como símbolo da vitalidade e imortalidade, representante da força e vigor.</p><p><b>ORIGEM BÍBLICA</b><br
/> Durante o transporte da arca da aliança, a carreta que a transportava pendeu-se para o lado, ameaçando cair por terra. Huzzé levou a mão para suster o objeto sagrado, evitando a queda do artefato, e caiu fulminado ao solo, ante a ira de Jeová, uma vez que profano algum poderia tocar o Símbolo Sagrado, exceto os sacerdotes levitas, em ocasiões especiais.</p><p><b>ORIGEM ESPANHOLA</b><br
/> Existe uma corrente europeia que diz que os cavaleiros templários que fugiram da França das perseguições do Rei Filipe, o Belo, e do Papa Clemente V e se refugiaram no sul da Espanha, se uniram com a população local para combaterem juntos, durante a guerra civil que assolava a região naquela época. Acontece que a cada vitória nas batalhas travadas pelo grupo, eles gritavam a palavra HUZZÉ<br
/> para comemorar.</p><p><b>ORIGEM MANTRAS</b><br
/> Huzzé também pode ter origem no hinduísmo comum entre egípcios, hebreus e outros povos, que usavam os sons vocálicos repetidamente para despertar e estimular os vários centros psíquicos do nosso corpo.</p><p></p><p>Por fim, é inquestionável que a aclamação transmite uma energia positiva e uma vibração realmente diferenciada, principalmente quando pronunciada com harmonia, união e principalmente com conhecimento. Por isso, é importante e fundamental que cada irmão tenha o conhecimento do significado da aclamação, pois nesse momento se concretizará a comunicação de cada maçom com a força maior do Grande Arquiteto do Universo.</p><div
class="autor"><p>Autor: Ir∴ Wlisses Menezes</p></div> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.revistauniversomaconico.com.br/colaboracao-dos-iir/a-aclamacao-reaa/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> </channel> </rss>
