Conselho “SAINT PAUL’S” N° 254 da Ordem dos Graus Maçônicos Aliados – Realizado no TEMPLO Piratininga – GOSP – 05/08/2013

 

GRAUS MAÇÔNICOS ALIADOS   

 

HISTÓRICO

            A maioria dos graus adicionais praticados na Inglaterra no princípio do século dezenove estava originalmente sob a égide de Cartas Constitutivas emitidas pela Grande Loja dos Antigos, cujas lojas praticavam qualquer grau maçônico de que tivessem conhecimento.  Após a formação da Grande Loja Unida da Inglaterra em 1813, vários graus praticados até então foram sendo gradualmente organizados em Ordens separadas, cada uma com o seu corpo diretivo próprio.

Para dar certa coesão a esses “filhos órfãos” e assegurar trabalhos com rituais padronizados, ao final dos anos 1870 ficou decidido estabelecer um “Grande Conselho dos Graus Maçônicos Aliados da Inglaterra, País de Gales e das Colônias e Dependências da Coroa Britânica”, com sede em Mark Masons’ Hall. A partir de 2001 passou a ser “O Grande Conselho da Ordem dos Graus Maçônicos Aliados da Inglaterra, País de Gales e Distritos e Conselhos Ultramarinos”.

Nos Estados Unidos da América do Norte houve em 1892 um objetivo similar de reunir um número de graus até então sob nenhum controle naquele país, entre os quais estavam o grau de Grandes Guardiões de Salomão e o de Monitor Secreto.

Na Inglaterra, mediante um acordo com o Soberano Colégio, em 1893 o grau de Grandes Guardiões de Salomão passou a ser conferido aos Grão-Mestres e outros membros proeminentes do Grande Conselho, sendo adicionado aos primeiros quatro graus autorizados e praticados até então.  Em virtude de regulamentação do Grande Conselho, os Conselhos subordinados estão atualmente habilitados a trabalhar apenas com os seguintes cinco graus, salvo autorização especial do Grande Conselho:

São Lourenço o Mártir

Cavaleiro de Constantinopla

Grandes Guardiões de Salomão

Cruz Vermelha da Babilônia

Grande Sumo Sacerdote

 

O trabalho administrativo de um Conselho da Ordem é procedido no Grau de São Lourenço o Mártir. O Mestre de um Conselho é eleito como tal numa Loja de São Lourenço o Mártir. A única cerimônia de instalação atualmente praticada na Ordem é a de Mestre de uma Loja de São Lourenço o Mártir, o qual se torna constitucionalmente o Mestre do Conselho, nomeando os Oficiais não eletivos da Loja de São Lourenço o Mártir. Toda reunião do Conselho deve ser aberta pela Loja de São Lourenço o Mártir. As Lojas ou Conselhos de qualquer outro dos quatro graus são abertas somente quando houver uma cerimônia de admissão para o grau.

 

Os candidatos para admissão na Ordem dos Graus Maçônicos Aliados deverão ser Mestres Maçons da Marca e Companheiros do Sagrado Arco Real. Um candidato deve ser admitido primeiramente no Grau de São Lourenço o Mártir. Os outros quatro graus podem ser conferidos subsequentemente em qualquer sequência.

Muito embora antigamente houvesse a determinação de usar paramentos vistosos e complicados para cada um dos cinco graus, os membros da Ordem que não sejam Oficiais devem agora usar apenas as joias dos diferentes graus em que tenham sido admitidos.

 

A vinda da Ordem dos Graus Maçônicos Aliados ao Brasil é um projeto conjunto entre o Grande Oriente do Brasil e a Maçonaria Inglesa no Brasil com o objetivo de trazer para o nosso país as diversas Ordens e Graus Maçônicos existentes na Inglaterra e no mundo e que, com certeza, contribuirão para enriquecer o cenário maçônico brasileiro.

 

OS GRAUS

 

GRAU DE SÃO LOURENÇO O MÁRTIR

            O Grau de São Lourenço o Mártir foi estabelecido em recordação ao martírio do santo em Roma, em meados do terceiro século. Há registros de que o grau tenha sido praticado em sua forma atual pelo espaço de dois séculos em Lancashire e Yorkshire. Tem havido afirmações de que se tratava de parte de um antigo ritual Operativo, destinado a distinguir um artífice genuíno dos novos Especulativos que começaram a participar das Lojas.

O grau ensina muito especialmente as lições de constância e humildade.

 

O arranjo de uma Loja de São Lourenço o Mártir é igual ao de uma loja simbólica, sem as velas e nem as colunas dos Vigilantes. Os Oficiais da loja são os mesmos de uma loja simbólica. O Diretor de Cerimônias, o Assistente de Diretor de Cerimônias e os Diáconos carregam varas dos cargos.

Neste grau, o candidato é referido com tendo sido “Introduzido, Recebido e Admitido como Irmão de São Lourenço”. Os paramentos tradicionais usados neste grau consistem de: Joia do peito: uma grelha com sete barras verticais prateadas, suspensa de uma fita, na cor laranja no centro e bordejada de cada lado na cor azul real. Para os Veneráveis Passados (Past Masters) a grelha é envolvida por um círculo.

 

GRAU DE CAVALEIRO DE CONSTANTINOPLA

Este é um grau que poderemos chamar de “grau colateral”, “side degree” em inglês, no sentido de que, há muitos anos, era costume um irmão conferir este grau a outro. Ao final de uma reunião de loja simbólica, um irmão chamava outro de lado, lhe solicitava um juramento simples e lhe conferia os segredos do grau.

A origem do grau é desconhecida, mas pela forte influência dos Operativos que transparece no seu ritual, pode-se conjeturar que tenha surgido durante a transição da Maçonaria Operativa para a Especulativa. Sabe-se que o grau era trabalhado nos Estados Unidos da América do Norte em 1831 e pode ter sido levado para lá por uma loja militar.

O grau ensina as lições úteis de humildade e igualdade universal.

 

O cenário da cerimônia é o pátio do palácio do Imperador Constantino o Grande, em Constantinopla, durante o século quarto da era cristã. A Câmara do Conselho é arrumada como uma loja simbólica, porém sem as velas e sem as colunas dos Vigilantes. Nada é colocado sobre o Livro das Sagradas Escrituras quando aberto.

 

Os títulos de alguns dos Oficiais são os seguintes:

Ilustre Potentado

Chefe dos Construtores (Eusébio)                             Primeiro Vigilante

Chefe dos Artesãos (Antêmio)                                   Segundo Vigilante

O Ilustre Potentado poderá usar um manto de cor vermelha e uma coroa, e carregar um cetro. Podem ser usados os mantos do Arco Real. Os Oficiais não usam colares e nem carregam varas.

Neste grau, diz-se que o Candidato foi “admitido”.

O paramento tradicional usado neste grau consiste de uma joia na forma de uma cruz, ornada com um crescente, ambos dourados, suspensa de uma fita verde na qual aparecem três punhais dourados apontando para baixo.

 

O GRAU DE GRANDES GUARDIÕES DE SALOMÃO

            Este Grau relata uma lenda similar à do Grau Críptico do Mestre Seleto, porém com interessantes variações, principalmente no que diz respeito ao período dos eventos. Também tem muito em comum com o Grau de Mestre Secretário Íntimo (6º do Rito Antigo e Aceito). O Grau tem sido praticado nos Estados Unidos da América do Norte desde 1761 e na Inglaterra existem vestígios de que já estava sendo praticado antes de 1893, ano em que o Grau foi conferido ao Grão Mestre e outros membros proeminentes do Grande Conselho. A partir de então o Grau foi adicionado aos outros quatro graus originais que estavam sendo praticados sob a égide do Grande Conselho.

 

O Grau previne sobre os grandes perigos da negligência e do julgamento precipitado e ensina a importância da atenta vigilância.

 

A Loja representa uma cripta abobadada nas entranhas da terra, debaixo do local do Templo do Rei Salomão. O Venerável Mestre, o Primeiro e Segundo Vigilantes tem assento no Oriente e respectivamente representam Salomão, Rei de Israel, Hirão, Rei de Tiro, e Hiram Abif, os três Grão-Mestres que presidiram na construção do Templo em Jerusalém. Tradicionalmente os dois Reis deveriam estar coroados, vestir mantos vermelhos e portar os cetros reais, porém, na prática atual todos os três Grão-Mestres usam os mantos dos Principais do Arco Real, mas raramente usam coroas ou cetros. Os Oficiais não usam colares e nem portam varas. Os títulos dos principais Oficiais são os seguintes:

 

Rei Salomão                                                    Venerável Mestre

Rei Hirão de Tiro                                              Primeiro Vigilante

Hiram Abif                                                       Segundo Vigilante

 

O candidato neste Grau é referido com tendo sido “Admitido ao Grau de Maçons Eleitos dos Vinte e Sete e Criado um Grande Guardião de Salomão”.

Os paramentos tradicionais usados neste Grau consistem de:  Joia: fixa à faixa, no formato de um triângulo preto com borda dourada, suspensa de uma fita em vermelho vivo com bordas em cinza-claro.

 

CRUZ VERMELHA DA BABILÔNIA

            A Cruz Vermelha da Babilônia foi uma das quatro cerimônias que o Grande Conselho tomou sob o seu controle inicialmente. O Grau, que é o de maior profundidade mística dos Graus Maçônicos Aliados, é de considerável antiguidade. Suas três partes, ou pontos, descendem de três dos graus dos Ritos que eram praticados em meados do século dezoito.

A tragédia ocorrida na construção do Templo do Rei Salomão que é descrita no Terceiro Grau da maçonaria simbólica, inspirou os compiladores de todos aqueles ritos a incluir uma série de graus ligados à construção do Segundo Templo, como sendo uma alegoria de vida. Em cada uma das séries, o cenário se localiza parcialmente na Babilônia e parcialmente em Jerusalém, mas onde quer que as séries comecem ou terminem, no meio há um curto, mas importante episódio do cruzamento de uma ponte sobre um rio.

Nas grandes religiões do mundo – Cristianismo, Judaísmo, Islamismo, Zoroastrismo, Confucionismo, Xintoísmo – existe a tradição de que alma deve atravessar o rio da morte, geralmente sobre uma ponte, como também por um barco, conforme a mitologia grega, ou até pela divisão das águas, no exemplo de Elias antes de sua ascensão. Em algumas jurisdições dos Estados Unidos existe um trabalho dramático da Passagem da Ponte como uma exigência prévia à exaltação no Arco Real.

Da forma como é praticado atualmente, em alguns aspectos o grau é similar aos graus 15º, 16º e 17º do Rito Antigo e Aceito, que não inclui o Arco Real.

O Grau da Cruz Vermelha da Babilônia nos ensina a manter invioláveis os nossos segredos maçônicos e de resistir a todas as tentações de sua revelação, independentemente do proveito pecuniário que pudesse advir da revelação. O grau enfatiza a importância da Fidelidade, Integridade e Verdade.

Em muitos Conselhos antigamente havia o costume de suspender os trabalhos para um banquete durante o curso da cerimônia.

Neste Grau, diz-se que o candidato foi “constituído e criado Cavaleiro da Cruz Vermelha da Babilônia”.

Os paramentos usados tradicionalmente neste Grau consistem apenas de uma Joia em formato de uma cruz de sete pontas, tendo ao centro espadas douradas cruzadas sobre um círculo esmaltado. Na prática atual, esta joia é usada no peito esquerdo, suspensa de uma fita verde.

 

A SAGRADA ORDEM DO GRANDE SUMO SACERDOTE

            A Sagrada Ordem do Grande Sumo Sacerdote, que foi extensivamente praticada em Lancashire e Yorkshire e outras partes da Inglaterra sob a égide de algumas lojas dos “Antigos”, foi uma das quatro cerimônias controladas pelo Grande Conselho. Tanto na Inglaterra quanto nos Estados Unidos ela foi designada como sendo uma “Ordem”, e este título, ao invés de “Grau”, foi preservado no Ritual.

Em quase todos os lugares a Ordem tem estado intimamente ligada à Maçonaria do Arco Real. Sob a vigência das antigas Constituições originais do Grande Conselho, somente podiam ser admitidos na Ordem os irmãos que fossem Principais Instalados de um Capítulo do Arco Real. Essa limitação, porém, mais tarde foi considerada excessivamente restritiva, não atendendo aos interesses dos Graus Maçônicos Aliados, como um todo. Em consequência, no ano de 1934 uma emenda introduzida nas Constituições passou a permitir que qualquer Maçom do Arco Real seja admitido na Ordem. Não obstante, os membros da Ordem, sejam Principais Instalados ou não, continuam a ser designados como “Excelentes Companheiros”.

A Ordem nos transporta para um nível elevado do pensamento maçônico. Ao ser admitido, o Companheiro percebe que está destinado aos mais altos deveres e responsabilidades na vida, como homem e como um Maçom; ele é ensinado que, para desempenhar estes deveres, é chamado para se dedicar a serviço de Deus Altíssimo, como também aos seus semelhantes.

 

Os títulos dos Oficiais da Convenção da Ordem são: Muito Excelente Presidente

Vice Presidente

O Muito Excelente Presidente veste um manto branco, sobreposto por um peitoral, e uma mitra branca. O Vice Presidente veste um manto vermelho e o Capelão um manto azul claro: para estes dois oficiais os mantos do Arco Real são apropriados. Não é uma prática usual os Oficiais usarem os colares dos Oficiais de uma Loja de São Lourenço o Mártir; e nem devem usar os bastões dos cargos.

Setembro de 2012.

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