O Templarismo é toda uma Filosofia de Vida, um estado de espirito e uma Tradição riquíssima em Sabedoria, mitos e lentas, na qual fica difícil determinarmos onde acaba a História oficial, que não chega nem mesmo a tocar nos Mistérios mais profundos da Ordem do Templo e onde começa a História Oculta, que somente pode ser contado pelos Cavaleiros do Templo, que compõem as mais diversas linhas de pensamento, que integram a História de uma das mais proeminentes Ordens de Cavalaria Medieval, cuja História continua a ser escrita e contada em nossos dias atuais.

Muitos acreditam que a Ordem dos Pobres Cavaleiros do Cristo e do Templo de Salomão findou na Idade Média, com a morte de seu último Grão Mestre, Jaques De Molay, executado na fogueira em 18, de Março, de 1314, por ordem do Papa Clemente V e do Rei Felipe IV, da França, conhecido como Felipe, O Belo. Assim sendo, quando dizemos que a Ordem do Templo nunca cessou suas atividades, num primeiro momento isso causa estranheza para os não Iniciados na mesma e gera ceticismo entre os historiadores, que não sendo Templários, podem unicamente se basear em datas, lugares, épocas, personagens e números que, ainda que sirvam para contar parte da História da Ordem do Templo, deixam muito a desejar, em matéria de informações fidedignas, bem como a respeito do que realmente aconteceu, na época do suposto fim da Ordem do Templo, que nunca ocorreu, tendo a mesma apenas mudado de nome, roupagem e forma de atuação, no 2º Ciclo de atividades da Ordem, relativo aos novos tempos que viriam.

Na sexta feira 13, de outubro, de 1307, o que finda, com a captura do Grão Mestre Jaques De Molay, ocorrida na Casa Primas e Quartel General da Ordem do Templo, que ficava em Paris, é justamente o 1º. Ciclo da História dos Templários, que começou, oficialmente, em 1.118, em Jerusalém, quando se apresentaram para o rei Balduino II e para o Patriarca de Jerusalém, nove Cavaleiros, que cingiam túnicas e mantos brancos com capuz sendo Geoffrey de Saint Omer, Payen de Montdidier, André de Montbard, Geoffrey Bisot, Gondenar, Roral, Geoffrey, Archambaud de Saint Aignan, todos liderados por Hugo de Payns, 1º. Grão Mestre da Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, que de acordo com a História Oficial, se apresentam para o Rei de Jerusalém objetivando proteger as rotas, vias e caminhos, que levavam a Terra Santa e por ondem seguiam muito peregrinos, que estavam sistematicamente sendo massacrados por mulçumanos e sarracenos, como resposta a invasão de Jerusalém, pelos Cruzados, arregimentados e incitados a retomar Jerusalém das mãos dos infiéis, pelo Papa Urbano II, que conclamou a Europa a lutar na 1ª. Cruzada, em 1096, tendo sido tomada a Terra Santa, pelos Cruzados, em 1099.

Antes de prosseguirmos com essa matéria, cujo objetivo e compreendermos o ocaso da Ordem do Templo, bem como seu Renascimento, agora em 2014, é fundamental entendermos certos elementos da História Oculta dos Cavaleiros Templários, na qual é considerado um erro infantil de interpretação dizer que os Templários chegaram a Jerusalém apenas em 1.118, pois sua chegada ocorreu, em verdade, em 1.111., quando Hugo de Payns e seus oito Cavaleiros teriam se apresentando para o Rei Balduino I, do qual receberam concessões te terras, onde antigamente havia sido erigido o Templo de Salomão. Da mesma forma, está totalmente errado dizer que o objetivo primeiro dos Templários na Terra Santa foi à defesa dos caminhos que levavam a Jerusalém, a não ser que interpretarmos as palavras caminho, rota e via, como sinônimo de uma Tradição, Gnose ou Filosofia Oculta, da qual os Templários são guardiões até os dias atuais.

Quando dizemos que os Templários protegeram, num primeiro momento, de quando sua real chegada à Jerusalém, em 1.111, os caminhos que levavam a Cidade Santa, isso é impossível, pois como apenas nove Cavaleiros iriam proteger todas as Rotas que levavam a Jerusalém? Dai atinamos que essa lendária defesa é algo simbólico, sendo O Templário o Guardião de vários elementos da Tradição Esotérica, que quando estudados, compreendidos e praticados podem levar ao Autoconhecimento, nos conduzir a Verdadeira Iniciação e fazer com que cheguemos sãos e salvos a uma Jerusalém, que não é terrestre e sim uma Jerusalém Celestial, representando a mesma outro plano de consciência, o qual deve ser atingido por uma Cruzada mais interna, do que externa, na qual é fundamental combatermos o Bom Combate, com nós mesmos.

A defesa das rotas sagradas que levavam a Jerusalém coube, num primeiro momento, a Ordem dos Cavaleiros do Hospital de São João de Jerusalém, conhecidos naquela época como Hospitalários e hoje em dia como Cavaleiros de Malta, cujos emblemáticos mantos negros com capuz ostentam uma enorme cruz branca. Os Hospitalários já possuíam na Europa toda uma rede de Casas Hospitalares, nas quais eram tratados os doentes e tendo estabelecido algumas dessas casas hospitalares nos caminhos que levavam até a Terra Santa, é obvio entendermos que os Cavaleiros do Hospital de São João de Jerusalém, alguns deles peritos no ofício da medicina, estavam muito mais preparados, estruturados e geograficamente bem situados para estabelecer uma verdadeira rede de defesa dos peregrinos, que iam a Jerusalém, bem como tratar os feridos que se machucavam por meio dos embates na Cruzada.

Em sua vocação para defender a Terra Santa, os Hospitalários foram auxiliados por uma segunda grande Ordem de Cavalaria, também notória, quando da época das Cruzadas, tendo sido a mesma fundada por Godofredo de Bulhões, no ano da tomada de Jerusalém, em 1099, quando irromperam cidade adentro chegando ao Santo Sepulcro e constituindo a Ordem Equestre dos Cavaleiros do Santo Sepulcro, cujo 1º. Grão Mestre foi o próprio fundador da Ordem, Godofredo de Bulhões, que de início constituiu uma Ordem formada por cinquenta de seus melhores homens, extremamente letais em combate tanto a pé, quando montados. Essa Ordem tinha a função de ser a Guarda pessoal do Rei de Jerusalém, bem como proteger a Cidade Santa internamente e dar suporte nos combates mais próximos que ocorriam ao redor da mesma.

Nos sete primeiros anos de sua existência, de 1.111 a 1.118, Os Templários, – cujas atividades não puderam ser registradas nem pelo próprio cronista do Rei de Jerusalém da época, Fulk de Chartres, que era responsável por registrar tudo o que ocorria na Terra Santa – estiveram ocupados com atividades concernentes à descoberta de uma entrada, para os subterrâneos do Templo de Salomão visando, quando no mesmo, extrair certos elementos arquitetônicos, bem como informações Gnósticas, oriundas de uma Sabedoria muito oculta e secreta, a qual os primeiros Templários tinham que, não apenas recuperar, mas compreender e passar a aplicar, o que fizeram com maestria tendo em pouco tempo, de quando sua chegada a Terra Santa, não apenas voltado para a Europa, com louvores, como se tornaram a mais poderosa e influente Ordem Cavaleiresca Medieval.

Todas as informações concernentes às reais origem dos Templários, quem estava por detrás da fundação dos mesmos, bem como as atividades perpetuadas pelos nove Templários originais, nos seus sete primeiros anos de existência e o que, de fato, eles descobriram nos subterrâneos do Templo de Salomão, são partes importantes da História Oculta da Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, que são passadas, hoje em dia, de boca a ouvido, de um Templário para outro, não sendo acessíveis essas informações para aqueles que não fazem parte de um círculo muito íntimo, elevado, secreto e fechado, constituído por Cavaleiros Templários responsáveis pela manutenção das Tradições Cavaleirescas mais puras e de uma Sabedoria Oculta, a qual jamais é legada aqueles que não dão provas de um sincero e profundo desejo de evolução.

Voltando ao foco desta matéria, que é o Ocaso da Ordem do Templo e seu Renascimento, em 2014, poderíamos dizer que a Ordem do Templo findou as atividades concernentes ao seu 1º. Ciclo de atividades, iniciado em 1,111, a partir do momento em que Jaques de Molay, 22º. Grão Mestre da Ordem do Templo (não contando na lista de vinte e três Grãos Mestres o nome de Gérard de Ridefort, considerado maldito, relapso e um dos maiores responsáveis da perda de Jerusalém para Saladino, na época das Cruzadas) foi capturado em 13, de Outubro, de 1307. Naquela época, caso alguém capturasse o Grão Mestre de alguma Ordem e não fosse possível resgatá-lo, ou negociar seu retorno, isso marcava o fim da mesma, mas o que veremos, no caso dos Templários, é que os mesmos não foram exterminados, sendo que em algumas partes da Europa, mesmo com Jaques De Molay tendo ficado encarcerado durante setes anos, antes de sua execução, é sabido que a Ordem do Templo jamais cessou suas atividades, tendo alguns Templários se ocultado em meio a outras Ordens de Cavalaria existente; alguns fugido para outros Países, onde jamais houve perseguição aos Templários como é o caso da Inglaterra, Escócia, Portugal, Alemanha, Espanha, etc.. E ainda tivemos um grupo extremamente ousado, que de forma muito oculta e velada, ainda desenvolvia, secretamente, atividades no Sul da França, mesmo com a Inquisição os perseguindo, juntamente com outras forças e grupos leais ao Rei Felipe, O Belo.
Para que os leitores possam entender melhor a continuidade da Ordem do Templo, até nossos dias atuais, após a captura de Jaques De Molay, em 1307, a coisa ficou mais ou menos assim, até hoje:

Ordem Templária Original (Pauperes Commilitiones Christi Templique Salomonis) – surgiu, extra oficialmente, em 1.111 e durou até, oficialmente falando, 1.314, com a morte de Jaques De Molay, último Grão Mestre, do 1º. Ciclo, de atividades da Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão;

Templarismo Hereditário – é uma linha de continuidade da Ordem do Templo muito curiosa e interessante, mas praticada, até os dias atuais, apenas por Famílias, onde o sangue Templário circula pelas veias de seus membros. O curioso é sabermos que: se Os Templários faziam votos de castidade, quando de sua entrada na Ordem, como pode existir uma linhagem sanguínea oriunda da mesma? A resposta é muito simples: Os votos de castidade se destinavam apenas à classe mandante, dentro da Ordem do Templo, seus mais altos oficiais, bem como àqueles responsáveis pela guarda dos Segredos mais ocultos da Ordem. Todos esses citados faziam votos de castidade sim, mas a Ordem era constituída por membros que ocupavam cargos mais baixos dentro da rigorosa hierarquia existente, ou cargos administrativos, para os quais o voto de castidade não era pedido. Quando a Ordem se viu perseguida, foi por meio desses membros situados em cargos menores, dentro da hierarquia Templária, bem como por meio de simpatizantes da Ordem do Templo, que podiam ter famílias sem nenhum problema, que certos ensinamentos secretos foram transmitidos, bem como a guarda de certos tesouros, que não podiam cair nas mãos, dos perseguidores dos Templários. Essas verdadeiras Famílias Templárias jamais desvelaram para os que não fossem do mesmo sangue, os segredos que guardavam, sendo, até hoje em dia, uma das formas de continuidade da Ordem do Templo mais fechadas, insuspeitadas e secretas que existem, até mesmo porque algumas Famílias do Templo, até mesmo Famílias pertencentes “certos tesouros, que não podiam cair nas mãos, dos perseguidores dos Templários”

Templarismo de Ressurgência – a partir do momento em que capturaram Jaques De Molay, toda a Ordem Templária passou, automaticamente, por uma ressurgência e foram essas novas linhas eclodindo, ao longo de praticamente todo o mundo conhecido, desde o martírio de Jaques De Molay, até os dias atuais, que mantiveram e mantém a Chama da Fênix viva ao longo dos séculos.

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