A história da Maçonaria universal é repleta de exemplos da inserção da Ordem em diversos movimentos políticos de muitas nações desde sua organização, em 1717, até a atualidade.

A Maçonaria sempre esteve presente e foi pró-ativa nos polos virtuosos das lutas sociais e anseio por Justiça, Liberdade, Igualdade e, nos polos viciosos, no combate aos preconceitos e privilégios odiosos ou espúrios. Também ganhou inimigos poderosos ao questionar dogmas, defender novas ideias da era do “iluminismo” e o Estado laico (separação entre Estado e religião).

No Brasil, os maçons conhecem sua história e se orgulham dela, desde os idos da Inconfidência Mineira, da formação do GOB – Grande Oriente do Brasil, em 1822, que teve como primeiro Soberano Grão-Mestre Geral, o Irmão José Bonifácio de Andrade e Silva e como seu vice, o Irmão Joaquim Gonçalves Ledo, grandes líderes que, apesar de defenderem posições antagônicas no processo político, protagonizaram a independência do Brasil, ao lado do Imperador D. Pedro I, que também viria a ser Grão-Mestre do GOB.

Posteriormente, protagonizamos outros movimentos políticos importantes, como a Proclamação da República e que no período conhecido historicamente como “Primeira República”, praticamente todos os Presidentes foram maçons, assim como parte expressiva dos respectivos ministros. Houve época em que TODOS os Ministros eram Maçons, caso único no mundo!

A Ordem participou em vários países, ativamente, de muitos movimentos libertários e de forte conotação política e no Brasil não foi diferente, tendo a ação maçônica presente em vários movimentos, tais como: Inconfidência Mineira (1792); Conjuração Baiana (1799); Revolução Pernambucana (1817); Independência (1822); Guerra dos Farrapos (1835); Revolução Constitucionalista (1932); Revolução anti-comunista (1964) entre outros.

Entre os líderes à frente de cada revolução e movimento social, que envolvesse a conquista ou a ampliação de liberdades, da justiça e da fraternidade, qualquer historiador mais atento identificará a participação expressiva de maçons.

No Brasil, possivelmente em decorrência da direção ditatorial que tomou o movimento militar no final da década de 60, a maçonaria começou então a evitar a questão política, dirigindo o foco de suas ações aos movimentos de caráter social e filantrópico e começam então nossas Lojas se empenharem na construção de asilos, creches, hospitais, casa de recuperação de jovens, etc., fechando-se como ostras à questão política, inclusive desenvolvendo a ideia de que o tema político deve ser banido dos nossos Templos e sua discussão proibida em Loja.

Nossa luta é pelo RESGATE DA DIGNIDADE NO EXERCÍCIO DO PODER!

Como consequência desta postura, ao meu ver, equivocada, a Ordem deixa seu papel de protagonista e passa a mera expectadora do desenvolvimento do processo político no país, embora muitos maçons sempre tenham participado ativamente da política em todo o Brasil.

Mas a ação individual, sem uma articulação coletiva e sem o apoio e comprometimento do Quadro de Obreiros e da própria estrutura organizacional maçônica, fizeram com que nossos líderes maçons buscassem seus próprios caminhos. Sem apoio institucional e a responsabilidade maçônica, passaram ao dístico de políticos maçons e não de Maçons Políticos.

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