Maçonaria ao longo de sua história, de seus feitos através dos séculos, sempre teve como objetivo, o bem estar do ser humano, e o seu progresso no verdadeiro sentido de liberdade, igualdade e fraternidade (trilogia máxima da maçonaria e lema da Revolução Francesa, criado em 1793) procurando unir os povos e levando os verdadeiros ensinos da evolução, tanto espiritual como social e ainda educacional, libertando o homem da ignorância, unindo a família e a pátria. Unindo no mais rígido sistema de fraternidade mútua ao evolucionismo.

Entretanto, com todos esses valores, sempre teve e ainda terá sérias barreiras a serem vencidas, no sentido ao combate a sistemas que algumas instituições fazem sem o conhecimento de causa. É de se notar a bem da verdade, que atualmente esses poderes constituídos por essas instituições vão aos poucos diminuindo, pelo fato de nossa ordem, ser hoje bem mais atuante de modo amplo e transparente e se não bastasse muito eficaz. Fato esse que não acontecia no passado, quando se apresentava inteiramente fechada, levando-se em conta que era muito mais operativa em benefício da humanidade e do ser humano de um modo particular, assim sendo desconhecida totalmente pelo mundo profano.

A história de nossa pátria registra tantos fatos políticos, sociais e humanos que podemos enumerá-los, como por exemplo, os meios utilizados para por fim na escravidão que um dia esteve presente em nossa terra. Todos os políticos dos tempos maçônicos em seus templos lutaram sobremaneira com esse objetivo. Assim, surgiram várias normas categóricas, ou seja, leis reguladoras, que dentre elas merecem destaques a lei do Ventre Livre, a Lei do Sexagenário, proibição de transportes de escravos vindo da África, culminando, finalmente com a lei imperial n.º 3.353, sancionada a 13 de maio de 1888, mais conhecida como a Lei Áurea, extinguindo, para sempre, a escravidão no Brasil.

Outro feito histórico, foi a proclamação da Independência, ocorrida a 07 de setembro de 1822, por D. Pedro I, libertando o nosso país do jugo português, coroa essa que pouco fez pelo nosso progresso, quando no regime colonial. Não podemos, jamais, esquecer a Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, tendo à frente o Marechal Deodoro da Fonseca, que instituiu um novo regime no Brasil, o Republicano, que perdura até os nossos dias, consolidando, assim, a democracia, onde a Maçonaria travou grandes lutas pelo grande contingente de Maçons ilustres que pertenciam a Ordem, e todos lutavam por um Brasil melhor e progressista.

Movimentos houve anteriormente, todos de certa forma camuflados, visando impedir o castigo severo dos poderes constituídos, assim, podemos citar: Areópagos de Itambé, primeira Loja Maçônica do Brasil, fundada em 1796, ao Oriente de Pernambuco e em outros estados, mormente na Bahia.

Maçons já se levantaram contra tiranos pela liberdade, citamos: San Martin, cujas campanhas foram decisivas para as declarações de independência da Argentina, Chile e Peru. Simon Bolívar, considerado herói, visionário e libertador, ajudando a independência da Bolívia, Equador, Panamá e Venezuela do Império Espanhol, tido como símbolo da liberdade da América do Sul, vários outros se destacaram na América Central e do Norte.

Um fato político comentado na Maçonaria universal é a famosa festa do Chá, na cidade de Boston da América do Norte, colônia que era da Inglaterra e outros territórios também pertenciam a países da Europa. É fato histórico que os holandeses possuíam um território chamado Amsterdan, hoje, a gloriosa Nova York, conhecida mundialmente. Os territórios puseram séria resistência aos impostos cobrados pelos ingleses, eclodindo em 1775 uma verdadeira revolução e vários estados se uniram para o combate a esse pesado encargo financeiro.

Retrato do General Deodoro da Fonseca Henrique Bernardelli

Retrato do General Deodoro da Fonseca
Henrique Bernardelli

Em Boston, a festa do Chá, ou Ato do Chá, foi o estopim. Fato político que mencionamos anteriormente. Os impostos cobrados eram muito elevados, e para celebração dessa famosa festa do Chá de Boston, navios ingleses aguardavam o desembarque do produto vindo da Índia. Aconteceu o inesperado: um grupo de 50 a 100 coloniais disfarçados de índios americanos, foram até o porto de Boston, esvaziaram os navios e derramaram o seu carregamento, cerca de 45 toneladas de chá ao mar, dentre esses homens haviam: trabalhadores braçais, operários, pintores e carpinteiros e “pedreiros”. Tudo isso aconteceu a 16 de dezembro de 1776, sob os olhares da população que nada entendia do que estava se passando.

Terminada a demorada e trabalhosa tarefa, esse grupo considerável de “índios”, desfilaram pelas ruas de Boston dirigindo-se à Loja Maçônica “Santo André”, entrando todos no Templo. Horas mais tarde, um grupo de cidadãos americanos, rigidamente trajados de preto, todos da mais alta sociedade de Boston, saíram dessa Loja Maçônica e se dirigiram cada um para sua residência. Ninguém viu um “índio” sequer sair da Loja, e jamais foram vistos os seus trajes.

Na Ata dessa Loja, no dia 16 de dezembro de 1776, consta tão somente uma folha, contendo a letra ”T” ou o TAU, cujo significado é o símbolo egípcio de iniciação. Era símbolo da salvação e consagração, e desse modo tem sido adotado como símbolo maçônico do grau do Arco Real. O TAU é uma cruz em forma de “T”, é um dos mais antigos símbolos cruciformes entre os quais se inclui o malhete. No budismo do Norte, significa Senda da Perfeição “não entrastes na senda da perfeição, o TAU é o caminho que conduz ao conhecimento”.

Desta maneira se manifestara o grupo de Maçons da Loja “Santo André”, de onde posteriormente surgiu a Independência Americana. Pela tradição e razões históricas da nossa Ordem já conhecida, os Maçons da atualidade, verdadeiros construtores sociais conservam o título como um encargo de ANTIGOS, LIVRES E ACEITOS. Este sagrado adjetivo LIVRE, comumente muito usado nos meios maçônicos, quer significar o homem independente, senhor de si mesmo, quer por salários ou renda, possa ele vir a pertencer à Maçonaria, isto sem sacrificar o seu bem estar pessoal e o sustento de seus familiares.

Os maçons continuam a ser aceitos, porque já não mais pertencem à antiga comunidade operativa, e agora somente dedicam a um conjunto de regras no aperfeiçoamento individual e social e a uma constante investigação da verdade, a comunhão dos seres humanos de qualquer nacionalidade, raça, cor, política ou religião, procurando, assim, alcançar o progresso, a fraternidade, a liberdade e a igualdade.

O Maçom deve ser pessoa pacífica, submeter-se às leis do país onde estiver e não deve tomar parte nem deixar-se arrastar nos motins ou conspirações deflagradas contra a paz e prosperidade do povo, nem mostrar-se rebelde a autoridade inferior, porque a guerra, o derramamento de sangue e as perturbações da ordem tem sido funestas para a Maçonaria.
Este é o trabalho do Maçom, quando integrado verdadeiramente na Ordem Maçônica. O Maçom deve ser livre, digno e de bons costumes, devotar amor à família, à sociedade e à pátria a que pertence e por derradeiro, crer em um Supremo Criador, primeiro Landmark da Maçonaria.

Sobre o Autor

ARLS Álvaro Palmeira nº 3308 GOB/SP Oriente de Avaré

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