Jesus Cristo, Mahatma Ghandi, Martin Luther King, Nelson Mandela…dentre muitos outros.

Quais foram as motivações que fizeram desses homens, que viveram em tempos e realidades históricas e sociais diversas, se tornarem grandes exemplos de homens? O que eles buscavam e esperavam das suas vidas e do mundo em que viviam? Por que cada um deles, respeitadas as particularidades, fizeram a diferença em seu tempo? E finalmente, o ponto que pretendo explorar na presente peça, até onde um homem bem intencionado e sábio pode chegar? Esses são os questionamentos que gostaria de compartilhar com vocês, meus Irmãos.

Objetivo levar todos nós a pensarmos a respeito de um tema, qual seja: QUAL É O NOSSO PAPEL NESSE MUNDO? O que pretendemos realizar durante a nossa vida mundana? E ainda, nesse sentido, o que podemos aprender e mudar em nós mesmos e, por consequência, no mundo? Assim, convido-os a refletir na vida e na obra dos seres humanos citados no início da leitura, que primeiramente aceitaram o enorme desafio de mudar para melhor e pensar diferente a respeito das coisas da vida e, dessa forma, conduziram aqueles do seu tempo a acreditar em algo diverso do comumente aceito.

Se pudermos traçar uma semelhança entre esses grandes homens, ousaria afirmar que todos eles seguiram um princípio comum pautado no amor ao próximo e na busca do verdadeiro saber. Ao tempo que assumiram como uma verdade absoluta a necessidade de todo ser humano evoluir e amar ao próximo, sendo esse o melhor caminho para alcançar a felicidade.

Devemos refletir sempre as palavras ditas por esses mestres, tais quais: Jesus afirmou em suas pregações: “O amor é tudo”, Mahatma Ghandi expôs que “o amor nunca faz reclamações; dá sempre… o amor tolera; jamais se irrita e nunca exerce vingança”, Luther King gritou que “pouca coisa é necessária para transformar inteiramente uma vida: amor no coração e sorriso nos lábios.”

Esses ideais, cultivados por esses grandes homens durante suas vidas, podem ser resumidos no conceito fundado por Mahatma Ghandi conhecido como satyagraha. “Satyagraha é um têrmo sânscrito composto por duas palavras nessa língua: Satya, que pode ser traduzida como verdade; e agraha que pode ser traduzida como busca. Assim pode-se entender satyagraha como a ‘busca da verdade’, o ‘insistir pela verdade'”.

Recentemente, em nosso país, passamos a ouvir frequentemente esse termo nos meios de comunicação como referência a uma operação da Polícia Federal Brasileira contra o desvio de verbas públicas, a corrupção e a lavagem de dinheiro desencadeada no ano de 2004 e que resultou na prisão de vários banqueiros, investidores e até homens públicos, em 8 de julho de 2008.

Dessa forma, também na história brasileira recente, esse nome/conceito foi adotado em uma operação policial para simbolizar uma investigação que buscava a verdade, visando “fazer o bem-comum”.

Além dessa ideia principal: o amor ao próximo e a si mesmo, esses homens difundiram muitas outras ideias, por meio de exemplos, que se coadunam com os ideais maçônicos, tais como:

(i) “Conheça a verdade e ela te libertará.” (Jesus), (ii) “A lei de ouro do comportamento é a tolerância mútua, já que nunca pensaremos todos da mesma maneira, já que nunca veremos senão uma parte da verdade e sob ângulos diversos.” (M.Ghandi), (iii) “Não fiz o melhor, mas fiz tudo para que o melhor fosse feito. Não sou o que deveria ser, mas não sou o que era antes.” e (iv) “A verdadeira medida de um homem não é como ele se comporta em momentos de conforto e conveniência, mas como ele se mantém em tempos de controvérsia e desafio.” (L.King), (v) “O bravo não é quem não sente medo, mas quem vence esse medo.” e (vi) “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo.”

Essas palavras me fizeram recordar que todos nós, como maçons, juramos buscar sempre a VERDADE como premissa para nossas vidas, logo, fortalecidos nesses exemplos da humanidade, devemos nos manter firmes nesse belo propósito – estando sempre “de pé e a ordem” na busca pelo bem.

Conforme instrui nosso ritual de Aprendiz Maçom vimos aqui para “vencer nossas paixões, submeter nossas vontades e fazermos novos progressos” … “levantando templos à virtude e cavando masmorras ao vício”.

Mais uma vez, socorro-me aos ensinamentos deixados por esses grandes vultos da humanidade: (i) “De que vale ao homem conquistar todos os tesouros da terra e perder sua alma?”, (ii) “Perdoai-vos pai, pois, eles não sabem o que fazem!” (Jesus), (iii) “Olho por olho e o mundo inteiro estará cego.”, (iv) “O mundo está farto de ódio.” (M.Ghandi), (v) “Não permita que ninguém o faça descer tão baixo a ponto de você sentir ódio.”, (vi) “Temos aprendido a voar como os pássaros, a nadar como os peixes, mas ainda não aprendemos a sensível arte de viver como irmãos.”, (vii) “É melhor tentar e falhar que preocupar-se e ver a vida passar.

É melhor tentar, ainda que em vão, que sentar-se fazendo nada até o final. Eu prefiro na chuva caminhar que em dias tristes me esconder. Prefiro ser feliz embora louco, que em conformidade viver.”, (viii) “Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar.” (N. Mandela).

Todavia, esse caminho em busca da verdade, do bem e da boa convivência, na maioria das vezes, não é fácil de ser seguido, – vide os acontecimentos e o fim dessas vidas aqui relatadas. Isso porque a maioria das pessoas não quer ver nem fazer aquilo que sabem que devem. Muitos de nós estamos cegos pela soberba, pela ganância, pela arrogância, pela ira, pelo egoísmo… ou seja, ainda vivemos na escuridão da ignorância e, muitas vezes, não conhecemos ainda o verdadeiro espírito da humanidade, qual seja: “fazermos ao próximo o que desejamos que nos façam.”

Não obstante, essa deve ser a nossa busca: desvencilharmo-nos dos nossos defeitos e paixões, para podermos concorrer na construção moral da humanidade, junto com tantos homens de bens que aqui passaram, pois, a Maçonaria, como a alquimia, é a ars régia da transformação, ou seja, é o homem que troca seu cigarro pela bala de morango, sua tevê pela leitura sadia, seus programas mundanos pela convivência com sua família e seu grupo de iniciados. Logo, apesar de todos terem a eternidade para o seu despertar, o maçom, quando iniciado, jura buscar esse caminho o mais cedo possível, uma vez que agindo dessa forma mais se aproxima da felicidade e da conquista dos poderes latentes, e muitas vezes desconhecidos, que retém em seu interior.

Bibliografia

  • Trabalho baseado em texto constante do livro O Simbolismo do Grau de Mestre da lavra do Irmão Rizzardo Carmino, editado pela Madras;
  • “A Alquimia Interior”, trabalho do Ir.’. Eduardo Carvalho Monteiro, publicado na p. 18 da Revista A Verdade, nº 384, de novembro e dezembro de 1994;
  • Os Mistérios da Vida de Jesus, Conde de Aydin, editado pela Madras;
  • Ritual de Instruções de Aprendiz Maçom do REAA – 1974 (GOB);
  • Ritual de Aprendiz Maçom editado pela GLESP.

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