Não há tantas informações a respeito desse templo, com a volta da primeira leva de cativos, da Babilônia, os judeus começaram então a reconstrução do que era o templo de Salomão.

Na época, o governador era Zorobabel, Josué, era líder-chave e importante nesse cenário, já haviam restaurado o altar, porém a obra no templo tornou-se mais lenta.

Os profetas levantados por Deus foram Ageu e Zacarias, que incentivando o povo à reconstrução do templo, lembrava-os inclusive de existirem cartas do Rei Ciro que os autorizava a reconstrução.

Embora tivessem começado com carinho e prestezas acomodaram-se por causa das dificuldades e o trabalho foi paralisado.

Os inimigos, samaritanos, que prejudicaram a obra fazendo-a ficar parada por mais de 15 anos, fizeram com que os judeus ficassem acomodados e desanimados, outro motivo era que o templo era inferior ao de Salomão.

Ageu os encorajou com a mensagem de Deus, de que a glória desse templo ultrapassaria a do anterior. A parte mais importante do santuário é a presença de Deus. Aproximadamente 500 anos mais tarde, Jesus Cristo caminharia pelos ários do templo.

Deus pergunta ao povo como podiam viver com tanto luxo, enquanto a sua casa estava em ruínas. O templo era o símbolo do relacionamento entre Judá e o Senhor, mais ainda estava demolido.

Ao invés de terminarem a obra, o povo empregava tempo para embelezar suas próprias casas, porém, quanto mais trabalhavam para si mesmos, menos tinham, porque ignoravam sua vida espiritual. O seu trabalho não era produtivo, não era frutífero e suas posses materiais não eram satisfatórias.

O problema de Judá eram suas prioridades. O povo só começou a reconstrução após 23 dias de Ageu ter anunciado sua mensagem.

Não consta nenhuma informação sobre suas dimensões ou medidas, contudo, supomos ser inferior ao templo de Salomão, de forma que cidadãos diziam que ao terminar a construção seria como “nada”, essa foi a expressão usada na época.

Ag 2:3-4 – “Quem há entre vós, dos sobreviventes, que viu esta casa na sua primeira glória? Em que estado a vedes agora? Não é como nada em vossos olhos? Ora, pois, esforça-te, Zorobabel, diz o Senhor, e “esforça-te, sumo sacerdote Josué, filho de Jeozadaque, e esforçai-vos, todo o povo da terra”, “diz o Senhor”, “e trabalhai; porque eu sou convosco”, diz o Senhor dos exércitos.

Recolocaram os fundamentos do templo, imediatamente Deus os abençoou. Ele não esperou o projeto ser concluído. O Senhor frequentemente envia seu encorajamento e aprovação assim que damos os primeiros passos em obediência. O anseio de Deus é nos abençoar!

Deus concluiu Sua mensagem a Zorobabel com a tremenda afirmação: “Porque te escolhi”. A mensagem tinha o objetivo de ensinar o povo suas verdadeiras prioridades.

Deus sempre quis estar com seu povo, amém!

Então, foi assim que antes do nascimento do Salvador, Israel ficou sem templo. O povo dividira-se: havia dois reinos (Israel e Judá) inimigos um do outro. O povo tornara-se idólatra e totalmente iníquo, e o Senhor rejeitara a ele e ao seu santuário. O reino de Israel, formado aproximadamente por 10 das 12 tribos, fora subjugado pela Assíria por volta de 721 a. C. e, cem anos depois, a Babilônia conquistou o reino de Judá.

Durante 70 anos, o povo de Judá, que passou a ser chamado de judeu, permaneceu na servidão, exatamente como fora predito. (Jr 25:11–12; 29:10).

Durante o reinado favorável de Ciro (Ed 1, 2) e de Dario (Ed 6) os judeus receberam permissão de voltar a Jerusalém e voltar a edificar um templo como prescreviam suas crenças.

Em homenagem ao diretor da obra, o templo restaurado ficou historicamente conhecido como o Templo de Zorobabel. O alicerce foi colocado com uma cerimônia solene e, nessa ocasião, as pessoas mais velhas que sobreviveram e lembravam-se do antigo templo choraram de alegria. (Ed 3:12–13).

A despeito das formalidades legais (Ed 4:4–24) e outros obstáculos, o trabalho continuou e depois de voltarem do cativeiro, os judeus estavam com o templo pronto para a dedicação.

O Templo de Zorobabel foi terminado, exatamente no terceiro dia do mês de Adar, no sexto ano do reinado de Dario. A cerimônia dedicatória foi realizada em seguida. (Ed 6:15–22). É verdade que, no que se refere à riqueza do acabamento e da mobília, esse templo era bem inferior ao Templo de Salomão, mas era o melhor que o povo podia construir e o Senhor aceitou-o como a oferta que simbolizava o amor e devoção de Seus filhos.

O fato de que profetas como Zacarias, Ageu e Malaquias ministraram entre as paredes desse templo são prova da aceitação divina.

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