De acordo com os nossos “Landmarks”, que existem desde os tempos mais antigos na maçonaria operativa, através dos chamados “Old Charges” e que tratam da instituição de regras, Leis e constituições, escritos e proclamados nos Estatutos de Anderson em 1723 (General Regulations de Paybe: …provided always that the Old Landmarks be carefully preserved – “…contanto que os antigos Landmarks sejam escrupulosamente preservados”), mas compilados por Albert G. Mackey, são tidos como aceitos e acolhidos pelas Grandes Lojas e pelos Grandes Orientes como regras de conduta imutáveis. O Landmark 21º diz que: “É indispensável a existência, no Altar, de um Livro da Lei, o livro que, conforme a crença, se supõe conter a verdade revelada pelo GADU. Não cuidando a Maçonaria de intervir na peculiaridade da fé religiosa de seus membros, exige, por isso, este Lundmark, que um Livro da Lei seja parte indispensável dos utensillios de uma Loja”.

Porisso, usamos a Bíblia, impressa por Gutemberg no século XV, contemplando as três grandes religiões monoteístas: Judaísmo, Cristianismo e Islamismo, e através de seu livros, escritos em momentos históricos diferentes, com textos de até 200 anos a.C., para a abertura dos nossos trabalhos em Loja maçônica, marcando a presença efetiva do Grande Arquiteto do Universo neste solene ato.

Em João (versículos de 1 a 5 do capítulo1) lê-se: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos Homens. E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam”, mas, a Excelência e a Beleza do amor fraternal, é eloquentemente descrita através do Salmo 133, pela luz de Davi, autor de vários cânticos de Israel, tanto pela sua habilidade de tocar cítara, como pelo seu respeito histórico e, pelo seu sucessor, o Rei Salomão, levou para Jerusalem (Sião) a Arca da Aliança, nomeou os chefes dos sacerdotes e construiu o Templo.

Portanto Aarão, que era “iluminado”e “elevado”, tornou-se uma instituição definitiva na construção do Templo de Salomão. Por ser sacerdote, suas vestes foram diginificadas por Moises: “Estas pois são as vestes que farão: um peitoral e um éfode, e um manto, e uma tunica bordada, uma mitra, e um cinto: farão, pois, santas vestes para Aarão, teu irmão, e para seus filhos, para me administrarem o ofício sacerdotal”. Ele foi ungido pelo oleo da unção, usado nas cerimônias de consagração sacerdotal: “…e os ungirás, investindo-os e consagrando-os para que me sirvam como sacerdotes…tomarás o oleo da unção e o ungirás derramando sobre sua cabeça : (28:14-29)”.

O óleo da unção era de balsamo, mirra, cinamomo, cana aromatica, cassia e azeite de oliva.
O Monte de Hermon (Monte Líbano), famoso pelo fornecimento de madeira para a construção de navios, pelo seu caráter sagrado, pelo orvalho que descia sobre toda a Palestina irrigando suas terras, era a mais famosa e importante montanha da região e Sião era uma das colinas onde foi construída Jerusalem, onde também fica o Monte Moriá, local da construção do Templo de Salomão.
Como nos dias de hoje, naquele tempo, pessoas de todas as regiões se reuniam como irmãos e irmãs, para se congregarem e adorarem a um só Deus.

O Óleo descendo pela cabeça ( centro vital da existência) e pela barba ( emblema da honra) evidencia especial estima, pela aparência, dignidade litúrgica e ritualística pelo homem, sua verdade e honradez.
Ainda quando o orvalho que cobria o Monte Hermon descia sobre Sião e levava pérolas de um liquido cristalino para vivificar as manhãs, a cidade, as pessoas e a chegada da luz do sol, ratificou a Fortaleza do Tabernáculo de Salomão, a “cidade do Senhor”, a sua morada e o lugar de seu repouso, descrito também no salmo 132.

POESIA

Sinto em mim, o sentimento da vida
vivo em mim, mais do que uma alma
a luz que me é dada
a suavidade das pedras e ciprestes
a compreensão dos irmãos
a calma e a sabedoria dos mestres.

Orvalho que desce ao clarear do sol
derrama sobre minha honra
a bênção da nossa imagem
escorre pela minha cabeça e barba
o pacto da nossa união
guarda em gotas de oleo e sangue
lições da nossa longínqua viagem.

Perdoa-me pelas vagarosas conversas
pela solidão das noites mais frias
pelas controversas leis tão estranhas.
Para mim, mostro-te a evolução dos dias
o melhor dos mundos
o mistério, o princípio
as sensações das mais lindas manhãs
o amargo, o doce
e o espírito das romãs.

É como o oleo precioso do infinto
que surpreende o justo e o perfeito
avista o impossível e o torna polido…
Porque, alí,
no sentimento do meu eu mais profundo,
a paz e o amor que nos toca bem fundo,
no invisível consciente da nossa força,
haverá a vida para sempre.

Sobre o Autor

ARLS Mount Moriah Nº 3327 - GOSP/GOB

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