“Os primeiros maçons do Rito Escocês…os graus já existiam antes de 1743, mas eram sobretudo graus isolados ou pequenos sistemas de alguns graus, não constituindo verdadeiros ritos ordenados numa progressão iniciática re etida. Após esse período, nossos rituais foram reescritos, atualizados e modi cados. As pesquisas mais recentes sugerem que os rituais ligados aos graus escoceses foram uma elaboração colegial no seio das lojas. Após isso novas contribuições e desempenhos pessoais é que determinaram o processo mais alargado de participação. Os autores dos rituais dos graus do Rito Escocês Antigo e Aceito foram designados por várias referências do- cumentais, nomeadamente a Coleção Sharp – Os Jardineiros da Rosa. Não se encontram referencias pessoais concretas…reconhecem-se no conteúdo certas in uências judias do protestantismo Francês, concretamente o Calvinista, das lojas militares e dos burgueses como classe social. Por exemplo o conceito de Iniciado, é de inspiração calvinista e o caráter salomônico do Antigo grau de Mestre revela a in uência judia que é ainda sublinhada pela abundância de hebraísmos…não existem duvidas da sua origem em França, pois é uma referência histórica muito marcante – Loja Os Eleitos Perfeitos – em Bordéus, também designada: Loja Escocesa de S. João de Jerusa- lém. Os regulamentos adotados a 08/07/1745, possuem as assinaturas de Étienne Morin, Lamolére de Feiuíllas, Raoul, Lavie e Riboutet e, de acordo com a carta de Dupin Deslezes, que era Venerável em 1750, dirigida a Pierre-François Roussillon em 24/05/1759, o fun- dador da loja foi Étienne Morin…Os Eleitos Perfeitos já possuíam, nesta época, um verdadeiro rito constituído de 10 graus e iniciaram a criação de várias lojas designadas: Perfeitas Lojas da Escócia, mas, todas em Paris, Toulouse, Marselha e na Ilha de S. Domingos, em França… Na essência, o projeto destes obreiros, permanece válido e transporta em si a esperança que se chama Iniciação. Estão na origem do Rito Escocês Antigo e Aceito e foram eles que introduziram na Maçonaria as tradições esotéricas, de que a alquimia, suas relações com a astronomia e a Filoso a, e o Hermetismo, são exemplos práticos. Lembrar o seu trabalho heroico é também uma forma de mantermos a nossa identidade como maçons e como homens de tolerância na procura permanente da elevação fraterna, da verdade, do aperfeiçoamento losó co e do bem da humanidade.”

Marti, José (N.S.) – Loja Ocidente – Revista Grémio Lusitano, No 16 (Especial)

2° O  Semestre De 2010, Pg 100/101 – Grande Oriente Lusitano – Portugal


Levas Teu Irmão Pelos Braços

sem palavras, pelas ruínas e calabouços

Não importa se haverá o futuro acompanha-o feito sombra pelo chão em silêncio.
Silêncio no trono de Salomão… haverá reunião com os deuses,
o elo da iniciação.

Envolto em manto, semi-despido,
carregas o profano
pelas viagens do impossível em silêncio.
Silêncio dos mortais morrerá a arrogância
dos homens
renascerão as rosas
com os jardineiros normais.

Não importa se nos perdermos na rota não será o m da viagem,
apenas o início do caminho das pedras, o verdadeiro.
E haveremos de fazer um silêncio maior do que o universo inteiro.

Nenhuma lágrima será chorada em vão não se sabe nada dos medos
nem se escuta o som das baionetas
do romper da verdade
ou do silêncio da luta. Apenas silêncio.
Este é o discreto momento do desbastar da pedra bruta.

Assim, de repente, o estranho silêncio conforta o iniciado
ou o que restou da explosão
ou o que sobrou do fogo, da terra, do ar e do perdão…
O anônimo mestre,
ainda guia o profano sem vestes pela viagem do tempo, sem direção.

O início é a beleza da história
o nascimento da honra, da glória e da vida em algum canto do mundo

O silêncio é o tamanho do abismo
e o poder da iniciação.
A calma para compreender
o espírito do homem, a humanidade e a busca do conhecimento profundo

O renascimento começa agora dentro do templo
na pureza da prosa.
O mestre ensina
na calada da noite
a invisível voz do silêncio dos Jardineiros da rosa.

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