“…houve uma época em que os maçons penderam para a arquitetura, e passaram a ser denominados de “pedreiros livres”, ou free-mason, e essa época tem duas referências: as pirâmides e as esfinges egípcias e o Templo de Salomão. Essas são as conhecidas, pois provavelmente tenham existido construções muito mais remotas, seja na Babilônia, seja em outro país…. aqui não podemos abrir mão dos evangelhos. E tampouco omitir a parcela que o Novo Testamento possui como prova de que Jesus de Nazaré abrira novos horizontes e novas dimensões à Maçonaria. … e será para penetrar nesse Templo que o candidato é colocado na “Câmara das Reflexões. Isso abre uma nova dimensão para o Homem.”

INTRODUÇÃO À MAÇONARIA – Doutrina, História e Filosofia – Rizzardo da Carmino Editora Madras – pg. 309/310.

POESIA


Em silêncio
descobri minha loja mãe.
Aos poucos, sob os cotovelos
a coragem me fez de morto,
sem vestes, vazio e transparente…
Nasci novamente da alma da pedra
ouvi o brado dos novos irmãos
e o coração que já não bate em minha mãos.

Estás aqui feito guarida de engenho,
estarás justa e perfeita?

Esta é minha cidade
minha eternidade
letras de espinhos espetadas em silêncio
não te quero quebrada
pelos quatro elementos
nem apanhada pelo arrepio do medo
do tato ou do aroma do nada.

Quero ver-te em abraços às estrelas,
indomável bailarina,
dançando pelo infinito,
escapando pelos labirintos,
estranhos movimentos extintos…

Quando todos se calam
és a fortaleza no firmamento.

Nem a morte, nem os fragmentos
ou o princípio, o contraste, a verdade do testamento!
O tempo aqui já não existe
Tu és o templo, o que liberta
o velho universo incontido.
Tu és a casa dos velhos mestres,
dos construtores de enigmas
e dizes sempre a mesma história
e contas sempre os mesmos segredos:
Será que estou preparado para atravessar
as sendas do tempo?

Não haverá segredos ou paredes,
haverá, portanto, muito esclarecimento.

Não haverá dimensões para o silêncio,
inventas, pois
a liberdade do pensamento!

Não haverá limites para a transparência.
Nada. Nada superará a quintessência,
a transcendência, a tolerância e a magia.

Nada será mais suave que a poesia,
ou a claridade da minha casa,
a perfeição da minha loja-mãe…
o templo da maçonaria.

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