POESIA


Estava bem concentrado
vários irmãos ao meu lado
quando fiquei assustado
caindo até o tapete,
era um homem grandalhão
com um martelo na mão
dando começo a sessão.
Na batida do Malhete
De paletó e colete
alguns dão o bom exemplo,
pra se entrar nesse Templo,
não precisa ter bilhete,
que seja Pedro ou Augusto,
franzino ou mesmo robusto,
não tem jeito toma susto.
Na batida do Malhete
Do Pilar, o seu Rosendo
de nada tava sabendo,
mas do céu estava vendo
um clarão que nem foguete
e a cidade se assustou,
porém logo se acalmou,
mas depois que alguém falou.
Da batida do Malhete

Eu vi um assim sentado
sem estar preocupado,
mas seu vizinho de lado
cutucou-lhe com alfinete.

Foi daí que esse irmão
em plena reunião
voltou a prestar atenção.
Na batida do Malhete
Vi um grito tão agudo
que de medo fiquei mudo,
porém alguém que viu tudo
me passou este lembrete.
Que não era nada disso,
era um Mestre no serviço
cumprindo seu compromisso.
Na batida do Malhete

Seu martelo é objeto
para trabalhar correto,
e talvez quebrar concreto
Sem sair do gabinete.
Temos um mouco assistindo
que vem chorando ou sorrindo,
mas disse: só ta ouvindo.
Na batida do Malhete
Tem gente até cochilando
nem atenção estão prestando
na certa está só pensando
nas delícias do banquete.
E quando se senta à mesa,
pra esse tudo é beleza
e nem fala com certeza.
Na batida do Malhete

Nosso Irmão tem demonstrado
que vai dar o seu recado,
pois onde ele está sentado
é trono e não tamborete.
Com pulmão cheio de gás.
O que ele pensar ele faz
sem nunca deixar jamais.
Na batida do Machete

Sobre o Autor

GR. Porta Estandarte Adj. GLESP

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