POESIA

 

Onde estará o segredo mágico
do olho que a tudo enxerga?
No limiar da iniciação da poesia,
na luz que ilumina o trabalho do meio-dia, nas masmorras profundas do coração e na reflexão do poeta
ou na harmonia e concórdia dos seres diferentes?

Poderei um dia subir os degraus da escada do conhecimento e marcar presença nas páginas do Oriente?

Como alcançar a eternidade
se morrer é preciso quando se busca a verdade?

Como alcançar o segredo
dos velhos mestres, que da auréola da balaustrada do “Sanctus Sanctorum”
disparam suas setas silenciosas?

Será que essa mensagem sagrada
e preciosa atravessa as almas invisíveis
emudece os IIr.’. do ocidente
e perde-se em meio às vaidades orgulhosas?

Quando verdadeiros “Homens de Preto” reúnem-se em lojas para buscar a verdade, despem-se dos vícios, escorregam pelos íngremes penhascos do tempo e mergulham com humildade pela senda hermética da sabedoria.

Será que os deuses
traçaram com precisão
Os riscos da hipotenusa
Desta longa escadaria?

Serão os catetos e a geometria,
paralelos do novo universo,
o segredo da Maçonaria?

 

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