POESIA

Já não o encontro... Queria te dizer tudo sobre o meu tempo. Que ele não mais existe, apenas o vazio do mundo, apenas minha sabedoria infinita, meus inventos, e a intolerância fria.

Ando em cavalo a galope calculando meu tempo final... estou livre!!!

Relembro as primeiras viagens irmãos entre os quatro elementos, histórias em ciclos, miragens, em forma de testamento. O contraste entre o doce e o azedo e meus imperceptíveis movimentos.

Hoje sou velho quase adormecido. Invento a transparência, os labirintos e a luz que me conduz. Conto mais do que uma história sobre os aprendizes e os mestres que habitavam nosso universo.

Meu tempo é enigmático, perplexo, reflete o nada e o vazio espiritual.

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