Existe uma prioridade no elenco de atividades que a maçonaria brasileira estabeleceu para execução nos tempos atuais. Refiro-me à campanha pela melhoria da qualidade da educação pública em nosso país. E quanto a isto é impossível negar a dedicação com que a maçonaria tem se voltado, para que os mais altos resultados sejam colimados no tempo requerido. Sem dúvida os desafios para que isto aconteça são enormes. Contudo, mais consoladora será a colheita. E certamente são estas expectativas e estas esperanças que têm alimentado o enfrentamento às barreiras que se levantam.

Mas este cuidado com a formação do homem, no seio da maçonaria, não se inaugura no mundo de agora. Sempre foi o seu mister em todos os tempos. Pois é de sua inerência o combate à ignorância e, por consequência, o preparo do homem para o exercício de uma vida digna. Não somente a sua vida, mas também contribuindo para que a vida do próximo tenha o mesmo destino. Neste sentido é que recordo a passagem de um dos seus mais antigos catecismos, de onde pinço: “Não basta habilitar o indivíduo somente para o trabalho, que é um dever social. É preciso dar-lhe uma formação moral e cívica adequada às novas conquistas da técnica e aos novos caminhos abertos para a ciência e para a arte”.

Os altos dirigentes da Ordem maçônica têm consciência disto e trabalham para que esses sonhos não tardem em se concretizar. Inegável como eles têm sabido colocar voz nesses sonhos de nós todos! Assembleias gerais e audiências públicas, fóruns de debates sempre acalorados e de posicionamento têm se repetido, muitas vezes, em todos os principais centros populacionais do Brasil, com o objetivo de se deixar bem claro que, sem a melhoria da qualidade da educação pública, nosso país não irá ao lugar competitivo que a economia globalizada está a exigir. E nos humilha, constrange e empobrece… perante o concerto internacional
das Nações.

As Sagradas Escrituras registram que o homem domina a natureza, isto é, a natureza está à disposição para nosso usufruto (Gênesis 1, 26) mas, para tanto, é exigido o devido conhecimento. Por isto, os maçons ensinam que “tanto mais adiantado é o homem, quanto mais pode haurir dos segredos da natureza e empregar as suas descobertas em benefício da humanidade.”

Outro dia, li uma convocação do Grão-Mestre da Maçonaria catarinense, o maçom Alaor Francisco Tissot, que muito nos deixa entusiasmados quanto ao empenho com que a Fraternidade deverá encarar esse desafio, exigindo a melhoria da qualidade de nossa educação pública. Muito me animaram o arrojo, a ênfase e a tempestividade da mensagem, porque ela coincide com o momento em que tramita na Câmara dos Deputados o Plano Nacional de Educação que resultará nas “diretrizes e bases” do ensino público no decênio que ora se inicia.

Tamanho o significado do que disse o Grão-Mestre Alaor Francisco Tissot que entendo ser a palavra de ordem de todos os maçons brasileiros. Vejamos:


“Urge que se dê maior atenção à Educação, destinando-lhe as necessárias verbas,
constituindo um melhor e mais eficiente programa de formação,
aperfeiçoamento e valorização do magistério,
complementando-se por uma maior assistência e consideração pelo estudante. Educar é fixar limites justos.
Cabe assim, a nós maçons, mantendo as nossas dignificantes tradições e contribuição à história,
assumirmos essas posições até mesmo ousadas.
Ao conclamar a todos a reagir, rogamos ao Supremo Arquiteto do Universo que nos ajude e ilumine”

(O Vigilante, edição de set/2011)

Porém, a educação, como se percebe, não é tarefa só do governo. Nem a cobrança da melhoria de sua qualidade reserva-se à Maçonaria. É missão de todos: do poder público, das instituições privadas, das famílias. Como também não é tarefa adiável. Não é uma atividade do depois. É de antes. É deste momento. E no estágio em que nos encontramos, o de que “o futuro já está em nossa sala”, agora é a hora do maior esforço.

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