As

bases dos ensinamentos maçônicos estão reunidas na Cerimônia esotérica da Iniciação. Desta forma não é possível compreender o que é maçonaria e a sua razão de ser, sem antes de nirmos o que é a Iniciação, bem como a ética predominante dentro desta Cerimônia. Embora esteja longe de ser compreendida pela maioria dos iniciados, é um ato bastante signi cativo, cuja real importância está oculta sob a verdadeira aparência do véu exterior.

Iniciação, do latim initiatio, de initiare, que tem a mesma origem de initium, “início ou começo”, vem de ini-re, “ir dentro” ou “ingressar”. Nela encontra-se o duplo sentido de “ingresso em” ou de “começo ou princípio” de uma nova coisa.

Da etimologia da palavra Iniciação, infere-se que seu real signi cado é o de ingresso no mundo interno da Maçonaria para começar uma nova vida. Por sua vez a origem da palavra ética vem do grego, ethos, a qual signi ca “o modo de ser”, ou “o caráter”. A palavra ethos de origem grega, foi traduzida pelos romanos para o latim mos, cujo signi cado deu origem a palavra moral, eis que remete aos hábitos, regras ou costumes.

Tanto ética quanto moral indicam um tipo de comportamento humano que não é natural, ou seja, não é um instinto que o indivíduo carrega com si desde o seu nascimento, mas sim que foi adquirido através da cultura, normas e hábitos aceitos dentro de uma determinada sociedade. A ética maçônica tem como parâmetro os conceitos de liberdade, igualdade e fraternidade como máxima a ser cultivada no relacionamento humano.

Os valores éticos orientam as atividades e relações entre os membros de uma sociedade ou organização, e dizem respeito aos ideais de uma cultura. A ética não pode ser confundida com a lei, embora com bastante frequência a lei tenha como base princípios éticos. Inconteste que ao ingressar na Maçonaria, cada indivíduo traz consigo os valores do seu convívio social, suas concepções morais e éticas já criadas, o que pode provocar na convivência maçônica comportamentos aéticos, a exemplo das disputas pelo poder, perseguições, e etc.

A peculiaridade da ética maçônica, através dos simbolismos, ritualísticas, instrumentos maçônicos, Constituições Gerais da Ordem, Landmarks, Leis e regulamentos internos de cada loja, lecionam os caminhos legais, éticos e morais a serem trilhados por nós maçons. Depreende-se que a Iniciação é a porta que dá ingresso ao iniciado, atingindo um novo estado moral ou material, no qual o homem começa uma nova maneira de ser ou de viver. Esta nova maneira de ser e viver é característica do Iniciado com relação ao Profano.

Tendo ingressado neste estado novo, o primeiro o conhece do lado de dentro, ao passo que o segundo permanece fora do mesmo, ou seja, fora do Templo da Sabedoria ou de um real conhecimento da Verdade e da Virtude, das quais só conhece os aspectos profanos ou exteriores. Não se trata, na verdade de uma simples recepção numa determinada associação.

Para melhor dizer, a iniciação é o ingresso em um novo estado de consciência, em uma maneira de ser interior diferente, que se re etiria forçosamente sobre a nossa vida exterior.
Por esta razão, o Iniciado morre simbolicamente para o mundo, para o estado profano; mas esta morte simbólica é necessária para o renascimento do iniciado, ou seja, para o estado que é a negação aos vícios.

Pode-se dizer que ao iniciar na ordem, o iniciado se submeteu a um conjunto de regras de nidos, os quais delimitam as condutas consideradas éticas dentro da maçonaria.
A ética é inerente ao próprio conceito de maçonaria. Portanto a ética passa pela responsabilidade, pelo respeito e compromisso de tudo o que aceitamos quando iniciamos e prestamos o juramento. Um compromisso com o trabalho maçônico é feito, devemos honrar o mesmo, meditar para a morte do Profano e renascimento para uma vida verdadeira.

Referências Bibliográficas
– ASLAN. Nicola. Comentários ao Ritual de Aprendiz: vede-mecum iniciáti- co. 2a Ed. Editora A Trolha. Londrina – PR. 2003.
– ADOUM. Jorge. Grau do aprendiz e seus mistérios. Editora Pensamento. São Paulo – SP.

Sobre o Autor

ARLS Vinte e Seis de Agosto, n° 2316 Oriente de Campo Grande • GOB-MS

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