Há evidências da existência do Grau da Marca na Escócia em 1599, mas, conforme os antigos registros ingleses, a Maçonaria da Marca foi introduzida em 1º de setembro de 1769, no Royal Arch Chapter nº 257, em Portsmouth, quando Thomas Dunckerley avançou certos Irmãos como Homens e Mestres da Marca, com cada um escolhendo sua própria marca.

Esse Grau foi trabalhado em muitas Lojas simbólicas, inclusive sob a autoridade da Antiga Grande Loja de York, mas, com o evento da União entre os Antigos e os Modernos em 1813, o Grau da Marca foi excluído completamente, com o reconhecimento somente dos três Graus simbólicos, incluindo-se o Santo Arco Real.

Porém, muitas Lojas continuaram a trabalhar esse Grau na Inglaterra, e vários Irmãos de Londres obtiveram uma Carta Constitutiva do Bon Accord Chapter de Aberdeen autorizando-os a conferir o Grau da Marca. Isso criava consideráveis dificuldades administrativas para as Lojas da Marca em Londres, já que as autoridades soberanas estavam na Escócia; e para legitimar a sua causa, muitos dos antigos maçons da Marca que estavam preocupados com o problema formaram a sua própria Grande Loja em junho de 1856, indicando o lorde Leigh como o seu primeiro Grão-Mestre.

Sucedeu-se um período de desconforto e desarmonia, mas felizmente, em torno de 1860, um “acordo” foi realizado, estabelecendo um cerimonial comum entre a Grande Loja da Marca Inglesa e o Grande Capítulo da Escócia; e vagarosamente esse Grau cresceu em popularidade, tornando-se, com o Arco Real, um dos mais bem-sucedidos e defendidos Graus na Maçonaria. Atualmente existem mais de 1,5 mil Lojas da Marca sob a Constituição inglesa, como também seis Grandes Lojas “filhas”, derivadas, sendo interessante notar que um grande número de Irmãos que alcançaram proeminência na Maçonaria Simbólica não foram menos proeminentes na Marca.

O GRAU

A cerimônia de admissão é chamada de “Avançamento”, e cronologicamente o Grau segue o de Companheiro (tal como se faz na Escócia), embora, como já foi dito, o candidato deva ser um Mestre Maçom. É um dos mais antigos e interessantes Graus da Maçonaria, incorporando atualmente dois Graus: o candidato é primeiro reconhecido como um Homem da Marca e posteriormente avançado como um Mestre Maçom da Marca na mesma cerimônia. Dessa forma, mostra-se que o Grau cresce de uma antiga cerimônia, na qual cada artesão selecionava para si mesmo uma marca particular com a qual podia designar seu trabalho, sendo que essa marca era devidamente registrada com a autoridade constituída. A lenda do Grau é singularmente instrutiva e bem fundamentada nas declarações das Sagradas Escrituras, relacionando-se com o período da construção do Templo, antes da morte do arquiteto-chefe; o Grau da Marca nos ensina que “a educação é o prêmio do trabalho e contém uma mensagem dramática, de que a fraude nunca poderá ser bem-sucedida”.

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