Na última semana, em São Paulo, participei da fundação, com outros irmãos, da Confederação Panamericana dos Supremos Conselhos do Rito Escocês Antigo e Aceito, o mais novo órgão internacional da maçonaria dos Altos Graus, estendendo sua ação em todo território das Américas e Caribe, difundindo os princípios do Rito, conforme os textos fundamentais que os originaram, desde 1762 até aos nossos dias.

O Supremo Conselho do Rio Grande do Norte, que tive a honra de representar, levantou na oportunidade, a preocupação com a liberdade de expressão e pensamento, em alguns países da América do Sul, cujos dirigentes usam o poder para perseguir e amordaçar seus opositores, ditadores mirins, inspirados nos exemplos nefastos de Hitler, Mussoline, Franco e seus adeptos, aprendizes da impostura com que tentam se impor, pela força e abuso.

Citei alguns nomes de jornalistas brasileiros, sulamericanos que se agigantaram na luta quando a verdade estava em perigo, oprimida pelo embuste.

Aliás, sobre esse importante tema, recentemente, a COMAB, que é a Confederação Maçônica do Brasil, hoje presidida pelo Grão-Mestre de Santa Catarina, Rubens Franz, em documento histórico, analisando o PNHD-3, Plano Nacional de Direitos Humanos, e apontando críticas e sugestões, denunciando: “O projeto contamina esses valores na medida em que pretende impor o controle do Estado sobre a sociedade, entregando a representação popular nas mãos do poder soberano do legislativo, eleito pelo povo, mas não nas mãos de associações e entidades, sob o pretexto de representações participativas”.

E argumenta ainda o referido documento histórico:

“Evidente, portanto, que não basta apenas mudar ou suprimir este ou aquele ou ainda qualquer tópico ou mesmo propor ajustes no PNHD-3, uma vez que a sociedade e os brasileiros, onde se encontram os maçons, efetivamente não se darão por satisfeitos”.

E denuncia de forma clara: “O PNHD-3, é em síntese, por seu conteúdo, um caminho aberto para asfixiar a liberdade de imprensa e religiosa, coibir o livre exercício e acesso à justiça, infringindo e fazendo, assim, letra morta ao princípio constitucional insculpido no Artigo 5º, da Carta Magna, pois, de agora em diante, sob a égide do PNHD-3, nem todos serão iguais perante a lei.

Carlos Lacerda dizia que, infelizmente, sempre houve um crescente e bem-sucedido esforço de infiltrar mentiras e intrigar de modo a desacreditar a liberdade de imprensa, tornando-a sinônimo de leviandade, instrumento de estupidez e veículo de desagregação.

Mas é preciso identificar que o pior inimigo da liberdade é aquele que, em nome dos direitos humanos, começa por negar aos outros – pelo terror físico – o primeiro desses direitos que é o direito à vida.

É ainda de Lacerda a lição de que não se pode confundir amor próprio com amor à coerência. A liberdade com a liberalidade. A proteção do perseguido de hoje com o estímulo ao perseguidor de ontem e de amanhã. Quando a tolerância se coloca a serviço da desinformação, a intolerância vira sinônimo de vigilância. Quando se chega a esse ponto, segundo ele, o máximo que se poder esperar é sair com vida, mas vida com honra e liberdade.

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