A maçonaria, em apertada síntese, é uma instituição tradicional cujas doutrinas básicas são o amor fraterno, a filantropia e o desenvolvimento pessoal através da busca da verdade. Sua prática oferece a oportunidade de um contato regular e engrandecedor com homens de caráter, reforçando o próprio desenvolvimento pessoal e moral, num clima de companheirismo e fraternidade. O caráter principal do maçom é ser livre e de bons costumes, tendo coragem de desbravar preconceitos e sofismas dentro do seu próprio ser.

Em maçonaria, há uma virtude, talvez ponto de partida de todas as outras, sem a qual a felicidade e a justiça seriam bem difíceis e que se encontra no fundo de todas as nossas máximas que é a BONDADE!!! Esse é o sentimento que deve nortear todas as ações de um verdadeiro maçom. Mais que o gênio, a bondade mede a elevação da alma, mas que a beleza, dá um encanto indizível.

Os maçons brasileiros, historicamente, combateram o colonialismo porque acreditavam na autodeterminação dos povos. Combateram a escravidão porque acreditavam que todos são iguais dentro de uma sociedade igualitária e justa, de acordo com o direito natural de que todos os homens nascem livres e iguais, que é inalienável. Combateram o regime imperial, porque acreditavam na República democrata como instrumento para permitir a representatividade de todos, no comando do destino de cada um, como cidadãos. Combateram a ditadura porque não aceitavam a usurpação política.

Estes eram os principais inimigos da sociedade naquelas oportunidades e, portanto, eram também os principais inimigos da Maçonaria… Assim, em todos os momentos em que não houve prevalência da Verdade, abrindo espaço para a Injustiça, a história nos mostra a presença de maçons prontos ao combate – o bom combate, para que pelas idéias possa-se restabelecer a Ordem e o domínio da Justiça com coragem e sem reservas.

A maçonaria como instituição deve permanecer velada, todavia os maçons como agentes sociais – em seu âmbito familiar, profissional, cultural e recreativo – devem levar adiante o “bom combate” para que sejam banidos os desregramentos morais decorrentes da avassaladora corrupção.

Nós devemos estar preparados para agir como aqueles que tiveram a perspicácia de reconhecer no seu devido tempo – os problemas sociais, que precisavam ser enfrentados e resolvidos, e por isso, hoje esses maçons são lembrados e exaltados.

Da mesma forma, temos a obrigação de agir para que, no futuro, sejamos citados pelos maçons que nos sucederem, e que, da mesma forma, os nossos nomes fiquem registrados como cidadãos atuantes, na memória histórica de cada rua, cada bairro, cidade ou Estado, ou seja, por toda a Nação.
E que esses maçons do futuro tenham em nós, como tivemos nos maçons do passado, o exemplo motivador da defesa da cidadania como instrumento de busca de uma sociedade mais igualitária, mais justa e fraterna, portanto mais feliz e democrática.

Nós, como maçons, pertencentes e integrados a sociedade temos que fazer um estudo sério dos fenômenos históricos da política e da religião com o fito de trabalhar no invento de novas idéias, sem temeridade nem intolerância, mas com energia e coragem, por ação calma, contínua e sem agitação febril.
Não temos a necessidade de sermos numerosos, precisamos apenas de homens de caráter. Os inimigos da sociedade não dispõem mais de prisões nem cárceres, mas sim, da corrupção. Eles especulam sobre nossos interesses materiais e nossas vaidades e vivem de nossa tolerância!

Portanto, todos nós maçons temos a obrigação de vencer esse grande inimigo da sociedade que se chama: IMPUNIDADE!
Combater a impunidade, eis o grande chamamento do nosso tempo. A IMPUNIDADE é a causadora dos maiores problemas da sociedade atual: a corrupção e a falta de segurança. Só é corrupto, seja ativa ou passivamente, quem tem a certeza de ficar impune.

Somente onde o braço da lei não chega é possível o domínio da violência.
Assim, o maçom deve estar consciente dos problemas da sua época, para não passar omisso pelo seu tempo. E necessitamos ter CORAGEM para cumprir nossa obrigação em cada ato e ação para educar as crianças, defender os mais fracos e não conviver com atitudes desonestas, buscando ser transparente em cada ação e mostrar que toda atitude tomada gera uma consequência!

Se boa ação a consequência será melhor ainda, porém se MÁ ação esta deve ser punida nos termos da lei e seguir de exemplo para aquilo que não deve ser feito.
Maçons, meus irmãos, somente através da participação direta nos destinos da sociedade poderemos construir o mundo que desejamos. Logo, incito os irmãos a assumir cada vez mais as entidades civis e assistenciais com o objetivo de pregar os ideais maçônicos em todos os setores da sociedade, para que possamos atingir os objetivos de fazer mais feliz a humanidade.

A maçonaria, apartidária e historicamente solidária com a vontade popular, sempre agiu e deve continuar agindo, sem alarde, nos grandes momentos políticos contra os ardis e as sutilezas, tão perversos à Pátria; nunca se emudeceu diante de situações em que o bem comum é marginalizado. Temos que nos manter contrários às chicanas e clamar por políticas públicas voltadas à justiça social, sem especulações ou demagogias!!!

Sobre o Autor

ARLS Fraternidade Universitária Luz do Oriente n° 3559 GOB/SP Oriente de São Caetano do Sul

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