A Cerimônia de Primeiro Grau significa o nascimento, ou o nascimento de conhecimento. Quando se entra pela primeira vez na Maçonaria, estamos sem o conhecimento oculto da Arte e contamos com a ajuda e orientação de outras pessoas, nossos padrinhos, orientadores e mesmo qualquer outro Irmão, até atingirmos a maturidade no ofício em que, por sua vez, nos faz estender a ajuda para os outros.

Nesta cerimônia em particular, há bem a representação da escuridão e da luz, pois, o candidato à iniciação é tido como que em trevas e ao receber a luz na Maçonaria, recebe a luz do conhecimento, dos mistérios da Ordem, que modificarão sua vida para sempre. É a cerimônia mais importante da Ordem, pois é a entrada de um novo membro, por isso inesquecível.

Um ponto muito importante na Cerimônia de Iniciação é a prova da caridade: –”Tem alguma coisa a dar?”, com um significado muito profundo porque o candidato está deliberadamente impedido de aceitar o desafio. Todos os valores – metais tinham sido retirados antes. Mas isso serve para demonstrar que a caridade vem do coração e é uma forma de vida não apenas um pagamento. A vestimenta e ausência de valores fazem o candidato refletir de que maneira ele pode demonstrar caridade.

É para ser um lembrete constante de sua obrigação a de aliviar o sofrimento dos Irmãos indigentes ou carentes. A caridade, como demonstrada, pode assumir a forma de seu tempo, sua energia, a sua amizade ou assistência financeira, enfim, são diversas as formas de caridade a que o candidato é submetido a refletir. A prática da caridade no seu sentido mais amplo é o fundamento e o trampolim para outras qualidades de vida.

Um detalhe interessante no Sistema de Trabalho Emulação é que, tradicionalmente, o candidato na iniciação, não recebe uma versão impressa do ritual – receberá apenas no terceiro grau, pois o costume é praticá–lo em Loja na forma decorada, e como o Aprendiz não pode exercer qualquer outro cargo que não o de Mordomo, e esse não tem funções ritualísticas, o Aprendiz aprenderá o ritual assistindo às sessões da Loja, ou seja, emulando propriamente dito.

A preparação do candidato e o uso de pijamas – um grande cuidado era tomado da condição pessoal de cada Israelita que entrava no Templo de adoração Divina. O tratado Talmudic, intitulado Baracoth, que contém as instruções para o ritual cultuado entre os judeus, estabelece as seguintes regras para a preparação de todos os que visitam o templo: “Nenhum homem deve ir para o Templo com o seu cajado pessoal, nem com os sapatos nos pés; nem com a sua peça de vestuário, nem com o dinheiro atrelado à sua bolsa”. Existem certos usos cerimoniais na Maçonaria, por exemplo, a Cerimônia de Iniciação, que fornecerão o que pode ser chamado, pelo menos, de muito notáveis coincidências com esse velho costume judeu.

A preparação do candidato para a iniciação na Maçonaria é completamente simbólica. Ela varia em diferentes graus, e, por isso, o simbolismo varia com ela.

Não sendo arbitrária e inexpressiva, mas, pelo contrário, convencional e cheia de significado, ela não pode ser alterada, abreviada, ou acrescentada em qualquer dos seus detalhes, sem afetar a sua concepção esotérica. Nela, na máxima extensão, cada candidato deverá, sem exceção, submeter-se. A preparação de um candidato é uma das mais delicadas tarefas que temos de executar e deve ser tomado cuidado na nomeação do Oficial, o qual deve ter em mente que “o que não é admissível entre cavalheiros deve ser impossível entre Francomaçons” (Albert Mackey).

Pelo Ritual de Emulação Inglês – Emulation Ritual, notamos que se trata de uma tarefa a ser desempenhada pelo Cobridor, o qual deve estar preparado e capacitado para tal tarefa.

Portanto, a preparação do candidato para a iniciação deve ser feita numa sala contígua à Loja e consiste em:

  1. Ser desp. dos met.;
  2. Olhos vend.;
  3. Braço d., p. esq. e j. esq. desn.;
  4. P. d. calçado com ch.; e,
  5. Um l. de c. com n. c. no pescoço.

Existe também um costume antigo nas Lojas Inglesas que é a prática de despir o candidato de suas vestes habituais e vesti-lo com um pijama branco, próprio da Loja, sendo preparado da mesma forma descrita acima, somente diferenciando que nesse caso, ambos os pés são calçados com chinelos.

O sistema especial nas Lojas Inglesas, da vestimenta dos candidatos, conforme tradição antiga tinha três pontos em particular na sua bem conhecida finalidade, o que resultava no sistema assim concebido: (1) possivelmente a fim de garantir que os candidatos não escondam armas de defesa ou delito, uma prática que pode ter significado de centenas de anos atrás; (2) a desvendar o coração, para revelar o sexo, mas, ainda mais provável, tendo em conta a tradição quase universal de que o coração é a sede da alma, para sugerir o fervor do candidato e sinceridade, e por último (3) as provas dos candidatos quanto à humildade, talvez a maior das qualidades que a Maçonaria se propõe a ensinar.

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