D ando seguimento ao estudo do Código Landmarks, compilado por Alberto Galletin Mackey (1807-1881), iniciado no número 18 desta revista especializada, passemos ao exame do Segundo Artigo. Segundo Artigo: A divisão da Maçonaria Simbólica em três graus é um Landmark que,mais do que nenhum,tem sido preservado de alterações, apesar dos esforços feitos pelo daninho espírito inovador. Certa falta de uniformidade sobre o ensinamento final da Ordem, no Grau de Mestre, foi motivada por ser o terceiro grau considerado como finalidade; daí o Santo Arco Real e os Altos Graus variarem no modo de conduzirem o neófito à grande finalidade da Maçonaria Simbólica. Em 1813, a Grande Loja da Inglaterra reivindicou este antigo Landmark, decretando que a Antiga Instituição Maçônica consistia nos três primeiros graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre, incluindo o Santo Arco Real. Apesar de ser reconhecido por sua antiguidade, como um verdadeiro Landmark, ele continua a ser violado.

Anotação do Segundo Artigo: A adoção de três graus na Maçonaria Simbólica, também conhecida como Primitiva ou ainda Azul, constitui outro Landmark, com inclusão do Santo Arco Real.

Faz-se necessário, entretanto, para facilitar a compreensão deste Landmark um pouco de História que começa nos fins do Século XVII e se consolida no Século seguinte, XVIII.

As dificuldades vividas pela Maçonaria Operativa ou Simbólica no começo do Século XVII, em especial na Inglaterra, trouxeram amargas consequências para as guildas, chegando ao declínio ou quase extinção.


Novos tempos surgiram e foi preciso oxigenar a Sublime Ordem com a intelectualidade da época, subsistindo o artesanato, símbolo da operatividade de grandes construções de monumentos em toda a Europa. Cérebros que não faziam parte da Ordem, mas que desejassem ingressar e tivessem os requisitos morais eram aceitos pelos irmãos operativos que simbolizavam o passado maçônico.

Nasceu, assim, a Franco-Maçonaria no começo do Século XVIII (1717-1724), anunciando uma Nova Era para a Instituição se expandir no cenário universal.

Figuras importantes da sociedade européia iniciaram-se na Ordem; nobres, poderosos econômicos e amantes do saber, com destaque para filósofos e ciências políticas.

Implantou-se, portanto, a Maçonaria Especulativa, subsistindo a Operativa, com departamentos próprios, mas com unidade de essência como sendo frente e verso de uma mesma moeda.

O surgimento da Maçonaria Especulativa em nada afetou a Simbólica que manteve os três graus, Aprendiz, Companheiro e Mestre.

Por outro lado, os Altos Graus pertencem ao Departamento Especulativo ou Intelectual e o Santo Arco Real é estudado em oficinas especiais integrantes da parte operativa.

Acontece, porém, que em alguns ritos o Santo Arco Real integra uma fase que se considera um próprio rito ou um Capítulo com seu nome “ARCO REAL”.

Observe-se que a posição do Santo Arco Real encontra-se clara neste Landmark, porém obscura nesses ritos em consonância com a cláusula pétrea em comento.

Seja como for, o certo é que ele existe, quer como operatividade, quer como pertencente à Maçonaria Especulativa ou ainda simplesmente como um rito. Mas o certo é que a Norma Maior (Segundo Artigo do Código Landmarks reunido por Alberto Galletin Mackey em 1856), expressamente estabelece que em “1813 a Grande Loja da Inglaterra reivindicou este Landmark, decretando que a antiga Instituição Maçônica consistia nos três primeiros graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre, incluindo o Santo Arco Real. Apesar de reconhecimento por sua antiguidade, como um verdadeiro Landmark, ele continua a ser violado”.

Diante dessa evidência, onde o próprio Landmark observa que “ele continua a ser violado“, deve-se considerar o Santo Arco Real como um grau da Maçonaria Azul, de CARÁTER FACULTATIVO, mas básico como os demais, Aprendiz, Companheiro e Mestre.

É a correta interpretação que se empresta a este texto!Pretendemos tratar no próximo número do terceiro artigo.

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