E m continuação às anotações do Código Landmarks de Mackey, iniciadas no número 18 desta revista, passemos ao exame do terceiro artigo.

Terceiro Artigo: A lenda do terceiro grau é um Landmark importante, cuja integridade tem sido respeitada. Nenhum rito existe na Maçonaria, em qualquer país ou em qualquer idioma, que não sejam expostos aos elementos essenciais dessa lenda. As fórmulas escritas podem variar e na verdade variam; a lenda, porém, do Construtor do Templo, constitui a essência e a identidade da Maçonaria. Qualquer Rito que a excluísse ou a alterasse materialmente cessaria, por isso, de ser um Rito Maçônico.

Anotação do Terceiro Artigo: Este dispositivo versa sobre os ritos maçônicos traçando as exigências para assim serem considerados, fazendo referências ao Grau de Mestre (terceiro grau), iniciando a saga de Hiram Abiff.

O aspecto formal é possível variar, porém a substância deve ser preservada com os ditames maçônicos: Crença no Ser Supremo do Universo e vida post-mortem, além de ser dotado o candidato de bons costumes, amante da liberdade com responsabilidade e ainda os atributos de moral e ética.

Os personagens Salomão e Hiram Abiff, mencionados na Bíblia, são estudados em diversas etapas durante a construção do Templo, que prossegue nos Altos Graus também conhecidos como Graus Superiores.

Todo rito maçônico deve amoldar-se a esse sistema, exigindo-se do postulante ao ingresso na Ordem a declaração expressa de acreditar na existência do G∴A∴D∴U∴ e vida espiritual, sob pena de não ser considerado procedimento maçônico e ficar isolado.

Os Landmarks são dogmas da Sublime Ordem e não devem ser questionados, da mesma forma que outras entidades também têm seus princípios e devem ser observados por seus seguidores.

As expressões “a lenda, porém, do Construtor do Templo, constitui a essência da Maçonaria,” significam a presença do Rei Salomão e Hiram Abiff, figuras bíblicas que tinham ligação com a Divindade. Daí o elemento implícito na crença do G∴A∴D∴U∴ e continuação da vida em outro plano, depois da morte do corpo físico.

A inobservância dessa regra implica na exclusão de ser considerado rito maçônico e até casos de alteração conduz à marginalidade.Torna-se espúrio.Trataremos no próximo número desta revista do quarto artigo.

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