N esta edição trataremos dos artigos nono e décimo do Código Landmarks de Mackey, como vem acontecendo nos números anteriores desta revista.

NONO ARTIGO: A necessidade de se congregarem os maçons em Loja é outro Landmark.

Os Landmarks da Ordem sempre prescreveram que os maçons deviam congregar-se com o fim de se entregarem a tarefas operativas e que a essas reuniões fosse dado o nome de Loja. Antigamente, eram essas reuniões extemporâneas, convocadas para assuntos especiais e logo dissolvidas, separando-se os irmãos para de novo se reunirem em outros pontos e em outras épocas, conforme a necessidade e as circunstâncias exigissem. Cartas Constitutivas, Regulamentos Internos, Lojas e Oficinas permanentes anuais são inovações puramente modernas de um período relativamente recente.

ANOTAÇÃO DO NONO ARTIGO: Cuida-se, neste artigo, das sessões da Fraternidade e embora este dispositivo mencione o vocábulo “Loja”, deve ser entendido como “Templo”.

Sobre o assunto, José Castellani (Dicionário Etimológico Maçônico – hijl – Ed Trolha – pág. 130), ensina que o termo “Loja”surge pela primeira vez em 1292, em documento de uma guilda. As guildas de mercadorias passaram a adotar a palavra para designar os locais de depósito e de venda dos produtos manufaturados, enquanto que as guildas artesanais adotaram-na para designar os seus locais de trabalho, ou seja, as oficinas dos mestres artesões.

“Das guildas de mercadores originou-se o nome das casas comerciais, enquanto que das guildas artesanais originou-se o nome das corporações maçônicas; embora, atualmente, não tenham nada em comum, ambas têm a mesma origem.”

Realmente, as sessões maçônicas se realizam no Templo, o qual é uma parte do prédio onde se localiza.

A interpretação é, portanto, que o corpo maçônico (agrupamento de maçons) se reúna, periodicamente, num Templo, e tanto é verdade que “ao final de uma sessão, a Loja é considerada fechada, mas o Templo continua aberto, inclusive para outras lojas”. (autor citado).

Também versa este dispositivo das tarefas ou assuntos que serão objeto dos trabalhos maçônicos, porém, isso fica a cargo da pauta da reunião elaborada, previamente, pela presidência do corpo maçônico.

As contribuições (metais) são previstas para o sustento material da Loja, ficando ao livre arbítrio a fixação do valor econômico por parte da maioria absoluta dos membros efetivos presentes na sessão do Quadro da Loja.

DÉCIMO ARTIGO: O Governo da Fraternidade, quando congregado em Loja por um Venerável e dois Vigilantes é também um Landmark.

Qualquer reunião de Maçons, congregados sob qualquer outra direção como, por exemplo, um presidente e dois vice-presidentes, não seria reconhecida como Loja. A presença de um Venerável e dois Vigilantes é tão essencial que no dia da congregação é considerada como uma Carta Constitutiva.

ANOTAÇÃO DO DÉCIMO ARTIGO: A Direção Suprema da Loja é composta por um Venerável Mestre, autoridade máxima do corpo maçônico e dois auxiliares denominados Primeiro Vigilante e Segundo Vigilante.
Essas três figuras são essências não só para as reuniões, mas para toda Loja, eis que são os dirigentes obedecendo escala hierárquica.

Outros membros auxiliam também o Presidente, como o Orador, Secretário, Tesoureiro e Chanceler, e todo esse grupo é chamado de oficiais; cada um com atribuições específicas, devendo prestar contas ao Venerável Mestre quando exigidas de suas tarefas.

Continua no próximo número.

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