AS TÁBUAS DA LEI

(Gênesis 24:12): “Então disse o Senhor a Moisés: “Sobe a mim no monte, e fica lá; dar-te-ei tábuas de pedra e a Lei dos Mandamentos que escrevi, para os ensinares.”

As Tábuas da Lei continham os Dez Mandamentos que foram escritos pelos dedos do próprio GADU e entregues a Moisés, para entregá-los ao seu povo. Nas mencionadas Tábuas da Lei estavam proibições impostas aos homens, para que fossem observadas.  As Tábuas da Lei eram de pedra e somente os dedos divinos do Criador dos Mundos poderiam escrever nelas. Após recebê-las, Moisés desce do Monte Sinai para anunciar a boa nova entre os homens, mas, qual não foi o seu desespero ao chegar à aldeia e encontrar os homens adorando um bezerro de ouro como se fosse um deus, e dançando, histericamente, ao som de músicas profanas. Com o Espírito tomado de ira Moisés joga as Tábuas da Lei no chão, que, apesar de serem de pedra, esfacelaram-se de encontro ao solo. Depois, Moisés  queima o bezerro de ouro e espalha as suas cinzas sobre as águas, determinando aos filhos de Levi para que matassem os idólatras, o que foi feito, chegando o número deles a três mil. Vendo tão tamanho castigo, os demais homens resolveram seguir a Moisés.

Segundo o Livro do Êxodo, Moisés libertou os israelitas da escravidão do Egito e com eles atravessou o Mar Vermelho, quando o dividiu com o seu cajado e todos eles passaram incólumes e secos para o outro lado e dirigiram-se todos ao Monte Horeb, localizado na Península do Sinai. Naquele local, o GADU entregou a Moisés as Tábuas da Lei, fazendo, dessa maneira, um pacto de aliança com o povo de Israel. Depois de quebradas furiosamente pelo Moisés, o GADU ainda fez uma segunda edição das Tábuas da Lei e novamente as entregou a Moisés, para que divulgasse em seu nome no seio do povo escolhido, e depois a todos os homens. Parte do conteúdo dos ensinamentos contidos nas Tábuas da Lei foi amplamente divulgada pela Igreja Católica e deles já tomamos conhecimento desde crianças, nas nossas primeiras aulas de Catecismo. São eles:

1º – Amar a Deus sobre todas as coisas.

2º – Não usar o nome de Deus em vão.

3º – Guardar domingos e festas de guarda.

4º – Honrar pai e mãe.

5º – Não matarás.

6º – Guardar castidade, nas palavras e nas obras.

7º – Não roubar.

8º – Não levantar falsos testemunhos.

9º – Guardar castidade nos pensamentos e nos desejos.

10º- Não cobiçar as coisas do outro.

Reza a tradição que as Tábuas da Lei estão atualmente na Etiópia, roubadas de Salomão pela Rainha de Sabá, sendo conservadas em Axum.
Os restos do seu palácio, descobertos em recentes escavações, confirmam a veracidade do relato bíblico. As Tábuas da Lei estão sob a guarda de um monge da Igreja Ortodoxa. O Arcebispo Thimoteus – Reitor do Trinity College de Addis Abeba – relatou em entrevista a um canal de televisão italiana que: “A Igreja Etíope tem suas raízes no Velho e no Novo Testamentos. Nós fomos, com os hebreus, as primeiras populações a conhecer e praticar a lei dos Dez Mandamentos, desde o tempo da Rainha de Sabá após o seu encontro com Salomão.”

Como já falamos no início do presente trabalho, Salomão teve uma relação com a Rainha de Sabá e aí nasceu Menelik, que só veio conhecer pessoalmente Salomão com a idade de vinte anos, quando o jovem fez uma viagem a Israel. Ao chegar, foi recebido com festas por Salomão que o encheu de honras e no retorno de Menelik à Etiópia, Salomão entregou-lhe os 12 escritos de Israel, os livros do Velho Testamento e a Arca da Aliança contendo as Tábuas da Lei que, logo depois, foram escondidas no meio do Lago de Zway, quando os muçulmanos tentaram se apoderar daquele tesouro. Atualmente, a Arca da Aliança se encontra na Etiópia, guardada diuturnamente por um velho monge e, junto com ela estão os livros do Velho Testamento que ainda são usados. Naquela localidade, a maioria dos  locais de oração não tem a forma da Cruz, mas de Sinagoga.

As Tábuas da Lei foram como uma espécie de Ritual que o GADU forneceu aos homens para que os mesmos observassem as suas Leis e mandamentos, todavia, nos dias de hoje, verificamos que foram pouquíssimos que seguiram, ou ainda seguem, o seu Decálogo. Apesar de terem quatro mil anos, não obstante tantos fatos históricos ocorridos entre as antigas e as novas civilizações, as mortandades sem pé nem cabeça, a flagrante falta de respeito existente entre os homens de todas as nações, as guerras injustas, a prática cruel e obscura do terrorismo, os homens-bomba praticando seus assassinatos covardes e vis, a violação de mulheres, jovens e crianças impúberes, a ganância, a sodomia correndo solta em todas as partes da terra, apesar de todo o progresso humano no campo da medicina, da informática, da ciência, da exploração espacial, da descoberta da fusão do átomo, do surgimento dos celulares, da comunicação sem fio, dos modernos notebooks e computadores etc:. as Tábuas da Lei, escritas pelos dedos divinos do GADU, não são observadas como deveriam. Ritualística e tradicionalmente, as Tábuas da Lei estão guardadas dentro da Arca da Aliança, junto com o maná e o cajado, nas terras distantes da Etiópia, mas poderiam estar guardadas no lugar mais sagrado que carregamos dentro de nós mesmos: NO FUNDO DO NOSSO CORAÇÃO!

O MANÁ

“Farás uma mesa de madeira de

acácia, cujo comprimento será de dois

côvados, a largura de um côvado e a

altura de um côvado e meio. … Porás

sobre essa mesa os pães da

proposição, que ficarão

constantemente diante de mim”.

(Êxodo, 25 – 23 e 30)

TAMARISCO: 

do latim “tamarica”, é um arbusto ou pequena árvore da família das tamaricáceas (Tamarix africana), nativa da região do Mediterrâneo, de folhas brancas, ovadas, acuminadas e decíduas, flores em curtos racemos e cápsulas com pequenas e numerosas sementes com um tufo de pelos; TAMARISCO; TAMARIZ; TAMARGUEIRA
(Caldas Aulete).

O fruto da árvore do tamarisco, acima descrito, foi concedido pelo GADU a Moisés e ao povo israelita durante o período em que estiveram andando no deserto, na busca da Terra Prometida. O nome Maná vem de raiz hebraica e significa “seiva de tamarisco”. O livro do Êxodo o descreve como sendo o alimento produzido milagrosamente, mas, o que realmente acontece é que após a evaporação do orvalho formado durante a madrugada, aparece uma gotícula miúda, flocosa como a geada e na cor branca, parecendo uma semente de coentro, lembrando pequenas pérolas. Geralmente, o fruto do tamarisco era moído, cozido, e assado, sendo transformado em bolos. Fala-se que seu sabor lembra bolachas de mel, gosto de bolo ou ainda doce de azeite.

No tempo em que Moisés andou pelo deserto com os israelitas, segundo a Bíblia, o maná era enviado, diariamente, pelo GADU para saciar a fome daquele povo e não podia ser armazenado para ser utilizado no outro dia e também não era fornecido nos dias de sábado. Por este motivo, o GADU encaminhava todas as sextas-feiras uma quantidade maior, para que fosse guardada para ser usada nos dias de sábado, sem perder a sua consistência, o seu sabor. Atualmente, são encontradas no deserto do Sinai pequenas gotas brancas de seiva, que crescem nos ramos das árvores do tamarisco durante a estação das chuvas e se desprende durante a noite fria do deserto, forrando o chão com grãos semelhantes a pérolas; após ser cozido se transforma num líquido adocicado semelhante ao mel, muito apreciado pelos modernos beduínos que, ainda hoje, o chamam de maná, também denominado de pão do céu, que ainda são recolhidos, guardados e vendidos aos peregrinos de outros países que visitam aquele local.

O pão propicial, presente no Grau 4 da Maçonaria, é o símbolo do maná fornecido pelo GADU ao povo que seguia Moisés no deserto do Sinai, na busca da terra prometida. Na Bíblia está relatado que no interior da Arca da Aliança está guardado um pote de ouro contendo um ômer, o equivalente a 3,6 litros, de maná, alimento fornecido pelo próprio GADU. O maná seria não só o alimento material para saciar a fome dos que tem fome e matar a sede de quem tem sede, mas também o alimento espiritual necessário para alimentar a consciência humana do espírito da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade que deveria existir entre todos os povos da Terra, que dispersos nos seus afazeres frívolos e banais, esquecem de alimentar o seu interior com esse maná divino que vem dos céus, adocicado feito mel e saboroso e fresco como a união, a união fraterna e fecunda que deveria existir entre os homens de todas as civilizações, tanto do planeta Terra como em outros mundos materiais habitáveis em torno de nós, ainda que invisíveis aos nossos olhos terrenos, ou em outras esferas mais distantes, onde os espíritos mais iluminados e os nossos Irs∴ Elementais e Inefáveis habitam. Aquele maná, oferecido pelo GADU aos homens que ainda hoje teimam em andar perdidos no deserto de si mesmos, em busca da sua terra prometida, quando, esquecendo de olharem para dentro de si, não percebem que dentro das suas almas poderiam encontrar, facilmente, o que tanto procuram: A UNIÃO!

Bibliografia

– M∴ M∴ Wellington Oliveira,  da ARLS Igualdade 119, Grande Oriente Paulista (GOP), Brasil
– Wapedia-mobi
– Rizardo de Camino
– Irs∴ Elementais
– Ir∴ Diógenes do Carmo Lopes (informaÁıes espirituais)

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