Coluna é uma palavra originária do latim e significa sustentáculo vertical. As Colunas, nos tempos antigos, não obedeciam às ordens arquitetônicas conhecidas atualmente, dos tempos gregos e romanos; até mesmo os egípcios construíam as suas gigantescas Colunas, como estatuária, transformando o seu capitel em cabeça e dando ao corpo forma mística, destinada ao culto ao personagem a quem consagravam. As colunas que celebravam feitos e que não se destinavam a sustentar uma construção, eram as colunas isoladas ou Obeliscos.

As principais ordens que ainda hoje subsistem são: Dórica, Jônica, Coríntia, Toscana e Compósita. Há, contudo, outras ordens, a saber: Ática ou Quadrada, Gótica, Rostrada, Abalaustrada, Inserida e Salomônica.

Nos Templos Maçônicos encontramos, na entrada, as duas Colunas “B” e “J”; de cada lado, que são de cores diferentes, a “J” vermelha e a “B” branca; seis colunas no centro do Templo e, sobre os tronos, três Colunas, essas menores, que denominamos Colunetas.

Segundo Da Camino, há uma tradição errônea em pensar que o Grande Templo de Salomão possuía em seu interior doze Colunas, além das do pórtico. Nenhum relato bíblico nos dá notícia da existência de mais de duas Colunas.

Não devemos confundir as Colunas do Átrio, que dava entrada ao Tabernáculo, tampouco não se há de confundir com as demais construções que Salomão fez, concomitantemente, com a construção do Grande Templo, como a sua própria casa e a da filha do faraó, com quem ele se casou.

As Colunas que adornam os Templos Maçônicos em sua nave não obedecem a nenhuma determinação, visto que, na sua maioria são Colunas Compósitas. Mas também podemos encontrar alguns Templos com Colunas Jônicas.

Também, sem que haja qualquer dispositivo a respeito, sobre cada uma dessas Colunas, que sustentam apenas uma trave a título de ornamentação, são desenhados ou colocados quadros com os signos do Zodíaco, sendo certo que o lugar exato dessas Colunas, por sua vez, não vem estabelecido; alguns Templos apresentam as Colunas “inseridas” na parede, aparecendo apenas a metade delas; já outros apresentam as Colunas destacadas da parede, formando até um corredor dentro do Templo.

É certo que, mesmo muitas vezes sem serem notadas, temos, ainda, outras colunas dentro do Templo que não obedecem a nenhuma ordem arquitetônica, mas que expressam uma presença real: As Colunas do Sul e do Norte, formadas pelos Aprendizes e Companheiros; a Coluna da Harmonia, representada pela música que se executa, e que, se bem conduzida, faz toda a diferença em nossas reuniões; e a Coluna da Eloquência, que é a palavra do Orador ou Guarda da Lei. Temos a constante presença das três Colunas mentais: Sabedoria, Força e Beleza.

Portanto, podemos afirmar que existem dentro do templo, de qualquer forma, a presença de Colunas que não são construídas de mármore ou bronze, mas que vibram, são quentes e espirituais.

Coluna é sinônimo de divindade. É o sustentáculo de toda obra e o prêmio de toda ação. Pois, assim como dizemos que o maçom é um elo da grande corrente universal é ele, também, uma Coluna que sustenta e orna o Santuário de Deus.

Desta forma, temos que ter em mente que somos Colunas que sustentam o Templo, Colunas a sustentar os trabalhos da loja e temos que nos fazer presentes nesses trabalhos.

Por fim, temos ainda em loja a Coluna Quebrada, que repousa em um canto, esquecida, e só se faz lembrar por ocasião de uma pompa fúnebre, pois representa o Irmão do quadro que nos deixou e partiu para o Oriente Eterno.

Convencionou-se representar o Irmão falecido com uma Coluna Quebrada, assim, não se coloca durante a pompa fúnebre nenhum retrato ou qualquer elemento que possa servir como representação.

Uma Coluna quebrada, dentro de um conjunto arquitetônico, significa “ruína”, e é assim que o Quadro da loja recebe a infausta notícia de alguma coisa essencial que se quebrou, e que não servirá mais de sustentáculo, nem adorno.

Contudo, podemos nos tornar Coluna Quebrada, sem morrer, quando abandonamos a nossa trajetória iniciática e damos as costas ao que anteriormente juramos serem nossos básicos princípios.

Ao contemplarmos as Colunas do Templo maçônico com o significado de que cada uma possa atingir, não podemos esquecer que essas colunas surgem como um espelho; somos nós a nos vermos, embora em “enigma’, sem compreensão completa.

Busque cada Irmão conhecer o significado das Colunas, para cientificar-se de que ele é o sustentáculo de alguma coisa, nem que seja o sustentáculo de seu próprio Irmão.

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