“O verdadeiro Maçom se revela no magistério de seu Templo, mas a sua obra maior é realizada na imensa e tão carente oficina do mundo profano. No magistério de seu Templo, justo e perfeito, se revela, porém, é, no mundo profano, onde sua obra é mais bela.”

É com prazer que adquiro conhecimentos, os quais são necessários e, até imprescindíveis para meu avanço aos olhos de meus MM∴MM∴ a fim de atingir a puberdade plena. No desbaste da P∴B∴, certamente irei vencendo minhas paixões, eliminando meus vícios e assim, poderei ajudar a Humanidade em sua Construção Moral. Um dos ensinamentos de Emmanuel, mentor espiritual de Chico Xavier, é: “Quem perde tempo, lesa a vida”. Sendo assim, preciso ter todo cuidado com o uso que faço do tempo disponível que tenho, evitando, ao máximo, desperdiçá-lo. Somente desta maneira poderei desbastar-me, P∴B∴ que sou, de forma eficiente, eficaz e efetiva, para que eu possa sorver toda instrução moral.

Pergunto: – E como desbastar-me com tal precisão, eficiência e eficácia?
Novamente pergunto: – Com o Martelo de Corte

MARTELO DE CORTE

O Martelo de Corte maçônico, conforme Mackey**, é uma das ferramentas de trabalho de um Aprendiz, usado pelo maçom operativo para cortar os cantos da P∴B∴, transformando-a em cúbica, formato esse útil para a construção. Como se pode observar, o martelo é utilizado para cortar a pedra, sem o auxílio de qualquer outro instrumento, tendo por esse motivo uma cabeça retangular com um lado plano e outro fino, estreito. Esse é o verdadeiro martelo maçônico, que pode ser chamado de Martelo de Corte. Então, na verdade esse tipo de martelo, do Apr∴, inicia o processo de talhar a pedra, contudo o refilar e modelar da mesma exige um outro conjunto de ferramentas, mais adequados. São eles o Maço e o Cinzel.

MAÇO

Talvez você esteja pensando: “Mas as ferramentas utilizadas para transformar a P∴B∴ em cúbica são o maço e o cinzel!” Negativo. O Maço e o Cinzel não são usados para trabalhar a P∴B∴ e não são originalmente ferramentas de um Apr∴ Maç∴ na maçonaria operativa, visto que, na realidade, são ferramentas utilizadas para trabalhos de acabamento, para os quais um Apr∴ não está habilitado. Por esse motivo, são instrumentos de um C∴ Maç∴. O Maço tem ainda a função de alinhar as pedras cúbicas quando se levanta uma parede ou muro. O Maço, emblema do trabalho e da força material. O Maço é a lógica, sem ela, não existe raciocínio e nem se pode conhecer as Ciências. O Cinzel, símbolo da escultura e da arquitetura. O Cinzel, é a imagem dos argumentos da palavra, da sabedoria e discernimento. Com o Maço e o Cinzel, em mãos, hei de vencer os obstáculos que surjam ao longo de minha jornada, não mais com a força bruta, mas com inteligência e sabedoria, esculpindo minha evolução. O MAÇO e o CINZEL representam a inteligência e a razão que tornam o homem capaz de discernir o Bem do Mal, o Justo do Injusto. O Maço é Instrumento importante e fundamental para o término de qualquer obra. Lembra que habilidade sem empregar a razão, é de pouco valor, e que, trabalho é a obrigação de todos os homens. Se minha mão não estiver pronta a executar o trabalho, não adiantará o coração conceber e a mente projetar. O Cinzel sendo o Obr∴ a dar forma e regularidade à massa disforme da P∴ B∴, deixa claro que a Educação e a Perseverança são fundamentais para chegarmos à Perfeição. Com repetidos esforços consegue-se atingir o objetivo, adquirindo o hábito da Virtude, Purificação da Alma e Iluminação de nossa Inteligência.

Talvez você esteja pensando: “Mas as ferramentas utilizadas para transformar a P∴B∴ em cúbica são o maço e o cinzel!” Negativo. O Maço e o Cinzel não são usados para trabalhar a P∴B∴ e não são originalmente ferramentas de um Apr∴ Maç∴ na maçonaria operativa, visto que, na realidade, são ferramentas utilizadas para trabalhos de acabamento, para os quais um Apr∴ não está habilitado. Por esse motivo, são instrumentos de um C∴ Maç∴. O Maço tem ainda a função de alinhar as pedras cúbicas quando se levanta uma parede ou muro. O Maço, emblema do trabalho e da força material. O Maço é a lógica, sem ela, não existe raciocínio e nem se pode conhecer as Ciências.
O Cinzel, símbolo da escultura e da arquitetura. O Cinzel, é a imagem dos argumentos da palavra, da sabedoria e discernimento. Com o Maço e o Cinzel, em mãos, hei de vencer os obstáculos que surjam ao longo de minha jornada, não mais com a força bruta, mas com inteligência e sabedoria, esculpindo minha evolução.

O MAÇO e o CINZEL representam a inteligência e a razão que tornam o homem capaz de discernir o Bem do Mal, o Justo do Injusto. O Maço é Instrumento importante e fundamental para o término de qualquer obra. Lembra que habilidade sem empregar a razão, é de pouco valor, e que, trabalho é a obrigação de todos os homens. Se minha mão não estiver pronta a executar o trabalho, não adiantará o coração conceber e a mente projetar. O Cinzel sendo o Obr∴ a dar forma e regularidade à massa disforme da P∴ B∴, deixa claro que a Educação e a Perseverança são fundamentais para chegarmos à Perfeição. Com repetidos esforços consegue-se atingir o objetivo, adquirindo o hábito da Virtude, Purificação da Alma e Iluminação de nossa Inteligência. Conseguir dosar a força aplicada ao Malho, é saber equilibrar a vontade e a inteligência, com a sabedoria das palavras do Cinzel – qualidades inseparáveis umas das outras – certamente não surgirá o desequilíbrio, pois que apenas o uso da vontade, sem inteligência e sabedoria, causariam.

O V∴M∴, Ir∴1º Vig∴ e Ir∴2º Vig∴ são as três principais Luzes da Loja. A Régua, o Maço e o Cinzel são essenciais para conseguirmos desbastar a P∴B∴. Com esses instrumentos devemos efetuar a auto lapidação, autoescultura e o autodesenvolvimento na metamorfose para a P∴P∴. Os três instrumentos são representantes dos conceitos fundamentais sobre a vida e o trabalho do homem.

Maç∴ e Maço tem o mesmo prefixo – Maço, acrescido do sufixo Om.
Maço, palavra que veio do latim matea, de mateola, “pedaço de pau, cabo de instrumento. Ferramenta na forma de um paralelepípedo, de madeira ou ferro, munida de cabo, como martelo, para bater em escopro, goiva, formão ou ferramenta similar para trabalhos de entalhe em madeira ou pedra.”

Dessa forma, um dos trabalhos constantes do Maç∴ é se auto-aprimorar, lapidando a si mesmo através do Maço (uso da inteligência) esculpindo a P∴B∴ (si mesmo) para que se transforme em Om (mantra mais importante do hinduísmo , é considerado o corpo sonoro do Absoluto – Deus), qual seja, um instrumento perfeito a disposição do G.A.D.U.
De outro lado temos o significado psicológico do Maço, símbolo do poder por esmagamento. Nas mãos de um bandido: pode indicar a perdição e perversidade; nas mãos de um herói: o esmagamento da perversidade, dos vícios, da corrupção, do que for anti-ético e sem moral.

E, por fim no simbolismo maçônico, podemos dizer que o Malho é o símbolo da inteligência que age e persevera; ela dirige o pensamento e anima a meditação daquele que, no silêncio de sua consciência, procura a verdade. Visto dessa forma, ele é inseparável do Cinzel, que representa a sabedoria e o discernimento, sem cuja intervenção, o esforço seria em vão, senão perigoso.

O Malho representa a vontade que executa, é a insígnia do comando, que brade com a mão direita, lado ativo, ligando-se à energia que age e à determinação moral da qual decorre a realização prática.

CINZEL

E o Cinzel? O que podemos dizer sobre essa ferramenta?

Literalmente, temos que Cinzel, é uma palavra que “vem do latim cisellum, ‘instrumento de corte’, de caedere, ‘cortar’; instrumento manual que tem numa extremidade uma lâmina de metal resistente muito aguçada em bisel, e que é usada para entalhar, esculpir, cortar ou gravar materiais duros (madeira, ferro, pedra etc.) geral com auxílio de um martelo; abridor.” Simbolicamente o Cinzel, como instrumento de corte, representa o princípio ativo que modifica o princípio passivo. Assim o escultor modifica a pedra. Na maçonaria o cinzel representa o relâmpago, agente da Vontade desbastando a matéria; é o raio intelectual rasgando a individualidade bruta para faze-la evoluir.
Fazendo uma transposição do trabalho publicado na Revista Universo Maçônico, nº 27, ano 2014; sobre a Régua de 24 PP, temos que: Nos remete ao Cinzel, e sua representatividade do Discernimento. Discernir entre o Bem e o Mal, a dualidade presente no número 2 – do numeral 24, nas duas consoantes da palavra régua, nas duas vogais tanto da palavra cinzel quanto da palavra malho; “cabendo ao Aprendiz em sua retidão de conduta, escolher o caminho do Bem, sem hesitação (…). A prática diária da conduta correta no Bem promove o equilíbrio determinado pelo número 3 (3 vogais da palavra régua)” que no caso do malho e do cinzel, aparecem novamente, representado pelas 3 consoantes que compõem ambas as palavras, reforçando dessa maneira, “que sob olhar atento das 3 luzes da Loja e da Santíssima Trindade, o Aprendiz será conduzido” na senda da sua evolução.

Nossa ordem recebe aos Iniciados na Maçonaria como P∴B∴, que por sua vez deverão desbastar as arestas e as asperezas que certamente ainda existem, tornando essa por sua vez útil a construção do edifício que à Maçonaria compete erigir. Com o aproveitamento de nossa ação e de nosso trabalho, ajudando aos homens que ainda apresentam imperfeições no erro, no orgulho e principalmente na vaidade, ensinando-os que a liberdade de consciência só será útil quando a razão dominá-los e guiá-los, não sacrificando os instintos da consciência.

A Maçonaria disponibiliza os elementos que servirão ao ressurgimento espiritual. A metamorfose moral que temos de passar. O Homem vem a Maçonaria para buscar Sabedoria, aprender e praticar a Tolerância, o Amor Fraternal e, a respeitar a si mesmo, aperfeiçoando-se no dia-a-dia, auxiliando seus IIr∴ quando necessitados, e também, aos Profanos.

Tríplice e Fraterno Abraço sempre…

Bibliografia:
– Ritual do Simbolismo Ap M Rito Escocês Antigo e Aceito. 8ª. Edição, Jan/2012.
– Ritual do Simbolismo Companheiro Maçom – Rito Escocês Antigo e Aceito.6ª. Edição, Nov/2011.
– Dicionário de Maçonaria – Joaquim Gervásio de Figueiredo 33.º Ed. Pensamento
– LACERDA JUNIOR, A. Pensamentos de Uma Pedra Bruta. 1ª ed. São Paulo: Ed. Ottoni,2005.

** Albert Gallatin Mackey (12 de Março de 1807 – 20 de Junho de 1881), foi um médico americano, e é mais conhecido por ter sido autor de vários livros e artigos sobre a Maçonaria, sobretudo, nas Landmarks da Maçonaria. Ele serviu como Grande Secretário da Grande Loja de Carolina do Sul; e Secretário-geral do Conselho Supremo do Antigo e Aceito Rito da Jurisdição Sul dos Estados Unidos. Nascido na cidade de Charleston, no estado americano da Carolina do Sul, Albert Mackey graduou-se com honras na faculdade de medicina daquela cidade em 1834. Praticou sua profissão por vinte anos, após isso se dedicou quase que completamente sua vida à obra maçônica.

Sobre o Autor

ARLS Fraterna União, n° 670 - Oriente de São Caetano do Sul • GLESP/CMSB

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