INTRODUÇÃO
“É sabido por todos os Maçons, que a nalidade precípua da Maçonaria é a formação do Homem Perfeito, ou seja, aquele que tem o domínio da Verdade. Para burilar homens que possam chegar à perfeição, a Maçonaria os iniciam em seus Augus- tos Mistérios e abre-lhes as portas do caminho que os levará à luz” (2014).

Ser Maçom ou Estar Maçom tem uma profunda diferença, ser Maçom signi ca buscar essa perfeição através dos estudos dos ensinamentos em loja, esta- mos nessa busca desde o dia da iniciação, e à me- dida que escalamos as escadas de Jacó procuramos nos aperfeiçoar para sermos verdadeiros Maçons em igualdade, fraternidade e liberdade, tornando-nos ho- mens livres e de bons costumes.

DESENVOLVIMENTO

Na busca desse aperfeiçoamento nós Aprendizes devemos apresentar trabalhos que demonstrem que estamos “desbastando a Pedra Bruta”, bem como procuramos “cavar masmorras aos vícios” desvencilhando-se dos defeitos e paixões. Nessa trajetória devemos buscar sempre conhecer os símbolos, as filosofias, os ensinamentos e as cerimônias.

Essas cerimônias desenvolvidas no templo, tem como ambiente simbólico o PAVIMENTO MOSAI- CO, razão deste trabalho. Sua origem , segundo pes- quisas realizadas, datam desde os tempos do antigo Egito. Mais do que simplesmente decorativo, o pavi- mento mosaico tem um profundo signi cado esotéri- co, sendo hoje, um dos símbolos mais reconhecidos da Maçonaria, é o hão de todos os rituais de lojas maçônicas, com variações conforme o rito.

O Rito Brasileiro, cuja origem data de 1878 em Recife como primeiro movimento maçônico bra- sileiro, tendo sua existência legal a partir de 23 de dezembro de 1914, Decreto no 500 do então Grão Mestre do Grande Oriente do Brasil – Lauro Sodré, ressurgindo em 1940 e em 1962 desaparecendo, ressurgindo apenas em 1968.

O Pavimento Mosaico na cerimônia de iniciação representa o piso térreo do Templo do Rei Salomão, sendo adotado pela Maçonaria.

A simbologia do Pavimento Mosaico nos remete a imagem do bem (quadrados brancos) e do mal (qua- drados pretos), essa linha de raciocínio está ligada a um pensador que viveu por volta de 540 a.C – 480 a.C , conhecido como Heráclito, cujas características marcantes estavam o desprezo pelos pobres, pela po- lítica, pelos poetas, contra lósofos de seu tempo e até contra a religião, sendo porém considerado o mais eminente pensador pré-socrático, para quem “tudo que existe está em constante movimento e nada dura para sempre”, esse conceito de constantes opostas, pelo qual o bem e o mal são necessários, pois se não cássemos doentes, não conheceríamos o signi cado da saúde, se não houvesse guerra, não conheceríamos o valor da paz, se não houvesse inverno não experi- mentaríamos a agradável sensação do verão.

Em Loja, diz-se que o Pavimento Mosaico, consti- tuído de pedras brancas e pretas, simboliza a diversi- dade do ser humano, mas sempre levado a dualidade das forças: bem e mal, rico e pobre, sábio e ignorante, saudável e doente, virtude e vício e feliz e triste.

Com relação à ORLA DENTADA, tem se que essa borda ou franja, circundava o pavimento mosai- co, representando os povos reunidos em torno de um chefe, os lhos reunidos ao pai, os Maçons unidos e reunidos em Loja, signi cando nalmente a Famí- lia Maçônica Universal, cujos ensinamentos e cuja moral deve ser espalhada em todo o planeta. Diz-se ainda que a Orla Dentada é a gura que cerca o pavi- mento mosaico, da mesma forma existem numerosas interpretações simbólicas da Orla Dentada que possui a mesma origem da corda de 81 nós. No Rito Brasi- leiro a Orla Dentada é apresentada como símbolo que traduz o entrosamento e a unidade que deve rematar a harmonia simbolizada no Pavimento Mosaico.

CONCLUSÃO
Estar Maçom sem buscar compreender essa simbo- logia é a mesma coisa de apenas participar da ses- são sem ao nal ter introjetado o real signi cado de ser Maçom. Neste primeiro trabalho de pesquisa comecei a entender que cada objeto, que cada mo- mento vivido em Loja será importante para o meu crescimento espiritual, absorver esses e outros ensinamentos com certeza contribuirão em muito para “desbastar a pedra bruta” tornando-me um verdadeiro Maçom em liberdade para descobrir as minhas verdades, em igualdade procurando galgar os graus necessários ao aperfeiçoamento losó co e em fraternidade procurando sempre ajudar o pró- ximo em toda e qualquer ocasião.

Bibliografia:
– PUGAS,Mauricio Alves Rodrigues. O BÊ-a-BÁ DO APRENDIZ MAÇOM. 2a ed. Rondonópolis: Mauricio A.R.PUGAS, 2014 108 p.:II
– CAMINO, Rizzardo da, 1918-2007 – Dicionário maçônico/Rizzardo da Camino – 4. Ed. São Paulo: Madras, 2013
– http://www.dlhtt.com.br/barra/o-misterio-do-piso-maconico
– http://www.noesquadro.com.br
– http://www.focoartereal.blogspot.com.br

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