Estamos, hoje, em momento de muitas alegrias. E por que tanto isto? Porque a Comissão Especial da Câmara dos Deputados aprovou, ontem (26.06.12), na parte que lhe compete, o texto do Plano Nacional de Educação, com algumas emendas aditivas insertas mediante relatório do deputado
Ângelo Vanhoni, do PT/PR.

O ponto mais polêmico decorreu das solicitações, para que o PNE, pelo menos na segunda parte de sua vigência, contemplasse com 10% do produto interno bruto (PIB) os investimentos em educação pública.

Recordamos que o Brasil, no plano anterior, investiu nessa rubrica apenas 5%. O PNE propunha uma elevação para 7%. A maçonaria, após análise do projeto, divulgou documento (Carta) e o encaminhou ao Congresso Nacional, entregando-o a seu Presidente, em que externava o entendimento de que era necessário elevar esses investimentos para 10% e até sugeria a inclusão de recursos decorrentes dos lucros do Pré-Sal.

O Relator teve a iniciativa de aumentar esses valores para 8% e até chegar a 10%, seguindo os caminhos do Pré-Sal, como entendera a maçonaria.Ontem, em aprovação simbólica, “sob intensa pressão de 300 manifestantes, na maioria estudantes, que lotaram três salas da Comissão para acompanhar a votação dos destaques, o governo aceitou incluir no projeto do Plano Nacional de Educação (PNE) a aplicação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em política de educação em até dez anos”. (Jornal do Commercio, Recife, 27.06.12).

Os maçons, contudo, não esqueçam de que a luta da Ordem é permanente no combate à IGNORÂNCIA, por ser ela “a mãe de todos os vícios”. Por isso, jamais descansaremos enquanto houver um analfabeto em nosso País e enquanto não virmos em grau da maior respeitabilidade e conceito internacional a educação pública no Brasil.

Todos são chamados a testemunhar o esforço da Ordem pela discussão e aprovação do PNE desde que ele foi protocolado na Câmara dos Deputados. Neste sentido, foram feitas Assembléias Gerais de seus Grão-Mestres em quase todas as Capitais, e realizados Encontros Nacionais da Cultura Maçônica em Recife, Londrina, Cuiabá, Brasília, São Paulo e São Luiz, discutindo o assunto, não só com os maçons, mas com o povo em geral, especialmente a porção ligada à educação pública. Desses Encontros emitiram-se Cartas, denunciando as mazelas do ensino, as suas carências e sugerindo ideias para a melhoria da qualidade educacional.

O projeto de lei, se as forças do obscurantismo não inibirem a caminhada, estará em breve no Senado e, daí, seguirá para a sanção presidencial. Mas não se encerrará aí a atenção da maçonaria, pois se iniciará o tempo do “olho do fazendeiro”, isto é, a luta pela aprovação da lei da responsabilidade educacional , sem o que o PNE será apenas uma carta de intenções, e os 10% do PIB, capim verde para engordar os monstros da corrupção. Um dos destaques aprovados estabelece até um ano, após a sanção do PNE, para discussão e aprovação dessa lei de Responsabilidade Educacional. (Jornal da Ciência, Rio, 28.06.12).

Sugerimos uma visita ao endereço www.domcarmo.blogspot.com. Nesse blog, poderá o leitor encontrar algumas informações, colocadas em artigos quinzenais, sobre feitos da maçonaria, durante essa tramitação do PNE (2011/2020) ou se desejar poderá ler “Educação & Maçonaria”, pela Editora A Trolha Ltda (Fone: (43) 3337 1982 –
E-mail: moura@atrolha.com.br).

Paguem-nos as alvíssaras. O PNE começou a ser aprovado. Aleluia!

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