Se hoje aqui vivesse o imortal tribuno da Roma antiga Marco Túlio Cícero, por certo estaria dizendo – “O tempora, oh mores”

Pois é, realmente tempos e costumes esses muito esquisitos em que vivemos quando a mídia aberta e a poderosíssima internet nos entulham a exaustão de toda a sorte de informações sobre a desfaçatez, cinismo, improbidade, nepotismo, impunidade, desmandos, corrupção, anomia, espoliação do patrimônio público e privado que vem sendo perpetrado por uma quadrilha de marginais encastelada nos três poderes e níveis de governo da República, com o beneplácito ou no mínimo cômoda omissão num – “laissez faire, laissez passez”– dos homens e entidades de bem da sociedade, inclusive nossa Sublime Ordem.

Contrito e envergonhado, confesso meu cansaço e mesmo desânimo de comentar tal descalabro bem como da falaciosa conversa de que toda essa mazela é fruto de um mirabolante plano adrede perpetrado nos idos de 1990 pelas forças reacionárias de esquerda latino-americanas num denominado “Foro de São Paulo” para o ressurgimento e implementação do comunismo bolchevique por essas plagas, valendo-se para tal de forças paramilitares nos moldes das FARCs; MSTs; Sendero Luminoso; ONGs; e etc.

Com minhas antecipadas, sinceras escusas e respeito à opinião daqueles que as aceitam, se no passado pode ter tido um utópico fundo de verdade, hoje, para mim, é mera balela, comunismo, pelo seu inegável e inconteste fracasso, já faz parte das brumas do passado, não passam, pois, tais mazelas, isto sim, de um plano bem engendrado dessa pulha de bandidos, vigaristas, traficantes e grileiros de “black tie”, para desenvolverem impunemente seus nefandos e criminosos intentos bem como a apropriação ilícita, em proveito exclusivamente próprio, dos bens e cofres públicos valendo-se ainda da imunidade que pretensamente desfrutam, da indesculpável inércia e omissão nossa, homens de bem e manipulação como mera massa de manobra da incauta, miserável, ignorante e desabrigada população do campo e das cidades.

A essas alturas, por certo hão de estar pensando: “isto já sabemos. E DAÍ?” Ao que respondo, E DAÍ é que temos de tratar de nos abstrair de tanto palavrório inútil, inconsequente e estéril e levantarmo-nos da genuflexa e humilhante posição que nos encontramos diante do altar do conformismo e comodismo e passarmos urgente à ação, ou seja, “RES NON VERBA” convocando para tanto pelos meios individual ou grupal que dispomos:

I) Nossos ilustres parlamentares federais, estaduais e municipais das consideradas bancadas ruralista, para, unidos, despertarem a adormecida União Democrática Ruralista-UDR– inequívoco e eficiente contraponto opositor dos malsinados MSTs; ONGs e demais entidades públicas e particulares interessadas na baderna, desestabilização e espoliação do campo e do agronegócio tão promissor e caro à Nação.

II) Ainda no âmbito legislativo estimular os ilustres parlamentares de bem, que os há, sem dúvida alguma, inclusive maçons, preocupados com a decência, moralidade e respeito ao mandato que lhes foi outorgado nas urnas, para unirem-se numa força suprapartidária e com licitude; transparência e moralidade no trato da função pública a todos imposto, fazerem oposição férrea e incansável à impunidade e aos conchavos a ela voltados, e, dentro do império da lei e da ordem democrática, barrarem os nefandos e espúrios propósitos daqueles corruptos e mal intencionados de seus pares e do Executivo que emporcalham, denigrem e ridicularizam nossa imagem no concerto das nações.

III) Instarmos as entidades civis tais como Confederação Nacional e Federações Estaduais da Indústria e do Comércio; Associação Brasileira de Imprensa-ABI; Rotary; Lyons; nossa Sublime Ordem Maçônica através das suas Potências e Lojas unidas; e de classe, notadamente a OAB; Associações dos Advogados e outras voltadas para o bem e decência pública, para direta ou coadjuvante dos Ministérios Públicos, concitarem suas bancadas legislativas e membros a fiscalizarem e zelarem pelo fiel cumprimento dos direitos e obrigações constitucionais, promovendo imediata revisão e atualização de toda a legislação brasileira, expurgando as inúteis e ultrapassadas, tornando-as mais ágeis, objetivas e céleres, principalmente as de cunho processual, mais rigorosas as de caráter penal, imunizando-as ainda o tanto quanto possível das chicanas e impunidades que hoje as contemplam.

IV) Por oportuno instarmos também os Altos Comandos das nossas Três Forças Armadas a esclarecerem à Nação o esdrúxulo arranjo havido entre os presidentes da França e Brasil, visando à aquisição àquele pais num montante de US$ 4.000.000.000, de 36 aviões de combate Rafaele, fabricados pela pré-falida Dassault (francesa) do empresário e senador Serge Dassault amigo e correligionário do presidente francês, de tecnologia suspeita em confronto com seus concorrentes imediatos Boeing (americana) e pela Saab (sueca), justo agora, depois de 11 anos de estudos e às vésperas do período eleitoral, em detrimento de equipamentos outros fabricados pela nossa indústria naval e aeronáutica de competências internacionalmente reconhecidas e condizentes com nossas necessidades imediatas, além de, paradoxalmente, como é cediço, estarem elas ainda por absoluta falta de recursos, paralisadas em suas funções mais primordiais e primárias como suprimento e consumo de água, força, luz, telefone, descontigenciamento de novos recrutas por absoluta carência de fardamento, alimentação, armamento e munição básica para adestramento da tropa.

Em suma, para que tais aviões se não temos tripulações e combustíveis para voá-los nem munição para armá-los?

Oxalá não se repita o filme da aquisição pelo Brasil na era Dutra, das sucatas da 2a Guerra – porta-aviões Minas Gerais e jatos Gloster Meteors – a nós impingidas super- valorizadas pelos aliados em abatimento de suas dívidas.

V) Enfim, concitarmos a cada um de nós, homens de bem, a unirmo-nos num esforço e sacrifício, hercúleo para muitos, estou certo, visando a ocupar nosso espaço junto nas agremiações partidárias da preferência e com isso afastarmos os maus que hoje as ocupam, bem como inibir o acesso àqueles que no futuro o pretendam, além de promovermos no nosso meio social a erradicação total da postura antiética, política e social vigente, extirpando de vez a mentalidade do: “rouba mas faz”; “voto no menos ruim”
“antes eu do que ele”; “já faço muito me preocupando com minha vida”; “o futuro a Deus pertence, portanto, meu negócio é aqui e agora”; “não me pergunte o que posso fazer pela pátria e sim ela por mim.”

Fora essas ações imediatas e incisivas, entendo, o resto são meras palavras inócuas ao vento lançadas.

Finalizo lembrando as proverbiais e oportunas palavras do grande líder pacifista Martin Luther King:

“O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética, mas sim, o silêncio dos bons.”

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