Durante este ano, por deliberação do Venerável Mestre de minha Oficina, exerci a árdua e empolgante função de membro da Comissão de Admissão e Colação de Grau.

Equipe que, entre outras obrigações e tradições, compete manifestar-se, conclusivamente, sobre os processos de admissão, emitir pareceres sobre todas as exaltações, elevações de graus que a Loja realizar, examinando os candidatos e, por fim, fiscalizar e exigir sejam ministrados ensinamentos maçônicos aos obreiros, pelos respectivos responsáveis.

Mais que lições exigidas, o mais importante, para o engrandecimento de minha alma maçônica, foram as lições auferidas.

Entendi que, para uma Oficina se consolidar, os obreiros que a compõem precisam ser, e quererem ser, fortes.

Assim, aprendi que o Mestre, quando vai ao mundo profano garimpar homens livres e de bons costumes, deve enxergar não um bom aprendiz, mas, aquele Venerável Mestre, que gostaria de um dia seguir e ter como representante de sua Oficina, aquele Secretário, que terá tempo e disposição para realizar uma boa e profícua administração, aquele Chanceler, que servirá de exemplo de assiduidade para cobrar a frequência dos demais irmãos, o Orador, que mais que falar, fará; aquele Tesoureiro, que terá moral para cobrar os obreiros e manterá a Oficina adimplente às suas obrigações; aquele Cobridor que, humilde e tenazmente, estará à porta do templo mostrando capacidade e coragem de proteger todos os demais irmãos; enfim, o Mestre deverá enxergar outro Mestre para seguir seus próprios passos e nos tornar ainda mais fortes e competentes.

Da mesma forma, aprendi que o Aprendiz e o Companheiro, verdadeiramente maçons, são aqueles que não só cumprem o que lhes são determinados, não apenas são os críticos anônimos e silenciosos das colunas com pouca ou nenhuma claridade, mas aqueles que conseguem identificar, nas luzes e demais dignitários da Oficina, os exemplos a serem multiplicados.

Aprendi, ainda, que o Maçom de bons costumes é aquele que desbasta sua própria pedra bruta e não aquele que tem cinzel afiado e malhete pesado para a pedra do irmão mais próximo.

Inclusive, ao me debruçar sobre essa máxima, compreendi que, para tal façanha, o Mestre exerce seu papel de líder por meio do exemplo, da deferência, da resiliência e da justiça. O Mestre frequente às sessões, que concita e acompanha os neófitos às visitas em outras Lojas, que apresenta ou completa os trabalhos dos irmãos estudiosos, que respeita a opinião dos irmãos mais graduados da mesma forma que a opinião do irmão menos graduado, que mantém estreito vínculo com seus iniciados; enfim, este é o Mestre de direito e de fato.

CONCLUSÃO:

Isto posto, concito aos meus queridos e amados irmãos, de todas as colunas, do oriente ao ocidente, que reflitam sobre as responsabilidades que assumiram ou enfrentarão nas diversas fases da vida, seja profana ou maçônica, promovendo na menor ímpia das ações a mais fervorosa fé nas suas consequências e resultados.

Vida longa às ARLS e o mais vivo dos fogos aos Irmãos.

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