Prólogo

Nosso Ir.’. Carlos Brasílio Conte, autor de diversos livros maçônicos, palestrante e, atualmente, Grande Secretário Assistente de Cultura e Educação Maçônicas do Grande Oriente de São Paulo, tem ministrado duas vezes ao ano, na sede do GOSP, um curso de Oratória destinado a maçons (Aprendizes, Companheiros e Mestres).

As apostilas desse Curso agora estarão disponíveis, em capítulos, nesse e nos próximos números dessa Revista.

Leia, acompanhe e colecione esse material e, dentro de pouco tempo, você estará em condições de fazer melhor uso da palavra em Loja…e até mesmo fora dela.

Capítulo I – O Poder da Palavra

Uma das mais importantes ferramentas não simbólicas de uma loja maçônica é a palavra; invisível, porém audível, ela circula o tempo todo entre os maçons e seu poder se faz sentir inclusive nas Iniciações, quando o iniciando nada vê, mas tudo ouve.

Alternando-se em todos os segmentos de qualquer sessão e de qualquer grau, ela se apresenta na forma de diálogos ritualísticos, leitura de atas, palestras, debates, declarações, palavras a bem da Ordem em Geral e do Quadro em Particular, leitura de leis, decretos, atos, etc. Suprima-se a palavra…e a Maçonaria deixará de existir!

Seu uso é quase sempre disciplinado pelo Ritual; seu detentor é o Venerável-Mestre, que a concede, ou retira, a qualquer dos maçons presentes, sejam do quadro ou visitantes. Em alguns Ritos, ou na tradição de algumas lojas, ela é negada aos aprendizes; outros consideram que eles, os aprendizes, podem fazer uso da palavra somente para perguntas pertinentes ao seu grau; e há ainda aquelas Lojas que estimulam os aprendizes a falar, entendendo que assim estarão se desinibindo e aperfeiçoando a mais nobre de todas as artes: a retórica.

Sem entrar no mérito dessas questões, o fato é que, nas sessões maçônicas todos dela fazem uso: uns, por atribuição inerente ao cargo, como é o caso do Venerável-Mestre, dos Vigilantes, das Dignidades e, sobretudo, do Orador de ofício; outros, por estarem inscritos na Ordem do Dia ou no Tempo de Estudos; e finalmente, todos os que assim o desejarem, nas Palavras à Bem da Ordem em Geral e do Quadro em Particular.

Dominar bem o emprego da palavra, portanto, é obrigação de todo maçom, além de ser uma necessidade e uma forma de aprimoramento cultural, pois alguém já disse que a Maçonaria é uma escola de líderes e que um líder é aquele que, além do exemplo pessoal de valores e virtudes, sabe expressar-se corretamente, utilizando sua fala para impressionar, persuadir, comover e conduzir seus interlocutores.

Vemos frequentemente IIr.’. com grandes ideias e magníficos ideais perderem a oportunidade de ação e serem votos vencidos nos debates, justamente pelo mau uso das palavras, pelo descaso com a didática e a retórica.

Muitas pessoas, alegando não possuírem o dom da palavra, recusam-se a falar em público, perdendo excelentes oportunidades de promoção pessoal.

Mas, será que a palavra é um dom?… ou será simplesmente uma técnica, possível de ser aperfeiçoada com estudo e treino?

Demonstrar que qualquer pessoa pode desenvolver e melhorar sua voz, dicção, didática e até mesmo expressão corporal é um dos objetivos deste livro; leia-o atentamente, siga os seus conselhos e dicas e, dentro de pouco tempo, voce estará se sentindo uma nova pessoa, mais interessante e agradável, não somente em sua Loja maçônica, como também na vida profissional, social e familiar.

Falar bem não é requisito fundamental apenas para os profissionais da palavra–advogados, apresentadores e vendedores–mas um complemento indispensável a todos os que queiram viver melhor, ter mais qualidade de vida, sentindo-se admirados e aceitos em todas as esferas do relacionamento humano.

“Diante do público…
…o fraco treme, o louco afronta, o tolo subestima…
e o orador conduz.”

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