A força do silêncio está acima da palavra transmitida; a busca do entendimento maior tem que ser no silêncio e em silêncio. Podemos buscar na natureza o entendimento do silêncio, já que as suas forças operam e se desenvolvem em silêncio. Encontramos exemplos na natureza nos reinos animal, vegetal e mineral; aplicar o silêncio em nossas ações e, sobretudo, em nossos objetivos, é fator primordial para o sucesso nas nossas realizações, seja no ambiente do mundo profano, social, familiar etc. estaremos assim assegurando um progresso natural e sem intervenções das forças negativas, e seguramente estaremos atraindo os poderes invisíveis, que só no silêncio encontrarão meios de operar a favor do universo.

A nossa Sublime ORD∴ nos ensina a virtude do silêncio, desde a nossa iniciação no ingresso como APR∴, pois é no silêncio, em silêncio, que o APR∴ irá ver e aprender os mistérios simbólicos que vão lhe assegurar o progresso filosófico do crescimento interior, e este não pode parar em sua caminhada aos próximos graus, atingindo o progresso no desbastar de sua pedra. É essa condição que poderá assegurar a compreensão dos nossos segredos, tendo o mesmo encontrado e definido o seu eu interior, que só ocorre no silêncio e na discrição do entendimento.

É importante, então, citarmos agora o princípio que deve guiar todo iniciado sobre o que deve calar ou falar: “silenciar sobre tudo o que não for real e que não ajude ou favoreça a verdade”.

A atividade de uma LOJ∴ terá, em seus trabalhos, a força conspiradora do universo quando mantivermos a força do silêncio místico, e da ocultação dos nossos segredos nas atividades em nossas LLOJ∴. Todos nós mm∴ sabemos que a guarda inviolável dos nossos segredos e conhecimentos, sobre tudo o que se passa em nossas OOF∴, assim como tudo que se refere a nossa constituição e seus regulamentos, é obrigação incondicional de todos nós MM∴ desde o nosso JUR∴.

o princípio que deve guiar todo iniciado sobre o que deve calar ou falar: “silenciar sobre tudo o que não for real e que não ajude ou favoreça a verdade”.

Ao aprendermos no sentido da palavra, a respeito do que somos, sabemos, queremos e fazemos, estaremos atingindo a condição fundamental para o nosso desenvolvimento filosófico na arte real para a construção de seu TEMP∴ (edifício). E se não fizermos a nossa parte, a obra ficará incompleta, até que, no momento oportuno, seja por outros completada. E esta obra deverá ser sempre levantada ou construída sob o mais absoluto silêncio para que não seja atraída por mentores do mal, ou forças que trabalham contra a conspiração do universo, atrapalhando o desenvolvimento da nossa obra.

Falar, no sentido místico filosófico, é sintoma de vaidade que potencializa a obscuridade interior, refletindo toda luz vinda do exterior; o iniciado brilha pela sua própria luz e não pela luz vinda de fora.

O hábito ou costume de calar sobre tudo o que não se considere útil ou necessário é um exercício que irá velar a vaidade e falta de reflexão, fortalecendo nossos pensamentos, aumentando nossa sabedoria maçônica e a credibilidade nos nossos relacionamentos. Para adquirir a consciência e fazer uso adequado e disciplinado do poder da palavra. As antigas escolas iniciativas – exemplo clássico é a pitagórica – prescreviam anos de absoluto silêncio a seus discípulos, com o objetivo de primeiro aprenderem a escutar e raciocinar adequadamente. É importante, então, citarmos agora o princípio que deve guiar todo iniciado sobre o que deve calar ou falar: “silenciar sobre tudo o que não for real e que não ajude ou favoreça a verdade”.

Desenvolver o sentimento do dever, que é a fonte de todas as energias e a única que não se esgota. O dever é a inevitável necessidade do homem que vive em sociedade, como o trabalho é a necessidade do corpo! Violada essa lei, sobrevirá a desarmonia e a degradação.

Que o G∴A∴D∴U∴a todos Ilumine e Guarde. Fraternalmente,

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