Maçonaria é uma instituição admirável. Pelos seus princípios, pela sua história e pela sua razão de ser. Dentre os princípios que lhe asseguram a existência, destacam-se como fundamentais o culto permanente à virtude e o combate sem trégua a toda sorte de vícios. É dever fundamental de todos aqueles que por meio da Iniciação penetram, ainda que superficialmente, nos mistérios da Maçonaria, conhecer e interpretar seus símbolos e alegorias. Não se pode entender que o Maçom não saiba o significado da ritualística que pratica. Se o Maçom não sabe o significado real de sua Iniciação e o que significam os símbolos que ornamentam o interior de uma Loja Maçônica, jamais poderá fazer progresso na Sublime Ordem, e o que é pior, por não saber o que está fazendo na Maçonaria, seu desinteresse e sua inércia só concorrerão para a fragilização da Instituição. Quem entra para a Maçonaria tem que conhecê-la para poder amá-la e contribuir para o fortalecimento de sua existência. Quem entra para a Maçonaria tem que honrar o sagrado juramento que faz e os compromissos a que se submete. Quem entra para a Maçonaria tem que tomar posse de seus postulados, estes, sim, devem penetrar no território de seus conhecimentos. De forma simples, a Maçonaria prepara o homem. Que homem? O líder, meus irmãos. A Maçonaria, segundo muitos autores, é uma Escola de Líderes. Cabe-nos aprender, com nossas alegorias e símbolos, o suficiente para nos tornarmos esses líderes. Cabe tornarmo-nos sensíveis o suficiente para catalisar sutis lições emanadas alegoricamente em nossas lojas.

É na Constituição da Grande Loja do Paraná que encontramos que a Maçonaria é uma ordem universal que, através de métodos ou meio racionais, estuda e trabalha para a construção da sociedade humana, auxiliada por alegorias e símbolos. Ainda na Primeira Tábua de Delinear encontramos o seguinte trecho:
“… pois não há qualquer símbolo, caráter, figura ou emblema, aqui descrito, que não tenha por objetivo inculcar os princípios da piedade e virtude entre seus adeptos”. Ao estar de Pé e à Ordem, com certeza três virtudes fundamentais são expostas: a humildade, a obediência e o espírito de colaboração mútua e sem distinção entre os irmãos.

Assim, em alguns momentos dentro da Loja, nos é solicitado que fiquemos em Pé e à Ordem. Isso nos faz lembrar que, em algumas solenidades, fica-se de pé quando certa autoridade chega; fica-se de pé quando se executam ou se cantam os hinos oficiais. Unimos, assim, a postura ereta de um verdadeiro Maçom a um dos primeiros ensinamentos que nos passam na Iniciação, que diz respeito ao sinal de ordem, cuja interpretação tem conexão com o juramento que prestamos. Aprende-se, ainda, que o dito sinal não se faz quando se estiver sentado e nem quando nos movimentamos em Loja. O sinal de ordem deve ser usado quando de pé, sempre de pé. Mas por que de pé? Porque, sem dúvida alguma, em todos os costumes conhecidos o gesto de FICAR DE PÉ expressa respeito, reverência, consideração e em alguns casos quer significar forte homenagem. É o caso, por exemplo, quando se aplaude de pé alguém que pronunciou um belo discurso, ou que adentra a um determinado recinto.

Mas, com certeza, vai além disso, significa o Irmão de forma digna, séria, elegante, com o corpo ereto, erguido verticalmente, estando de pé ou sentado no interior de um Templo Maçônico. Que o Irmão, ao dizer-se “de pé e à ordem” para outro irmão, está dizendo que está pronto para receber e cumprir ordens e, principalmente, que o Maçom diz-se DE PÉ E À ORDEM por estar cônscio de suas obrigações para com a Sublime Ordem, a Família, a Pátria e a Humanidade.

Portanto, faço o melhor entendimento do significado de Pé e à Ordem, quando estamos à disposição, individual ou coletivamente, prontos para receber e procurar cumprir as ordens emanadas de quem pode dar, e ainda, expressar um gesto de humildade que, com certeza, é uma das maiores virtudes cultuadas pelos Maçons e pela Maçonaria. Reconhecer como Irmão todo Maçom e prestar-lhe, em quaisquer circunstâncias, a proteção e a ajuda de que necessitar, principalmente contra as injustiças de que for alvo.

Nossa instituição apresenta-nos valores éticos e morais, ideais de perfeição e justiça. Virtudes tais que, se incorporadas aos princípios e à moralidade de um líder, farão com que sua influência seja altamente positiva e vá ao encontro dos anseios e necessidades de toda uma sociedade.

Finalizo, lembrando a todos os irmãos que este irmão Aprendiz está em Pé e à Ordem para aprender, servir e colaborar com todos, naquilo que a prudência me permitir.

BIBLIOGRAFIA:

– ConstituiÁ„o da Grande Loja do Paran·. Curitiba, 2011.

– Trabalho: Em PÈ e a Ordem, Irm„os! Ir∴ Montecarmelo da ARLS Volunt·rios da PerfeiÁ„o, Oriente de Governador Valadares-MG.

– Trabalho: Em PÈ e a Ordem. Ir∴ Samir Lemos da ARLS Sete de Setembro n.∫ 22, da Grande Loja MaÁÙnica do Estado do Rio Grande do Norte.

– CerimÙnias MaÁÙnicas do Rito de York. Grande Loja do Paran·: Curitiba, 1993.

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