A palavra “Hierarquia” é composta por dois vocábulos gregos (hierós = sagrado e arkhe´= autoridade) e exprime a ideia de poder oriundo da divindade fundada na doutrina mística de que todo poder lícito, moral e ético emana de Deus.
Os Estados Teocráticos são demonstrações desse pensamento e essa corrente de seguidores alcança grande aceitação em nossos dias.

Mas esse poder gera responsabilidade e longe de ser motivação de orgulho e vaidade, é um sacrifício para aquele que tem a consciência de servir aos interesses comuns e não dele se servir. Esse poder é exercido pela autoridade que é o instrumento que enseja utilidades coletivas e bem-estar aos administrados na medida das possibilidades materiais que estejam ao seu alcance. Poder e responsabilidade são dois elementos que integram o conceito de hierarquia. A subordinação é outra e gera as posições de superior e inferior com a escala de graduação adotada pelo sistema estrutural da entidade pública ou privada.

Daí o adágio popular: manda quem pode e obedece quem tem juízo!
Em linhas gerais esta é a dinâmica do Instituto da Hierarquia em todos os tempos e em todos os lugares.
Hierarquia é, portanto, a escala de poderes e responsabilidades adotada por um agrupamento de pessoas onde o Superior subordina o Inferior a um comando legal no interesse da entidade. E dentro desse enfoque é a autoridade que exercita esse comando nos limites de sua gradação de poder previsto na legislação da instituição comandada.

A nossa Ordem Fraternal como todas as organizações possuem também a sua hierarquia que abrange não só a administração como também a disciplina e outorga de seus graus aos seus membros, seja qual for o rito que use em seus trabalhos.
As Obediências possuem o governo central e são dirigidas pelo Grão Mestre Geral ou outra denominação similar sempre como órgão supremo. Editam normas para todas as unidades inferiores versando sobre matéria administrativa e instruções atinentes aos diversos graus de lojas e câmaras que deverão ser observadas para validade maçônica de seus atos.

Quanto ao “aumento de salário”, inicia-se na Maçonaria Primitiva ou Azul com seus 3 graus básicos por todos conhecidos: aprendiz, companheiro e mestre maçom – segundo artigo do Código Landmarks de Mackey. São graus básicos, condito sine qua non, para o acesso aos Altos Graus ou Graus Superiores com os ensinamentos graduais para todos os estágios, operativo e especulativo – vigésimo quarto artigo do Código Landmarks de Mackey.

Em se tratando do R∴E∴A∴A∴ nos Altos Graus temos 30, que se inicia no 4 e termina no 33, este último somente concedido pelo Supremo Conselho do Brasil do Grau 33 da Obediência correspondente divididos em 6 etapas: lojas de Perfeição, Capitulares, Areópagos Conselhos Filosóficos de Kadosch, Tribunais, Consistórios e Supremos Conselhos.
As Unidades de Perfeição abrangem os Graus 4 a 14; as Capitulares de 15 a 18; os Aerópagos – Conselhos Filosóficos de Kadosch de 19 a 30; os Tribunais Grau 31; Consistórios Grau 32 e, finalmente, os Supremos Conselhos, o último Grau e o mais elevado da hierarquia maçônica que é o 33.

Os graus acima mencionados são concedidos aos obreiros após frequência às sessões e dissertações sobre temas atinentes a Ordem, para avaliação intelectual do pretendente no sistema de elevações ou simplesmente por comunicações, dependendo das normas internas sempre editadas pelos Supremos Conselhos das diversas Obediências correspondentes.
Por outro lado, essas Obediências elaboram suas próprias constituições que seguem preceitos comuns a todas congêneres, acolhendo os 3 graus básicos, ritos e graus diversos, mas sempre inspiradas na fonte de toda Maçonaria Universal – os Landmarks de compilação predominante de Albert Galletin Mackey em 1856 que viveu entre 1807 a 1881. Na verdade, o Código Landmarks de Mackey é o diploma de maior hierarquia da Sublime Ordem que ostenta o título de milenar e universal.

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