A Maçonaria é uma instituição que tem por princípio tornar os seus membros um ser humano melhor, através de seu crescimento individual, para em seguida ser aplicado como um todo perante a família maçônica e a sociedade em geral.

Quando entramos em nossa loja para realização de nossos trabalhos em sessão ritualística, seja no grau de aprendiz de maçom, companheiro de maçom ou mestre de maçom, é como se estivéssemos em nossa casa, na qual necessitamos de um mínimo de normas e regras para uma convivência saudável, harmoniosa e regada com amor e carinho entre seus entes familiares. No entanto conflitos e divergências de opiniões aparecerão no seio da família, é nesse momento que deve prevalecer o bom senso de seus membros para resolver os conflitos. Via de regra, o patriarca e a matriarca são os responsáveis, e na sua falta o irmão mais velho assume essa responsabilidade para resolver as divergências existentes no seio da família, nesse momento, é preciso que os filhos, ou irmãos mais novos tenham paciência e assimilem as orientações dadas em prol de seu crescimento e os irmãos mais velhos ajudem o responsável a orientar aqueles que estão trilhando o seu crescimento, mas ainda são incapazes de seguirem sozinhos, pois não possuem ainda idade e conhecimentos suficientes para a jornada que os aguardam. Nessa hora faz-se necessário que todos manifestem as suas opiniões para aquele que está buscando dar a melhor orientação para o crescimento de todos. Não devem ficar dando demonstrações de desagrado ou ficar fazendo comentários entre si e muito menos levar o fato a outrem, devem apresentar sugestões, usar o bom senso, acatar as orientações dadas, caso contrário, o risco de quebra da harmonia e a convivência familiar saudável são eminentes.

Na Maçonaria é a mesma coisa, somos escolhidos pela ordem, nas mais diversas camadas sociais, mas precisamos ser homens livres e de bons costumes, para que possamos ter nossas arestas aparadas, para absorvermos os seus ensinamentos, para crescermos, e posteriormente, ensinar outros que chegam no seio da família maçônica. No entanto, não existe aprendizado e muito menos crescimento, sem que o mestre transmita os seus conhecimentos e suas experiências aos aprendizes, pois como a criança que dá os seus primeiros passos inseguros, mas com uma confiança inabalável em seus pais. Assim é o aprendiz de nossa sublime ordem, dando os seus primeiros passos na busca para a lapidação da sua pedra bruta e áspera. Nesse momento ele precisa ter paciência, calma, vontade para aprender e crescer, porém, ele não terá nenhuma dessas virtudes se o mestre não repassar os conhecimentos que adquiriu desde o dia em que, como aprendiz, ingressou em nossa ordem em busca de conhecimentos para lapidar a sua pedra bruta, transformando-a na pedra cúbica para em seguida dar origem a sua pedra polida, na sua constante busca da perfeição.
Não há aprendizado nem conhecimento sem que haja entrosamento entre o aprendiz e o mestre. Pois, o aprendiz é como a criança trilhando os seus primeiro passos para crescer. Necessitando do mestre para guiá-lo e ampará-lo, pois é incapaz de seguir sozinho, por que não tem idade, conhecimento e nem tolerância suficiente para seguir a sua jornada para alcançar o mais alto degrau na escada de Jacó. O aprendiz precisa: ouvir, assimilar e absorver os ensinamentos do seu mestre, pois quando ele se tornar o mestre, terá a responsabilidade de passar conhecimentos, amparar e ser tolerante com os novos aprendizes que estão chegando para serem lapidados. Nesse momento o novo mestre, introspectivamente fará uma longa viagem no seu “eu”, recordando o processo de lapidação da sua pedra bruta, até sua transformação em pedra polida. Assumindo nesse momento a responsabilidade com o novo aprendiz para ajudá-lo em sua jornada para alcançar a sua pedra polida, ajudando-o a ser um mestre tão bom quanto ele, às vezes até melhor do que o mestre que ensina.

Cada um tem suas dificuldades e suas potencialidades, no entanto, nosso crescimento é individual, conforme a personalidade de cada um, para depois ser convertido no coletivo e aplicado na sociedade como um todo e principalmente no seio da família maçônica, para que possamos fortalecer os laços de amizade e fraternidade entre os povos, porque somos homens livres e de bons costumes, que a Maçonaria absorveu em seu seio. Hoje somos homens diferenciados, com um potencial muito grande para transformar a sociedade através do amor, da paz e da fraternidade, para que a nossa sociedade seja mais justa, tolerante e perfeita, principalmente com os menos favorecidos pela sorte.  

Sobre o Autor

ARLS Azeredo Coutinho nº 65 GLEG/GO Oriente de Anicuns

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